— Conteúdo 12 seções
- 01 O código de indicação da Extended “CHAINHELM” ainda está ativo?
- 02 O que você ganha com o código de indicação da Extended “CHAINHELM”
- 03 Passo a passo do cadastro na Extended com o código de indicação
- 04 O que fazer após se conectar à Extended
- 05 O código de indicação da Extended não pode ser adicionado após o cadastro
- 06 O programa de pontos distribui até 600 mil pontos por semana, sem token confirmado
- 07 Da X10 à Extended: quem opera a plataforma, sobre qual infraestrutura e a que custo
- 08 Décima em volume entre as perp DEXs, com US$ 185 milhões em posições em aberto
- 09 Sem licença em qualquer jurisdição, a Extended barra por conta própria os territórios que lista
- 10 O Brasil fora da lista de restrições da Extended, e o dever de declaração que fica com você
- 11 Um operador em quem é preciso confiar, auditorias que não cobrem esta implantação e duas paradas na liquidação
- 12 O saldo da verificação e para quem a Extended faz sentido
O código de indicação exclusivo da chainhelm para a Extended é .
Em 06/08/2026, conectamos na prática uma nova carteira e confirmamos que o código de indicação é aplicado.
Aplique o código ao conectar a carteira para receber 10% de desconto nas taxas de negociação. Recomendamos deixar isso resolvido na hora.
Neste artigo, explicamos o passo a passo do cadastro (conexão da carteira) com o código de indicação da Extended, além das características da Extended, da disponibilidade no Brasil e dos riscos a considerar — com a conexão e a aplicação do código verificadas na prática pela equipe editorial da chainhelm.
O código de indicação da Extended “CHAINHELM” ainda está ativo?
A equipe editorial da chainhelm conectou-se à Extended com uma nova carteira em 06/08/2026 e confirmou que o código de indicação “CHAINHELM” ainda está ativo.
Esta é a tela real capturada durante a verificação.
A tela exibe “Code Activated”, confirmando que o código de indicação CHAINHELM foi aplicado corretamente.
A chainhelm verifica continuamente a validade do código e confirma que ele permanece utilizável.
A confirmação, aliás, não se esgota nesse aviso momentâneo. A página de indicação mostra de forma permanente o selo ”✓ Referral Code Applied”, e o menu da conta traz a linha “REFERRAL CODE: CHAINHELM ✓ Applied” — os dois ficam visíveis a qualquer momento depois da conexão, como verificamos na interface em 06/08/2026. O que a chainhelm verificou de primeira mão foi exatamente isso: o cadastro e a aplicação do código.
O que você ganha com o código de indicação da Extended “CHAINHELM”
Aplique este código no momento da conexão para receber os seguintes benefícios na Extended:
Para receber os benefícios, é preciso aplicar o código no momento da conexão da carteira. Atenção para não esquecer essa etapa.
Passo a passo do cadastro na Extended com o código de indicação
Explicamos o processo de conexão separadamente para PC/navegador e para smartphone (celular).
Passo a passo da conexão no PC/navegador
- Primeiro, abra a página oficial da Extended (o link já aplica o código de indicação). Ao abri-la, você verá uma tela como a mostrada abaixo.
2. Conecte a carteira pelo convite
Clique em “Connect Wallet” no convite que abre sobre a tela de trading para escolher como entrar. Antes, confira as linhas “Receive 0% points boost and 10% fees discount.” e “You are invited to Extended with the referral code CHAINHELM.”, que mostram o código já aplicado.
3. Escolha entre e-mail e carteira
No painel “Connect”, clique em “Email” para entrar por e-mail ou escolha a carteira logo abaixo de “OR”, entre “Phantom”, “Rabby” e “WalletConnect”. Note o texto do rodapé: ao conectar a carteira você já aceita os termos e a política de privacidade da Extended.
4. Aprove a conexão na carteira
Na janela da carteira, confirme que o pedido “Connect to Dapp” veio de https://app.extended.exchange e clique em “Connect”. Verifique também em “Connect Address” qual conta será conectada antes de aprovar.
5. Envie os dois pedidos de assinatura
Na tela “Create an account”, clique em “Send Requests” para disparar os dois pedidos: “Account creation”, que gera a conta e o par de chaves guardado localmente no navegador, e “Register”, que confirma a posse da conta e habilita o trading. Antes de enviar, decida se mantém a opção “Remember me”, ligada por padrão.
6. Assine a criação da conta
Na janela da carteira, confira que o pedido “Sign Typed Data” veio de https://app.extended.exchange e clique em “Sign”. Os dados exibidos trazem o índice da conta e o aceite dos termos, e o rodapé mostra qual conta vai assinar.
7. Confirme a criação da conta
Clique em “Confirm” para concluir a primeira assinatura. O conteúdo de “Sign Typed Data” continua igual ao da etapa anterior; se algo estiver diferente, use “Cancel”.
8. Assine o registro da conta
No segundo pedido, confirme que o campo “action” traz “REGISTER” e clique em “Sign”. É essa assinatura que confirma a posse da conta e libera o trading.
9. Confirme o registro da conta
Clique em “Confirm” para fechar o segundo pedido. Os dados seguem os mesmos, com “REGISTER” ainda visível no painel.
10. Acompanhe o progresso das assinaturas
Volte à janela da Extended e acompanhe a tela “Create an account”: “Account creation” já aparece com o visto verde e “Register” segue em processamento. Aguarde sem fechar a janela até o segundo item também ser concluído.
11. Feche o aviso de código ativado
Leia o aviso “Code Activated”, que mostra o código CHAINHELM junto da linha “Enjoy your 10% fees discount for the first $50M of trading volume.”, e clique em “Got it” para fechá-lo. Confirme também o aviso “Wallet connected!” no canto da tela.
Passo a passo da conexão no smartphone (iOS / Android)
- Primeiro, abra a página oficial da Extended no navegador do celular ou no navegador integrado do aplicativo de carteira (o link já aplica o código de indicação). Ao abri-la, você verá uma tela como a mostrada abaixo.
2. Toque em “Connect Wallet” no convite
Toque em “Connect Wallet” no painel que sobe na parte de baixo da tela de trading para escolher como entrar. O mesmo painel traz “Receive 0% points boost and 10% fees discount.” e “You are invited to Extended with the referral code CHAINHELM.”, então confira o código antes de tocar.
3. Toque na opção de carteira
No painel “Connect”, toque em “Connect Wallet” para seguir com a carteira instalada no aparelho; “Email” fica acima e “Link Desktop Wallet” serve para parear com uma carteira do computador. O rodapé lembra que conectar a carteira já significa aceitar os termos e a política de privacidade da Extended.
4. Selecione a carteira na lista
Em “Select your wallet”, toque em “Rabby” para seguir com essa carteira; se preferir outra, use o campo “Search through 587 wallets…” para filtrar a lista. A marca “Last used” ao lado do nome indica a carteira usada na conexão anterior.
5. Abra o app da carteira e aprove
Toque em “Open Rabby” para o app da carteira abrir e receber o pedido de conexão, como indica a mensagem “Tap ‘Open’ to continue”. Se nada abrir, o próprio painel avisa que talvez falte instalar o app da carteira.
6. Envie os pedidos de assinatura
Na tela “Create an account”, toque em “Send Requests” para enviar os dois pedidos: “Account creation” gera a conta e o par de chaves guardado localmente no navegador, e “Register” confirma a posse da conta e libera o trading. Antes de tocar, decida se mantém a opção “Remember me”, ligada por padrão.
7. Acompanhe as assinaturas na tela
Depois de assinar no app da carteira, volte para a tela “Create an account” e acompanhe o andamento: “Account creation” fica com o visto verde e “Register” ainda espera a segunda assinatura. Aguarde nessa tela até o segundo item ser concluído.
8. Feche o aviso “Code Activated”
Leia o aviso “Code Activated”, com o código CHAINHELM e a linha “Enjoy your 10% fees discount for the first $50M of trading volume.”, e toque em “Got it” para fechá-lo. Confirme também, no topo da tela, que a conta já aparece como “Main account”.
Vale comparar os dois blocos: o celular tem duas telas que o PC não tem — a lista de carteiras e a abertura do app — e resolve as duas assinaturas dentro do próprio aplicativo da carteira, então chega ao mesmo estado final passando por menos telas dentro da página.
O que fazer após se conectar à Extended
Explicamos o depósito separadamente para PC/navegador e para smartphone (celular).
Depósito no PC/navegador
Com a conta criada, clique em “Deposit” no topo da tela para abrir o formulário de depósito. A aba “Balances” ainda traz “You have no balances.”, o estado esperado antes do primeiro depósito.
Na janela “Deposit”, clique na rede de origem: “Arbitrum” já vem marcada, ao lado de “Ethereum”, “Base”, “BSC” e “Other”. Confirme “USDC” em “Asset” e, com o campo “Amount” ainda vazio, veja em “Available” quanto dá para enviar, além de “Bridge Cost” e “Est. Time of Arrival”.
Digite o valor em “Amount” e acompanhe “You Receive”, “Bridge Cost” e “Equity”, que passam a mostrar quanto chega à conta depois do custo da ponte. Com o valor definido, clique em “Enable USD Deposits” para autorizar os depósitos em dólar.
Leia o aviso “Wallet Compatibility Check”: são dois pedidos de assinatura gratuitos, feitos para verificar se as assinaturas da sua carteira são determinísticas, sem disparar nenhuma transação. Enquanto o carregamento roda, deixe a tela aberta e vá para a janela da carteira.
Na janela da carteira, confirme que o campo “action” traz “COMPATIBILITY_CHECK” e clique em “Sign”. O pedido repete a origem https://app.extended.exchange no topo, então confira esse endereço antes de assinar.
Clique em “Confirm” para finalizar a assinatura da checagem. Os dados exibidos são os mesmos da etapa anterior, agora com “Confirm” no lugar de “Sign”.
Confira em “Approve to” que a permissão vai para o contrato identificado como “rhino.fi” em “Protocol” e clique em “Sign”. Antes de aprovar, revise também o limite em “Approve token” e o saldo da carteira em “My balance”.
Clique em “Confirm” para enviar a aprovação do token. Antes disso, confira a estimativa de gas no rodapé: ao contrário das assinaturas anteriores, esta etapa é uma transação na rede.
Confira em “Simulation Results” a saída de USDC prevista para o depósito e clique em “Sign”. A operação aponta para o mesmo contrato da ponte usado na aprovação, agora como depósito.
Clique em “Confirm” para enviar a transação do depósito. Os valores de “Simulation Results” e a taxa estimada continuam à vista para uma última conferência.
De volta ao formulário, clique em “Deposit Funds”, que fica liberado depois das assinaturas. O valor em “Amount” segue o mesmo que você definiu antes da aprovação.
Em “Deposit Status”, acompanhe o depósito: “Accepted” já está marcado e “Completed” segue com o relógio até a ponte terminar. Se quiser ver a transação na rede, abra o link “Arbiscan”.
Espere “Completed” também ficar verde: junto com o aviso “Deposit Completed” no canto, ele mostra que o valor entrou na conta. Clique em “Got it” para fechar o aviso e voltar à tela de trading.
Confira a linha de “USDC” na aba “Balances” e o campo “Available To Trade”, que passa a mostrar o saldo liberado. Com o saldo creditado, a conta já pode operar com o que foi depositado.
Depósito no smartphone (iOS / Android)
No painel “Deposit”, toque na rede de origem — “Arbitrum” já vem marcada, ao lado de “Ethereum”, “Base”, “BSC” e “Other” — e confirme “USDC” em “Asset”. Com “Amount” vazio, dá para tocar em “25%”, “50%”, “75%” ou “Max” e preencher a partir do que aparece em “Available”.
Toque no campo “Amount” e digite o valor, ou use os atalhos de porcentagem, e veja “You Receive”, “Bridge Cost” e “Equity” se ajustarem ao que você escolheu. Em seguida, toque em “Enable USD Deposits” para autorizar os depósitos em dólar.
Leia o aviso “Wallet Compatibility Check”: são dois pedidos de assinatura gratuitos, que só verificam se as assinaturas da sua carteira são determinísticas e não disparam nenhuma transação. Enquanto o carregamento roda, mantenha a tela aberta e responda no app da carteira.
Acompanhe o painel “Deposit Status”: “Accepted” já está marcado e “Completed” segue com o relógio até a ponte terminar. Toque em “Arbiscan” para ver a transação no explorador ou em “Got it” para fechar o aviso.
Na tela de trading, confira “Available To Trade” no topo e o cartão de “USDC” em “Balances”, que já trazem o valor depositado. É esse saldo que passa a valer para as suas operações.
Com o depósito creditado, o saldo em USDC aparece como disponível e a conta fica pronta para operar.
O código de indicação da Extended não pode ser adicionado após o cadastro
O código de indicação só pode ser aplicado uma única vez: na primeira conexão da carteira.
Se você concluir a conexão sem aplicar o código, não existe forma de vincular a indicação a essa mesma carteira depois — para aplicá-lo, seria preciso refazer a conexão com uma nova carteira.
- Ao conectar, aparece a confirmação de que o código de indicação CHAINHELM foi aplicado? (confira o aviso exibido ao acessar pelo link)
- Depois de conectar, abra a página de indicação (referral) e confirme se o vínculo da indicação consta ali
Na prática, o que prende o código é o próprio link de convite: ele aplica a indicação automaticamente ao longo da conexão e do registro. Na verificação de 05/08/2026 não havia nenhum campo de digitação de código no fluxo de conexão, de modo que não existe uma segunda chance de digitá-lo mais tarde.
Se quiser conferir o vínculo depois, a página de indicação exibe o selo permanente e o menu da conta repete o código aplicado. Dá para checar a qualquer momento, sem depender do aviso que aparece uma única vez durante o cadastro.
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O programa de pontos distribui até 600 mil pontos por semana, sem token confirmado
A Extended mantém um programa de pontos ativo, o Extended Points Program, e vale começar pelo que ele é. Pontos não são um ativo com preço nem algo que se possa vender: são o registro que a plataforma guarda da atividade de cada conta, sob regras que ela mesma define. Quem chega ao cadastro atrás de um airdrop precisa ler esta parte com calma, porque o que está publicado é bem menos do que costuma circular.
O primeiro número é um teto, não um valor garantido: a documentação diz que nenhuma distribuição semanal passa dele, e não promete que ele seja atingido. O segundo é o total já distribuído desde o início do programa.
O que conta pontos e o que a Extended não publica
A documentação lista o que gera pontos: negociação qualificada, atividade ligada a liquidez, indicações e afiliados, testes de produto, relatos de bugs, feedback de usuário e eventos de impacto excepcional considerados relevantes pela plataforma. É uma lista ampla, e essa amplitude é justamente o problema para quem quer planejar.
O que interessa ao leitor é o que falta nessa lista. Nenhuma fórmula é publicada, nenhum peso por categoria e nenhuma alocação por tipo de atividade. Ninguém consegue, de fora, calcular quanto uma operação rende em pontos — nem estimar quanto renderia operar mais. A conta só existe do lado de dentro.
Vale registrar ainda um ponto contra o enquadramento mais comum nas páginas em português: a documentação oficial não define temporadas nem ciclos. A distribuição é semanal, e o teto semanal é o único parâmetro publicado.
O texto oficial sobre uma eventual distribuição de token
Aqui a formulação é o fato, então convém reproduzi-la com fidelidade.
A esse texto a documentação soma uma frase que fecha a interpretação: participar de atividade qualificada não cria direito a nenhuma alocação em particular. E o estado atual do token confirma a leitura — não houve emissão, não existe ticker e não há histórico de distribuição.
Um esclarecimento é necessário porque a sigla aparece na plataforma: o XVS existe, mas representa um depósito no cofre da Extended, serve de garantia e paga rendimento. Não é um token de protocolo, e a documentação não o trata como tal.
A conclusão, portanto, é neutra e precisa ser dita assim: a Extended não prometeu um token nem descartou um. Quem entra na plataforma esperando conversão futura está trabalhando com uma expectativa própria, não com um compromisso da empresa.
Quem fica de fora e as condutas que invalidam a participação
Participar do programa exige cumprir os termos de uso, e as jurisdições restritas ficam de fora — a mesma lista que barra o acesso à plataforma barra também os pontos. Para quem está no Brasil, o registro objetivo é que o país não consta dessa lista, no estado verificado em 29/07/2026.
A documentação lista ainda as condutas que invalidam a participação: wash trading, autoindicações, abuso coordenado de indicações, manipulação com múltiplas contas, uso de bots e fraude.
Da X10 à Extended: quem opera a plataforma, sobre qual infraestrutura e a que custo
Para quem negocia cripto mas nunca usou uma perp DEX, o ponto de partida é este: a Extended é uma plataforma de futuros perpétuos em que a conta nasce da própria carteira, sem um intermediário guardando o saldo. A diferença em relação a uma corretora centralizada aparece em três lugares concretos — nos custos, na custódia e em quem precisa agir para o sistema andar.
Origem e operadora: da X10 à migração para a Starknet
São dois eventos distintos, e não datas conflitantes: o lançamento público, em 2024, e a implantação atual, de 2025, que liquida na Starknet.
Quem responde por tudo isso é a X10 Ltd, constituída nas Seychelles, contraparte nomeada nos termos de uso. A própria empresa declara não ser autorizada nem regulada pela autoridade financeira das Seychelles nem por qualquer outro regulador, e o foro contratual escolhido é o dos tribunais da Inglaterra e do País de Gales. O número de registro da empresa não aparece em nenhum dos documentos públicos.
Sobre o time, o essencial cabe em uma frase: fundador e CEO vindo da área de cripto do Revolut, e um CTO descrito como arquiteto de quatro corretoras de cripto — com a ressalva de que a página oficial identifica as pessoas por perfis em rede social, e os nomes completos vêm de cobertura de imprensa.
Arquitetura: casamento de ordens fora da cadeia, liquidação na Starknet
O modelo é híbrido, e vale entendê-lo agora porque ele reaparece inteiro no capítulo de riscos. O trader assina a ordem; um motor de casamento de ordens, que roda fora da cadeia, junta as duas pontas; e um papel privilegiado, chamado de operador, empurra as ordens já casadas para a cadeia, onde elas são validadas e liquidadas. Quem descreve esse desenho nesses termos não é o marketing da plataforma: é a especificação auditada dos contratos.
A camada de liquidação é a mainnet da Starknet, um rollup de validade sobre o Ethereum que a documentação da Extended classifica como “Stage 1”, com confirmação em cerca de 2 segundos e custo por operação de usuário citado em torno de US$ 0,000057. Há ainda uma cadeia própria em preparação, a “Extended Chain”, descrita na documentação como trabalho em andamento.
Fundos sob a sua chave
Saída independente do operador
Mercados: 98 perpétuos ativos, entre cripto e ativos tradicionais
A amplitude é a característica central da plataforma. São 98 mercados perpétuos ativos — 98 a 99 conforme a fonte —, extraídos de uma lista configurada com 198 contratos de cripto e 106 de categoria tradicional: ações, índices, câmbio, commodities e empresas pré-IPO. Todos têm liquidação financeira e são referenciados por oráculo, ou seja, ninguém entrega a ação em si.
A alavancagem exige uma correção que quase nenhuma página faz. Os 100x existem, mas em um único mercado de câmbio, o EUR-USD. As principais criptomoedas param em 50x, e mesmo esse teto cai conforme o tamanho da posição.
No spot, o estado atual é limitado: existem três pares, e desde 24/07/2026 a plataforma exibe um aviso de pausa nas novas ordens de spot. É uma medida global, não específica de nenhum país, e não afeta saldos, depósitos nem saques.
Custos: taker de 0,025%, maker zerado, funding por hora e gas pago pelo protocolo
- Maker
- 0,000% sobre o nocional, na mesma tabela para perpétuos e para spot.
- Taker
- 0,025% sobre o nocional, sem faixas de desconto por volume negociado.
- Rebate de maker
- De 0,002% a 0,013%, em quatro degraus, conforme a fatia do usuário no volume total de maker da plataforma nos últimos 30 dias.
- Funding
- Cobrado a cada hora sobre as posições abertas, mas cotado em base de 8 horas, com teto horário por grupo de mercado.
- Gas
- Nenhum por operação. O usuário só paga taxa de rede na cadeia de origem, ao entrar e ao sair.
O rebate de maker merece ser lido pelo que ele realmente exige, porque é aí que mora a diferença entre a tabela e a prática. Os degraus não são de volume próprio: são de participação de mercado. Quem responde por 0,5% do volume de maker da plataforma recebe 0,002% de volta; 1% devolve 0,004%; 2,5% devolve 0,008%; e 5% devolve 0,013%. Não há inscrição, o crédito cai diariamente às 00:00 UTC e existe um mínimo de US$ 10 por período de 24 horas. A consequência prática é a que quase nenhuma página menciona: como o critério é fatia de um total que varia, ninguém consegue calcular sozinho se vai se qualificar.
O funding, por sua vez, é o custo de carregar posição, e vale entendê-lo em termos simples. A fórmula combina o prêmio médio do mercado com um componente de juros fixo de 0,01% por intervalo de 8 horas, e o teto horário muda conforme o grupo de mercado: 0,25% em BTC, ETH e SOL, e 1% em EUR-USD. Ninguém precisa da fórmula inteira — precisa saber que esse custo é recorrente e que tem limite.
Fecha a conta o tratamento do gas. Quem opera não paga gas por operação, porque o casamento das ordens acontece fora da cadeia e é o operador que submete a liquidação, com o custo de L2 ficando com o protocolo. E não existe token nativo, portanto não existe desconto de taxa por posse ou staking de token: o XVS conta como garantia e rende, mas não dá desconto.
Garantias: USDC como base, cofre com rendimento e mercado monetário interno
A margem é cruzada e roda em uma conta única, alimentada por um mercado monetário nativo. O USDC é a garantia base; wBTC, ETH, USDT e XVS entram com deságio — 90% do valor contam para BTC, ETH e XVS, e 95% para USDT —, e o EURC está anunciado. Cada carteira conectada cria uma conta de negociação, com até dez contas independentes por carteira.
O cofre precisa ser apresentado pelos dois lados. De um lado, depositar USDC no Extended Vault devolve XVS, que rende e ainda conta como garantia sem gerar juros de empréstimo. De outro, esse mesmo cofre é o fundo de seguro do protocolo e recebe a taxa de 1% cobrada nas liquidações saudáveis — ou seja, quem deposita ali está bancando risco de liquidação em troca do rendimento. A documentação afirma expressamente que as perdas do cofre não são compensadas.
O mercado monetário, em uma frase: é empréstimo de USDC contra garantia, restrito ao uso dentro da plataforma. O USDC tomado não pode ser sacado, e nenhum outro ativo pode ser tomado emprestado.
Conta e depósitos: carteira sem verificação de identidade e ponte de terceiros
A criação de conta é só por carteira, sem nenhuma etapa de verificação de identidade. São as duas assinaturas que aparecem no passo a passo acima: a primeira gera a conta e um par de chaves guardado localmente no navegador, a segunda confirma a posse e libera a negociação. Há um detalhe prático que vale guardar — como a chave de assinatura fica no armazenamento do navegador, limpar os dados ou trocar de navegador obriga a repetir a assinatura que gera essa chave.
As rotas de entrada e saída são só em cripto: não há canal próprio em moeda fiduciária. São sete cadeias suportadas — Starknet, Ethereum, Arbitrum, Base, Polygon, Avalanche e BNB Chain. Quem já está na Starknet deposita nativamente; nas demais, o depósito passa por uma ponte de terceiros, a mesma que aparece identificada como “rhino.fi” na tela de aprovação do token, no capítulo do depósito. Os prazos de processamento e os limites são indicativos e dependem da liquidez dessa ponte.
Sobre o tamanho de entrada, não há depósito mínimo documentado para a conta de negociação. O piso prático vem do tamanho mínimo de ordem de cada mercado, algo entre US$ 6 e US$ 20 conforme o par, aos preços de 29/07/2026.
Décima em volume entre as perp DEXs, com US$ 185 milhões em posições em aberto
Três medidas datadas bastam para situar a plataforma sem transformar este texto em um comparativo de corretoras: volume em 24 horas, posições em aberto e receita de taxas do protocolo. Cada uma diz uma coisa diferente, e uma delas é bem mais confiável do que as outras.
As fontes discordam sobre o volume e convergem nas posições em aberto
As quatro leituras acima são do mesmo dia, 29/07/2026, e a distância entre elas é grande demais para ser ignorada. Vale expor por quê, em vez de escolher a maior e seguir adiante. A proximidade entre a API da Extended e o CoinGecko não é corroboração independente: o agregador recebe os dados reportados pela própria plataforma. Já o DeFi Llama deriva o volume de eventos na cadeia, um método distinto, e os dois números dele estavam parciais no momento da captura. A faixa defensável, portanto, é de US$ 0,5 bilhão a US$ 0,6 bilhão por dia.
As posições em aberto contam outra história, e é por isso que elas servem melhor como âncora de escala. Eram US$ 185.153.177 pela API oficial, US$ 185.630.000 pelo DeFi Llama e US$ 185.237.000 pelo CoinGecko — três fontes com diferença de menos de 0,3% entre si. Isso importa por um motivo simples: posição em aberto é mais difícil de inflar do que volume, porque exige capital parado do outro lado.
A receita de taxas fecha com a tabela publicada, mas o ranking entre protocolos não foi obtido
Nas janelas mais longas, a receita de taxas foi de US$ 317.327 em sete dias e US$ 1.657.254 em trinta. Há uma verificação aritmética que vale mostrar, porque é o tipo de checagem que sustenta o resto: aplicar a tabela publicada — 0,025% no taker, 0,000% no maker — a um volume entre US$ 570 e 583 milhões dá aproximadamente o valor de 24 horas registrado pelo agregador. Isso reforça ao mesmo tempo a receita e a faixa de volume adotada acima.
Uma distinção que costuma se perder: receita de protocolo não é lucro. O próprio agregador se recusa a publicar uma linha de receita líquida para a Extended, porque os rebates de maker são creditados em subcontas internas e não podem ser separados dos dados disponíveis na cadeia. E vale declarar a lacuna com transparência: o ranking de receita de taxas entre protocolos não pôde ser obtido nesta apuração, por bloqueio de acesso à página do agregador.
Sobre a posição em volume, cabe uma ressalva. Nessa faixa o ranking é volátil: em uma ordenação por volume normalizado, e não reportado, a plataforma apareceria por volta do oitavo lugar. Não listamos aqui as plataformas à frente, porque o objetivo é situar a Extended, não montar um comparativo.
O que distingue a plataforma é reunir cripto e ativos tradicionais em uma só conta de margem
O diferencial principal se sustenta em contagem, não em marketing: uma conta de margem cruzada que abrange mercados de cripto e 106 contratos de categoria tradicional — cerca de um terço da lista configurada — contra um único conjunto de garantias, com vários ativos aceitos a deságios documentados. É amplitude de classes de ativos dentro de uma conta, e não profundidade em cripto.
O segundo diferencial é a garantia que rende, já explicada acima, e ele precisa ser apresentado como fato de dois lados. Ao transformar o depósito em XVS, a plataforma junta em uma só posição o papel de depositante e o de capital de proteção do protocolo. É conveniente para quem quer o saldo trabalhando; é exposição adicional para quem não percebeu a segunda metade.
Há ainda uma via de distribuição institucional em construção. A eToro liderou uma rodada estratégica de US$ 12,5 milhões anunciada em 02/07/2026, ao lado de Jump Crypto e Alber Blanc, e o motor de perpétuos da Extended deve ser integrado à carteira de autocustódia Zengo, comprada pela eToro por US$ 70 milhões em abril de 2026. Trata-se de intenção anunciada: nada havia sido entregue até 29/07/2026. A peça técnica que viabiliza esse caminho são os builder codes, que permitem a interfaces de terceiros cobrar a própria taxa por ordem.
A plataforma serve a um perfil estreito, e o texto diz qual
Serve a quem já opera cripto com carteira própria, quer margem cruzada cobrindo cripto e referências tradicionais na mesma conta, e negocia o suficiente para que a diferença entre maker e taker altere o resultado.
E não serve a quem quer entrada e saída em reais sem passar por cripto, a quem depende de atendimento ou documentação em português, a quem espera poder recorrer a um regulador local, e a quem entra atrás de um token futuro que não está confirmado.
Sem licença em qualquer jurisdição, a Extended barra por conta própria os territórios que lista
Neste capítulo quem está sob análise é o protocolo, não o leitor: o que a plataforma faz, onde ela mesma se exclui e o que as autoridades fizeram a respeito dela. A situação de quem está no Brasil vem logo no capítulo seguinte.
A lista oficial de territórios restritos e a forma como o acesso é barrado
A Extended define uma categoria de Pessoa Restrita e publica, em página própria, os territórios que a compõem. Convém citar o texto oficial em vez de contar países, porque a redação tem ambiguidades que uma contagem apagaria.
Duas observações sobre o que está acima. A expressão “China (Hong Kong)” é ambígua no original, e a Ucrânia entra apenas em parte, pelas três regiões nomeadas. Vale notar também que as Seychelles, sede da própria operadora, estão na lista — padrão comum em plataformas constituídas offshore.
A exclusão é aplicada por bloqueio de geolocalização de IP na interface, decidido no servidor: o aplicativo não carrega nenhuma lista de países embutida, e o usuário em território restrito recebe um aviso que remete aos termos de uso. A isso se soma o compromisso contratual assumido por quem usa o serviço. Não há triagem de carteira, triagem de endereço na cadeia nem etapa de verificação de identidade. E a página é atualizada sem histórico de alterações e sem data de vigência, o que significa que qualquer leitura dela — inclusive esta — é datada.
A separação entre interface e contratos de liquidação, e seus limites práticos
A operadora descreve nos termos de uso uma estrutura de duas camadas: ela desenvolve software e declara não operar plataforma de negociação nem oferecer execução ou compensação, com as transações ocorrendo entre usuários por meio de contrato inteligente. O serviço é descrito como não custodial — apenas a chave privada controla os ativos.
Essa descrição precisa vir acompanhada dos contrapesos, sob pena de dizer menos do que os fatos permitem. O casamento de ordens acontece fora da cadeia, e o avanço do sistema — inclusive a finalização de saques — depende de um papel privilegiado de operador. Os mesmos contratos têm um administrador de atualização tratado como plenamente confiável e uma função de pausa. A distinção entre camadas é, portanto, um fato jurídico e arquitetural sobre como o serviço está montado.
Ausência de licença, ausência de ação regulatória e as lacunas de verificação
A situação de licença é declarada pela própria operadora: nenhuma licença em nenhuma jurisdição. A declaração de risco vai além e afirma que os instrumentos ficam fora do alcance de regimes europeus específicos como MiFID e MiCA, sem acesso a mecanismos de compensação a investidores. Para uma perp DEX esse é o estado normal, não uma anomalia — e é exatamente por isso que precisa estar escrito, em vez de ficar subentendido.
Quanto a ações regulatórias, nenhuma ação, processo, acordo ou sanção contra a Extended, a X10 Ltd ou seus fundadores foi localizada em qualquer jurisdição até 29/07/2026. Isso resulta de busca ativa, não de omissão. Junto com o achado vai a lacuna: a página de lista de alerta do regulador britânico respondeu com erro de acesso à consulta automatizada, então a ausência de registro ali é inferida de cobertura de imprensa, e não confirmada na fonte.
A direção do movimento regulatório em volta desse tipo de plataforma
O que segue é leitura de direção, não previsão. A exclusão voluntária de Estados Unidos, Reino Unido e Canadá tem cara de medida preventiva: são justamente as jurisdições em que a oferta de perpétuos sintéticos referenciados a ações e de derivativos cripto alavancados esbarra mais diretamente em exigências de licenciamento. E, até aqui, nenhuma ação foi tomada contra a plataforma.
Dois vetores ampliam a exposição daqui para a frente. A supervisão sobre plataformas de perpétuos se intensificou no período, com listas de alerta ampliadas em centenas de entidades. E a própria Extended alarga a sua superfície regulatória ao manter 106 mercados de categoria tradicional fora do perímetro nativamente cripto, além de trazer uma corretora listada em bolsa para dentro da sua via de distribuição.
O Brasil fora da lista de restrições da Extended, e o dever de declaração que fica com você
Respondendo direto à pergunta que traz a maior parte dos leitores até aqui: o Brasil não aparece na lista de territórios restritos publicada pela Extended, no estado verificado em 29/07/2026, e nenhuma norma brasileira localizada proíbe o residente de acessar ou negociar em um protocolo estrangeiro não custodial de derivativos.
Vale, no entanto, declarar o limite dessa leitura — algo que quase nenhuma outra página faz. A conclusão vem da lista oficial e do controle de geolocalização feito pelo próprio aplicativo, não de um teste feito a partir de um IP brasileiro.
Brasil: ausência na lista oficial, ausência de presença local
Sobre o alcance da lista, dois pontos. A definição de Pessoa Restrita tem, além dos países nomeados, uma cláusula residual aberta que a operadora se reserva e que não foi acionada contra o Brasil. E a página é atualizada “de tempos em tempos”, sem histórico de alterações nem data de vigência. É um estado datado, não uma garantia de permanência.
A parte realmente útil, e a que quase não aparece nas páginas em português, é a divisão entre dois reguladores.
A conclusão que interessa ao leitor é a seguinte: futuros perpétuos caem do lado da CVM, não do Banco Central, e os deveres que essas normas criam recaem sobre quem oferece o serviço, não sobre quem opera. A Extended não tem entidade, filial ou subsidiária no Brasil, e não é registrada nem autorizada por nenhuma autoridade brasileira.
Sobre ação da CVM, o método da apuração fica à vista. A consulta ao sistema de atuações irregulares em 29/07/2026, pelos termos “Extended”, “X10” e “X10 Ltd”, não retornou nenhum registro, enquanto consultas de controle feitas na mesma sessão retornaram atos existentes — ou seja, trata-se de ausência verificada, e não de falha de busca. As duas leituras precisam andar juntas: nenhuma ordem de suspensão nomeia a plataforma, e isso não equivale a autorização. Convém acrescentar, sem nomear as empresas, que a CVM já suspendeu no passado plataformas estrangeiras de derivativos cripto que atendiam residentes brasileiros. É o precedente que dá peso ao ponto anterior.
O imposto, por fim, é um dever ativo, e não uma nota de rodapé. O que a DeCripto exige de quem opera na Extended é concreto: declarar por conta própria quando o valor movimentado no mês passa de R$ 35.000, com entrega mensal até o último dia útil do mês seguinte, informando plataforma, data, tipo de operação, ativos, quantidades e valores em reais. Como a Extended não faz verificação de identidade e não emite nenhum documento fiscal, todo esse registro fica por conta do próprio usuário — e é isso que torna o dever trabalhoso na prática, muito mais do que a burocracia da entrega.
Limite desta leituraA DeCripto é instrumento de declaração e não fixa alíquota. Este texto não informa alíquota alguma de imposto: a alíquota única amplamente republicada na imprensa brasileira veio de medida provisória que caducou sem votação em 08/10/2025 e nunca virou lei, e as alíquotas vigentes não foram confirmadas em fonte primária nesta apuração. Se essa oferta configura ou não oferta pública irregular no Brasil é uma questão de aplicação da norma que nenhuma autoridade brasileira respondeu a respeito da Extended. Nada aqui é orientação jurídica ou tributária.
Fecha o quadro o que não existe entre a plataforma e o Brasil, porque isso é constatação, não opinião: nenhuma entidade local, nenhuma versão em português, nenhuma comunicação dirigida ao país e nenhuma via em real ou PIX — depósitos e saques só em cripto —, com foro contratual exclusivo nos tribunais da Inglaterra e do País de Gales.
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Um operador em quem é preciso confiar, auditorias que não cobrem esta implantação e duas paradas na liquidação
Entram aqui apenas os riscos que se assume ao escolher esta plataforma, cada um ancorado em fato, evento e data. O risco geral de operar perpétuos é premissa de quem chegou até este ponto do texto e não se repete abaixo.
O operador que garante o avanço do sistema, e o que a autocustódia não cobre
O papel de operador é classificado como plenamente confiável pela própria auditoria dos contratos. É ele quem leva as ordens casadas para a cadeia, processa depósitos, finaliza saques e transferências e envia as atualizações de preço e de funding — a auditoria escreve, em termos diretos, que esse papel garante o avanço do sistema.
A consequência para o leitor é precisa: autocustódia protege contra apropriação dos fundos, não contra falha de disponibilidade do operador. Sair da posição não é um ato unilateral. Some-se a isso que a configuração de multiassinatura da implantação da Extended não é divulgada, e que o modelo auditado registra, como padrão de implantação, que administrador de governança e administrador de segurança são atribuídos ao mesmo endereço.
Contratos atualizáveis, poder de pausa e um prazo de espera não publicado
Os contratos são atualizáveis. Um administrador de atualização propõe a nova implementação, há um prazo de espera e a substituição só pode ser executada dentro de uma janela de duas semanas. A auditoria formula o risco sem rodeios: quem detém esse papel pode atualizar para uma implementação maliciosa se a proposta não for derrubada durante o prazo. E a duração desse prazo é parâmetro de implantação, não publicado nem no relatório nem na documentação, de modo que o tempo real de reação não é verificável de fora.
Há também função de pausa. Um agente de segurança pode pausar o sistema e, enquanto ele está pausado, ficam bloqueados depósito, saque, transferência, negociação, liquidação, desalavancagem e as atualizações de preço e de funding. Ou seja, a pausa interrompe os saques junto com a negociação — e a auditoria observa que pausar em momento de volatilidade pode causar perdas, ao deixar usuários em situação de liquidação.
Auditorias encomendadas para o código da StarkWare, não para esta implantação
A Extended implanta um fork desse código, mas não há auditoria publicada da sua implantação específica, das suas modificações, do motor de casamento fora da cadeia ou da infraestrutura de operador. E há um detalhe que fecha o argumento: a própria ChainSecurity deixou a configuração e a parametrização do sistema fora de escopo — justamente onde ficam a atribuição de papéis e o prazo de atualização da Extended.
As auditorias são reais e substantivas. Não são garantia no nível da implantação, e nenhum texto deveria chamar a Extended de auditada sem essa qualificação.
Um único provedor de oráculo, e os mercados que se precificam sozinhos
Os preços vêm de um único provedor de oráculo nomeado, operando com cinco nós, e ele fornece tanto o preço de marcação — que define liquidação e resultado não realizado — quanto o índice que determina o funding. Nenhum provedor secundário ou de reserva é nomeado, o que faz desse fornecedor um ponto único de dependência. Na cadeia, o preço é a mediana das cotações assinadas por um quórum de oráculos, e tanto o conjunto quanto o quórum são controlados por um papel administrativo.
Um caso particular merece destaque. Os mercados pré-listados são precificados por um método autorreferencial, sem referência externa: média móvel exponencial de 45 minutos dos próprios preços de marcação, combinada a um desvio suavizado do preço médio entre compra e venda. Eles migram para o oráculo padrão quando passa a existir preço externo confiável.
O fundo de seguro que é o próprio cofre, e as perdas não compensadas
O fundo de seguro da Extended é o próprio cofre, o que significa que quem deposita USDC ali é o capital de proteção do protocolo. Ele é abastecido pela taxa de 1% sobre as liquidações saudáveis, por rebates de maker e por juros do mercado monetário, e absorve perdas quando as liquidações são executadas a preços desfavoráveis. A exposição é limitada por um teto diário global de 5%, por orçamentos definidos por grupo de mercado e por limites máximos em cada operação — mas as perdas de quem deposita não são compensadas. A documentação afirma isso expressamente, junto com o aviso de que as alocações do cofre não são depósitos nem contam com proteção de seguro.
Quando o fundo não cobre, ou quando a posição não pode ser liquidada dentro de 5% do preço de falência, entra a desalavancagem automática, que casa traders lucrativos contra posições liquidadas. No spot, o mecanismo final socializa a perda entre os depositantes de USDC a preço de falência. Registre-se ainda que a auditoria apontou, com severidade média, que o fundo nem sempre pode atuar como desalavancador. O saldo do fundo não é publicado em lugar nenhum.
Duas paradas na cadeia de liquidação, em setembro de 2025 e janeiro de 2026
A atribuição precisa ser correta: são incidentes da Starknet, não falhas da Extended. Mas ambos interromperam o caminho de liquidação e de saque da plataforma, e é por isso que estão aqui. A leitura para quem opera cabe em uma frase — quem usa a Extended herda o risco de disponibilidade da cadeia em que ela liquida. A Extended não publicou declaração de impacto específica em nenhum dos dois casos.
A distância entre a alavancagem anunciada e a disponível
No grupo de BTC e ETH, o teto desce de 50x até 5x nas faixas maiores de posição; os mercados que referenciam ações ficam entre 10x e 16,7x. Vale somar um detalhe que muda a conta de quem opera no limite: a margem de manutenção, no nível máximo de alavancagem, equivale à metade da margem inicial.
Deságios na garantia e a premissa de paridade embutida no contrato
Garantia diferente de USDC entra com deságio — 90% para BTC, ETH e XVS, e 95% para USDT —, o que reduz o poder de compra efetivo em relação ao saldo nominal que aparece na tela.
E há uma premissa embutida que o leitor não vê em lugar nenhum da interface: o contrato auditado trata o token de garantia como sempre pareado a 1 dólar e o coloca fora do escopo da auditoria. Na prática, o risco de perda de paridade fica com o usuário e não é mitigado no nível do protocolo.
A ausência de página de status e de histórico de incidentes
Fecha o capítulo a opacidade operacional, que é o que limita todo o resto. A Extended não publica página de status nem histórico de incidentes, não mantém blog ou sala de imprensa, e anuncia por canais que os buscadores não indexam.
A consequência disso precisa ser dita com todas as letras: nenhum incidente próprio de exploração de vulnerabilidade, manipulação de oráculo ou falha de interface foi encontrado até 29/07/2026, em busca ativa — mas essa ausência não pode ser apresentada como histórico limpo verificado. São coisas diferentes, e a diferença importa.
O saldo da verificação e para quem a Extended faz sentido
Do que foi verificado de primeira mão, o resumo é curto. O link de convite aplica a indicação sozinho durante a conexão da carteira, a confirmação aparece na tela e permanece consultável depois, e o efeito para quem lê é o desconto de 10% nas taxas de negociação. O código só entra na primeira conexão de uma carteira: não há como vinculá-lo depois à mesma carteira.
Sobre a posição da plataforma, os números já apresentados bastam. É a décima em volume entre as perp DEXs, com posições em aberto em torno de US$ 185 milhões — a medida em que três fontes independentes convergem — e tem um diferencial real ao reunir cripto e ativos tradicionais em uma só conta de margem.
O programa de pontos se resume ao que promete e ao que não promete: está ativo, tem teto semanal publicado, e a documentação oficial não confirma token, metodologia de alocação, taxa de conversão, data nem valor. Participar não cria direito a alocação alguma.
A situação do Brasil cabe em duas frases. O país não está na lista de territórios restritos publicada pela plataforma. E o dever que sobra para quem opera é o de declarar mensalmente, por conta própria, quando o valor movimentado no mês passa do limite — já que não há verificação de identidade nem documento fiscal emitido pela plataforma.
Fica, então, o perfil. A Extended faz sentido para quem já opera cripto com carteira própria e aceita depender de um operador tratado como plenamente confiável, de auditorias que cobrem o código original e não esta implantação, e de uma cadeia de liquidação que já parou duas vezes. E não faz sentido para quem precisa de entrada em reais, de atendimento em português, de recurso junto a um regulador local ou de um token que não foi confirmado.