— Conteúdo 11 seções
  1. 01 O código de indicação da Catapult Trade “4AL8G1IR” ainda está ativo?
  2. 02 Passo a passo do cadastro na Catapult Trade com o código de indicação
  3. 03 O que fazer após se conectar à Catapult Trade
  4. 04 O código de indicação da Catapult Trade não pode ser adicionado após o cadastro
  5. 05 Os pontos acumulam desde janeiro de 2026, mas o $PULT ainda não foi emitido
  6. 06 A Catapult Trade negocia preços gerados por ela mesma, fora da blockchain
  7. 07 O que dá para verificar sobre o tamanho da Catapult — e o que só a operadora afirma
  8. 08 Sem licença em nenhum país, a plataforma exclui apenas os Estados Unidos e territórios sob sanção
  9. 09 No Brasil a plataforma está acessível e sem autorização, e a regra recai sobre a operadora
  10. 10 Os depósitos ficam num cofre da operadora, que é também a contraparte de toda posição
  11. 11 Antes de abrir a conta: o código está ativo e só vale no primeiro cadastro

O código de indicação exclusivo da chainhelm para a Catapult Trade é .

Em 2026-08-14, conectamos na prática uma nova carteira e confirmamos que o código de indicação é aplicado.

O código de indicação é aplicado uma única vez, na criação da conta — depois disso, não vale mais.

Neste artigo, explicamos o passo a passo do cadastro (conexão da carteira) com o código de indicação da Catapult Trade, além das características da Catapult Trade, da disponibilidade no Brasil e dos riscos a considerar — com a conexão e a aplicação do código verificadas na prática pela equipe editorial da chainhelm.

O código de indicação da Catapult Trade “4AL8G1IR” ainda está ativo?

A equipe editorial da chainhelm conectou-se à Catapult Trade com uma nova carteira em 2026-08-14 e confirmou que o código de indicação “4AL8G1IR” ainda está ativo.

Esta é a tela real capturada durante a verificação.

— Figura 1
Janela de cadastro com o código
2026-08-14
Janela de cadastro com o código
A janela "Welcome to Catapult" traz o campo de e-mail vazio e a fileira de carteiras, com "Referral code:" já preenchido ao lado. Fonte: Editorial da chainhelm

A chainhelm verifica continuamente a validade do código e confirma que ele permanece utilizável.

O código não precisa ser digitado. Ele viaja dentro do próprio link de cadastro, como parâmetro refCode do endereço, e a janela de cadastro da Catapult Trade o exibe já preenchido, em “Referral code: 4AL8G1IR”, antes de qualquer carteira ser conectada. Foi esse o caminho observado na verificação: em nenhuma tela do fluxo apareceu um campo para digitar o código à mão.

A conferência foi feita em 2026-08-14, no computador e no celular. Vale dizer com precisão o que ela cobre: o cadastro e a aplicação do código, e a superfície que comprova isso é a janela de cadastro, antes da conexão da carteira. Nenhuma tela posterior à conexão foi verificada. Tudo o que vem adiante neste artigo sobre regulação, disponibilidade e risco vem de fontes públicas e não está coberto por essa verificação — cada ponto tem seu capítulo, com a fonte à vista.

Os links de indicação da Catapult Trade seguem o formato catapult.trade/r/{CODE}, e o endereço usado na verificação foi https://catapult.trade/r/4AL8G1IR.

Passo a passo do cadastro na Catapult Trade com o código de indicação

Explicamos o processo de conexão separadamente para PC/navegador e para smartphone (celular).

Passo a passo da conexão no PC/navegador

1. Primeiro, abra a página oficial da Catapult Trade (o link já aplica o código de indicação). Ao abri-la, você verá uma tela como a mostrada abaixo.

2. Abrir a home pelo link de indicação

— Figura 2
Home antes do login
2026-08-14
Home antes do login
A home da Catapult, ainda sem login, traz "Log In / Sign Up" no canto superior direito e a lista de tokens abaixo do banner e dos destaques. Fonte: Editorial da chainhelm

Na home da Catapult aberta pelo link de indicação, ainda sem login, clique em “Log In / Sign Up”, no canto superior direito. O código de indicação está embutido no link, então continue nesta mesma aba para não perdê-lo.

3. Escolher o método de cadastro

— Figura 3
Janela de cadastro com o código
2026-08-14
Janela de cadastro com o código
A janela "Welcome to Catapult" traz o campo de e-mail vazio e a fileira de carteiras, com "Referral code:" já preenchido ao lado. Fonte: Editorial da chainhelm

Na janela “Welcome to Catapult”, confira em “Referral code:” que o código do link já está preenchido e, na fileira de ícones abaixo de “Continue with Google”, escolha a carteira que você quer conectar.

Para abrir a conta sem carteira, use a aba “Email”, com o campo ainda vazio, ou a aba “Phone Number”; logo abaixo, em “Or use single sign-on”, dá para entrar com “Continue with Google”.

4. Escolher a rede da carteira

— Figura 4
Escolha da rede da carteira
2026-08-14
Escolha da rede da carteira
A janela "Connect wallet" mostra as opções "Ethereum and 21 more" e "Solana" sobre a home escurecida. Fonte: Editorial da chainhelm

Na janela “Connect wallet”, escolha a rede da sua carteira: “Ethereum and 21 more” para as redes EVM ou “Solana”. A escolha não é definitiva: dá para conectar as duas redes depois.

5. Aguardar o pedido de conexão

— Figura 5
À espera da carteira
2026-08-14
À espera da carteira
A janela "Connect Wallet" exibe o ícone do Phantom em carregamento com o aviso "Connect below and confirm in your wallet". Fonte: Editorial da chainhelm

Deixe a janela “Connect Wallet” aberta e responda ao pedido na extensão da carteira; o ícone em carregamento mostra que o site está aguardando essa resposta. A conexão só avança depois da confirmação do lado da carteira, como indica o aviso “Connect below and confirm in your wallet”.

6. Aprovar a conexão no Phantom

— Figura 6
Aprovação no Phantom
2026-08-14
Aprovação no Phantom
A janela "Connect" do Phantom traz a origem "catapult.trade", a conta selecionada e os botões "Cancel" e "Connect". Fonte: Editorial da chainhelm

Na janela do Phantom, confira que a origem é “catapult.trade” e que a conta selecionada é a que você quer usar; em seguida, clique em “Connect”. A aprovação permite ao site ver saldo e atividade dessa conta, então use “Cancel” se algo estiver diferente do esperado.

7. Assinar a mensagem de verificação

— Figura 7
Assinatura da mensagem
2026-08-14
Assinatura da mensagem
O pedido "Sign Message" mostra a mensagem a assinar, "Network" com "Solana" e os botões "Cancel" e "Confirm". Fonte: Editorial da chainhelm

No pedido “Sign Message”, confira em “Network” que a rede é “Solana” e clique em “Confirm” para assinar. A mensagem exibida serve para comprovar que a conta selecionada é sua; enquanto você não confirmar, o pedido fica pendente, e “Cancel” encerra sem assinar.

Assinada a mensagem, a conta está criada e a carteira, conectada. É nesse ponto que o código de indicação já entrou na conta, e o passo seguinte é o depósito.

Passo a passo da conexão no smartphone (iOS / Android)

1. Primeiro, abra a página oficial da Catapult Trade no navegador do celular ou no navegador integrado do aplicativo de carteira (o link já aplica o código de indicação). Ao abri-la, você verá uma tela como a mostrada abaixo.

2. Abrir a home no celular pelo link

— Figura 2
Home no celular sem login
2026-08-14
Home no celular sem login
No topo da home ficam o logo da Catapult e o botão "Log In / Sign Up"; a barra com Menu, Home e Discover fica fixa embaixo. Fonte: Editorial da chainhelm

Com a home aberta pelo link de indicação no navegador do celular, toque em “Log In / Sign Up”, no alto da tela. O código de indicação vem no próprio link, então continue por ele em vez de digitar o endereço do site.

3. Escolher como criar a conta

— Figura 3
Painel de cadastro no celular
2026-08-14
Painel de cadastro no celular
O painel de cadastro mostra "Referral code:" já preenchido, o campo de e-mail vazio e a fileira de carteiras na parte de baixo. Fonte: Editorial da chainhelm

No painel de cadastro que sobe pela parte de baixo da tela, confira em “Referral code:” que o código do link já está preenchido e toque na carteira que você quer conectar, na fileira de ícones abaixo de “Continue with Google”.

Se preferir abrir a conta sem carteira, use a aba “Email” com o campo ainda vazio, a aba “Phone Number” ou o botão “Continue with Google”, em “Or use single sign-on”.

4. Escolher a rede da carteira

— Figura 4
Painel de escolha da rede
2026-08-14
Painel de escolha da rede
O painel "Connect wallet" ocupa a parte de baixo da tela com as opções "Ethereum and 21 more" e "Solana". Fonte: Editorial da chainhelm

No painel “Connect wallet”, toque em “Ethereum and 21 more” para as redes EVM ou em “Solana”. Uma rede não exclui a outra — a que ficar de fora pode ser conectada mais tarde.

5. Aguardar o pedido de conexão

— Figura 5
À espera do app da carteira
2026-08-14
À espera do app da carteira
Na parte de baixo da tela, o painel "Connect Wallet" mostra o ícone do Phantom em carregamento e o pedido de confirmação na carteira. Fonte: Editorial da chainhelm

Mantenha o painel “Connect Wallet” na tela e confirme no app da carteira; o ícone em carregamento indica que o site aguarda essa resposta. A conexão só segue depois disso, como diz o aviso “Connect below and confirm in your wallet”.

6. Aprovar a conexão no app Phantom

— Figura 6
Tela de conexão do Phantom
2026-08-14
Tela de conexão do Phantom
A tela de conexão do Phantom traz a origem "catapult.trade", a conta em uso e os botões "Cancel" e "Connect". Fonte: Editorial da chainhelm

No app do Phantom, confira a origem “catapult.trade” e a conta selecionada antes de tocar em “Connect”. A aprovação permite ao site ver saldo e atividade dessa conta; se a origem não bater, toque em “Cancel”.

7. Assinar a mensagem no Phantom

— Figura 7
Pedido de assinatura
2026-08-14
Pedido de assinatura
A tela "Sign Message" mostra a mensagem, "Network" com "Solana" e os botões "Cancel" e "Confirm". Fonte: Editorial da chainhelm

No app do Phantom, confira em “Network” que a rede é “Solana” e toque em “Confirm” para assinar a mensagem. Ela serve para comprovar que a conta selecionada é sua; o pedido fica pendente até a confirmação, e “Cancel” fecha sem assinar.

Assinada a mensagem, a conta está criada e a carteira, conectada. É nesse ponto que o código de indicação já entrou na conta, e o passo seguinte é o depósito.

O que fazer após se conectar à Catapult Trade

Com a conta aberta, a próxima decisão é por onde colocar dinheiro. A Catapult Trade aceita depósito em sete redes: Ethereum, Arbitrum, HyperEVM, Base, BNB Chain, Solana e Tron. Essa lista, porém, esconde uma divisão que muda o caminho e o custo: só HyperEVM, Arbitrum e Ethereum aceitam depósito direto a partir da carteira conectada. Todas as demais passam pela ponte de terceiros Relay, que gera um endereço de depósito de uso único a cada transação. Não existe ponte própria da operadora — o movimento entre redes é inteiramente delegado ao protocolo Relay.

O USDT na rede Tron, no padrão TRC-20, foi anunciado em 2026-04-14 e aparece entre as opções de depósito da venda pública do token, mas não consta da página de documentação de depósitos e saques. É uma inconsistência da própria operadora, e vale saber disso antes de escolher essa rede.

Os ativos aceitos são USDT, USDC, ETH e SOL, com disponibilidade que varia por rede. Seja qual for o ativo depositado, o saldo interno da conta e os campos monetários da API são denominados em USDT — é essa a unidade em que a plataforma faz as contas.

Sobre o valor mínimo: a documentação cita 1 USD, mas o faz como exemplo (1 USDC na rede Base), não como piso universal. O limite pode variar de uma rede para outra, não há tabela publicada, e a própria documentação avisa que depósito abaixo do piso não é creditado.

Desde 2026-06-20 também existem trilhos em moeda fiduciária: cartão, transferência bancária, Google Pay, Apple Pay, Revolut e uma opção de transferência entre pessoas. O caminho no aplicativo é Deposit e depois “Use Cash”. Nenhuma fonte oficial nomeia os processadores por trás desses trilhos. Para quem está no Brasil, um ponto de contexto: não há integração com Pix nem caminho de depósito em reais, e o depósito por cartão é limitado por região por um provedor que a operadora não identifica, cujo tratamento do Brasil não pôde ser testado.

Custo é a parte menos transparente. Não há tabela de tarifas de depósito ou saque publicada. Os fatores documentados são três: o gas da rede de origem; o slippage da ponte Relay nas rotas indiretas, com um limite máximo predeterminado e resultado que depende da profundidade de liquidez entre as redes envolvidas; e o tempo de processamento da Relay somado à finalização na rede de origem. Vale registrar onde o gas on-chain aparece: apenas na fronteira de depósito e saque. A negociação em si não pede assinatura nem gas por transação, porque a conta opera com uma carteira embutida e saldo virtual.

Dois avisos operacionais fecham essa parte, e os dois estão na documentação da própria plataforma. Primeiro: o endereço gerado pela Relay é de uso único, e uma segunda transferência para o mesmo endereço resulta em perda permanente dos fundos. Segundo: os saques não devem ir diretamente para um endereço de depósito de corretora, porque corretoras em geral não creditam depósitos originados de contrato inteligente. São dois erros fáceis de cometer e sem volta.

Com a carteira conectada, o depósito começa na própria home, pelo banner “Deposit with card” ou pelo botão “Buy crypto”.

O código de indicação da Catapult Trade não pode ser adicionado após o cadastro

O código de indicação só pode ser aplicado uma única vez: na criação da conta.

Se você concluir o cadastro sem o código aplicado, não existe forma de vincular a indicação a essa mesma conta depois — para aplicá-lo, seria preciso criar uma conta nova pelo link.

Na prática, isso se resume a duas conferências antes de conectar. A primeira: não procure um campo para digitar o código, porque ele não existe. Em nenhuma tela do fluxo verificado apareceu um campo de digitação — o código chega pelo link e é a plataforma que o preenche. A segunda: a tela onde dá para conferir é a janela de cadastro, aquela que aparece depois de “Log In / Sign Up” e antes de qualquer conexão de carteira. É ali que “Referral code: 4AL8G1IR” precisa estar visível. Se não estiver, feche e abra de novo pelo link, em vez de seguir adiante.

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Os pontos acumulam desde janeiro de 2026, mas o $PULT ainda não foi emitido

A partir daqui o artigo sai do passo a passo e passa ao que a Catapult Trade é por dentro. O primeiro tema é o programa de pontos, porque costuma ser ele que pesa na decisão de abrir conta agora — e porque o que está publicado sobre ele é menos do que a maioria das pessoas imagina.

Os pontos vêm do volume negociado, da criação de tokens e das publicações em redes sociais, entre outros caminhos

O programa se chama Catapult Points e está no ar desde 2026-01-06, quando substituiu o sistema anterior de scores na proporção de um para um. Quem já tinha score não perdeu nada na troca.

Os pontos se acumulam por caminhos distintos: cada 1 USD de volume negociado gera pontos, a criação de um token também gera, e as publicações do programa Mindshare Mining, que paga por posts em redes sociais, entram na mesma contabilidade. Há ainda os tokens impulsionados — criadores compram um impulso para dar visibilidade ao seu token, e enquanto ele dura os traders daquele token recebem até 7 vezes mais pontos.

Não existem temporadas nomeadas no programa de pontos. O que existe são dois placares correndo ao mesmo tempo: o de atividade geral, com distribuição diária, e o semanal do Mindshare Mining, com bolsa e peso próprios, separados justamente para que um não drene o outro. Temporadas explícitas existiram, sim, mas no programa de criadores, que é outra coisa: a Temporada 1 encerrou em 2026-07-08 e a seguinte foi anunciada sem data.

Não há conversão publicada de pontos em $PULT

Aqui está a informação que muda a decisão, e ela é feita de ausências. Nada do que ligaria os pontos acumulados a uma futura distribuição do $PULT foi publicado em documento público.

Não publicadoAté 2026-08-15 não há proporção de conversão, data de snapshot de elegibilidade nem tamanho de alocação publicados para os pontos. Também não existe a negativa: a operadora nunca declarou que não haverá airdrop.

A própria palavra airdrop não é usada pela operadora para o programa corrente. A ligação mais forte que ela publicou é um cartão promocional dentro do aplicativo dizendo que pontos importam para o airdrop aos usuários mais ativos — uma frase de marketing, não um compromisso com regras. Ao mesmo tempo, como o quadro acima registra, também não há declaração em sentido contrário.

Quanto ao token em si: o $PULT não havia sido emitido até 2026-08-15. Sobre a listagem, a redação da própria operadora é “H2 2026”, e é assim que ela deve ser lida — uma janela ampla anunciada pela empresa, não uma data. Nada neste artigo estima valor, data de emissão, tamanho de alocação ou taxa de conversão, porque não existe fonte para isso.

As campanhas passadas foram alocadas, mas ainda não entregues

Duas campanhas de distribuição já ocorreram e vale entender o que aconteceu com elas. A primeira, com a Binance Wallet, reservou uma bolsa de 1.666.667 $PULT numa janela de 2026-06-24 a 2026-07-01, aberta apenas a usuários da Binance Wallet na modalidade Keyless, com até 10.000 selecionados dividindo o valor em partes iguais. A segunda, com a KuCoin Web3, reservou 166.666 $PULT ao longo de 14 dias para os 5.000 primeiros participantes que concluíssem todas as tarefas, por ordem de chegada.

Nos dois casos a distribuição está condicionada ao lançamento do token. Ou seja: até 2026-08-15 esses valores foram alocados, e não entregues. Uma campanha anterior, de 2025, antes do lançamento da plataforma, pagou em créditos da plataforma e em dólares — não em token.

Repare no padrão: a elegibilidade é sempre definida por campanha, com uma carteira específica ou um limite de participantes, e nunca pelo programa de pontos em si. Para o programa não existe política antifraude publicada, apenas a afirmação genérica da operadora de que é rigorosa contra atividade fraudulenta.

A Catapult Trade negocia preços gerados por ela mesma, fora da blockchain

A operadora é uma empresa de St. Vincent & the Grenadines, sem CEO ou fundador divulgado

A entidade declarada nos Termos de Uso e na Política de Privacidade é a Catapult LLC., constituída em St. Vincent & the Grenadines, que aparece também na condição de controladora dos dados dos usuários.

Uma única pessoa é nomeada publicamente: quem ocupa o cargo de VP of Growth and Co-Founder, anunciado em 2026-05-06. Nenhum fundador ou CEO é divulgado — nem no site, nem na documentação, nem no litepaper, no blog ou nos canais oficiais. E a jurisdição declarada não mantém registro público de diretores, executivos ou beneficiários finais, de modo que não existe registro onde conferir. Não é uma acusação; é a descrição de quanto se pode saber sobre quem está do outro lado.

A história do produto, por outro lado, está documentada em datas.

2025-08-28
Alfa privado do modo Turbo, com acesso condicionado a conta no X e carteira.
2025-09-19
Beta privado, com entrada por código de convite e lista de espera.
2025-12
Início da operação aberta ao público.
2026-02-14
Futuros lançados em beta, com alavancagem de até 5x e teto de 300 USD por posição.
2026-04-23
Limites elevados: teto de 20.000 USD de nocional por posição e alavancagem de até 125x, conforme o modo do token.
2026-06-20
Trilhos de depósito em moeda fiduciária entram no ar: cartão, transferência bancária, carteiras de celular e transferência entre pessoas.

O único aporte de risco divulgado veio da KuCoin Ventures, anunciado em 2026-03-23, sem valor revelado.

O que se negocia são tokens sintéticos com prazo de validade, criados pela própria plataforma

Este é o ponto que precisa ficar claro antes de qualquer outro, porque sem ele nada do que vem depois faz sentido — e porque o modelo não tem paralelo direto no que a maioria dos leitores já usou.

O que se negocia na Catapult Trade não são futuros perpétuos sobre bitcoin, ether ou qualquer ativo real. São tokens sintéticos gerados por um algoritmo, com vida útil que vai de 30 segundos a 4 horas. Cada um nasce, oscila e expira. O preço que aparece no gráfico é produzido por um modelo matemático rodando no servidor da operadora, não por compradores e vendedores.

Daí decorre tudo o mais. Não há livro de ofertas. Não há formador automático de mercado. Não há oráculo puxando cotação de fora e não há índice externo de referência. Toda ordem é executada instantaneamente ao preço do motor, sem slippage, independentemente do tamanho — o que só é possível porque não existe contraparte procurando o outro lado. A contraparte de toda posição é o cofre da própria operadora.

Em linguagem simples: esse preço não corresponde a nada que exista fora da plataforma. Não existe arbitragem possível, porque não há nada com que comparar, e não existe ativo subjacente cuja realidade acabe puxando o preço de volta. O gráfico é um objeto fechado.

Do ponto de vista da arquitetura, o motor de preço e a liquidação rodam no backend da operadora. O DeFiLlama classifica a rede do protocolo como “Off Chain”. A HyperEVM é a rede citada para os pontos de contato on-chain, e os tokens que se graduam são implantados na Solana. O on-chain, aqui, começa e termina em três lugares: os depósitos e saques, o compromisso de imparcialidade publicado e os pools de liquidez dos tokens graduados. Fora disso, é software da empresa.

A alavancagem chega a 125x, com teto de 20.000 USD por posição e liquidação em -100% da margem

A alavancagem máxima não é única: ela varia conforme o modo de velocidade escolhido na criação do token, e o motor a impõe.

SLOW / NORMAL (4h)125x
FAST (1h)40x
FLASH (15min)15x
CRACK (3min)5x
MAYHEM (30s)5x

Acima desses limites por modo existe um teto de nocional por posição imposto pelo servidor: 20.000 USD. A própria documentação da API avisa que esses valores podem mudar do lado do servidor, sem aviso separado — o que significa que a tabela acima descreve a configuração atual, não uma garantia contratual.

A liquidação segue uma regra simples de enunciar: a posição fecha automaticamente ao atingir -100% da margem, e a margem inteira é perdida. Não há liquidação parcial, não há penalidade de liquidação cobrada à parte e não há mecanismo de redução automática documentado.

Há um detalhe que não aparece em página de indicação nenhuma e que vale conhecer: o gatilho vem antes do nível calculado pela fórmula. O motivo está no desenho do produto. O caminho de preço não é contínuo, é uma sequência de ticks discretos, e um tick pode saltar por cima do nível teórico de liquidação. A plataforma antecipa o gatilho para compensar esse salto médio esperado. Nos modos lentos o efeito é pequeno, porque a volatilidade por tick fica em torno de 0,42%; nos modos mais rápidos ele cresce, com a volatilidade por tick chegando a cerca de 9,7% no modo MAYHEM.

Cada operação paga 1% sobre a garantia, e a taxa sobre o lucro aparece em duas versões na documentação

A taxa principal é fixa: 1% sobre o valor da garantia, cobrada tanto na compra quanto na venda, dividida meio a meio entre o protocolo (0,5%) e o criador do token (0,5%). Como incide nas duas pontas, entrar e sair de uma posição custa cerca de 2% da garantia antes de qualquer resultado.

Sobre o lucro das posições vencedoras há uma segunda taxa — e aqui a documentação da operadora se contradiz.

Página de Taxas da documentação
5% sobre o lucro bruto das posições vencedoras.
Página de Futuros da documentação e litepaper
4% sobre o ganho, na página de Futuros e em duas passagens do litepaper.

Não dá para dizer qual dos dois é a taxa vigente: a contradição é do material da própria operadora e não foi resolvida por ela. O que é consistente nas duas versões é que posições perdedoras não pagam essa taxa.

Não existe escalonamento de taxas por volume nem por staking — nenhuma tabela de níveis em que a taxa caia conforme o quanto você negocia. O desconto por token nativo está anunciado no litepaper, mas não está em vigor, porque o $PULT não foi emitido. Campanhas promocionais temporárias já reduziram taxas por período determinado, mas campanha não é tabela de níveis.

A conta é uma carteira embutida, e não há verificação de identidade em nenhuma etapa

O caminho principal de entrada não é conectar carteira. Fazer login por e-mail ou pelo SSO do Google cria automaticamente uma carteira embutida, com saldo virtual administrado pela plataforma; conectar a sua própria carteira é uma das rotas possíveis, não a rota padrão.

O que isso significa em custódia, dito sem rodeio: na prática o modelo se parece mais com uma conta em corretora centralizada do que com a conexão autocustodiada que a palavra “carteira” costuma sugerir. O saldo é um número administrado pela plataforma.

Nenhuma verificação de identidade é exigida — nem no cadastro, nem no depósito, nem na negociação, nem no saque. A Política de Privacidade afirma que a operadora não solicita, não armazena nem processa documento de identidade, dados biométricos, endereço residencial, telefone ou dados bancários. E há um contraste a notar: isso vale mesmo com trilhos de cartão e transferência bancária ativos desde 2026-06-20. A idade mínima declarada é de 18 anos, sem nenhum mecanismo de verificação documentado.

O que dá para verificar sobre o tamanho da Catapult — e o que só a operadora afirma

Nenhum agregador independente publica volume, taxas, TVL ou interesse em aberto

Normalmente, a posição de mercado de uma plataforma como esta aparece em três rankings: volume em 24 horas, interesse em aberto e receita de taxas do protocolo. Para esta plataforma, nenhum dos três existe. E é justamente essa ausência que mostra a posição.

O DeFiLlama tem uma página do protocolo — identificador 8144, categoria Derivatives —, mas registra a rede como “Off Chain” e não tem nenhum adaptador de volume ativo. Na prática, a plataforma não contribui com série nenhuma e não aparece no ranking de perpétuos. Não há registro do ativo no CoinGecko nem no CoinMarketCap, o que é coerente com um token que ainda não foi emitido. E nenhuma série de taxas do protocolo é acompanhada por terceiros.

Os números de escala vêm da própria operadora e não fecham entre si

Todos os números de tamanho que circulam sobre a Catapult Trade têm a mesma origem: a própria empresa. Dois deles, sobre volume, não fecham entre si.

6.000.000.000 USDVolume nocional acumuladoDeclarado pela operadora em 2026-07-05
1.500.000.000 USDVolume acumuladoReportado em 2026-06-03, sob rótulo diferente
85.000Usuários ativos mensaisDeclarado pela operadora em 2026-07-05
80.000Usuários ativos mensaisReportado em 2026-06-03

A diferença entre os dois números de volume importa, e não é só o intervalo de um mês. Os rótulos são distintos: um fala em volume nocional, o outro em volume acumulado. Nocional, num produto alavancado, conta o valor de face da posição e não o capital efetivamente empregado — e a alavancagem aqui chega a 125x. Os dois números não medem a mesma coisa, e por isso não devem ser lidos em sequência como se fossem crescimento.

A regra que seguimos ao citá-los é sempre a mesma: atribuir à operadora, com a data, e nunca apresentar como dado medido. A plataforma negocia fora da blockchain, então não existe contagem on-chain contra a qual auditar qualquer um desses valores. Há ainda uma cifra de marketing de mais de 300 mil usuários circulando em material da empresa, sem métrica definida e sem reconciliação com os 85.000 da mesma campanha; por isso ela não é usada aqui.

Os mercados dispensam livro de ofertas, provedor de liquidez e referência externa de preço

Criar um mercado na Catapult Trade não exige capital de liquidez. Basta pagar uma taxa fixa de listagem: as ordens são executadas contra o cofre do protocolo, e não contra um livro que alguém precise abastecer. Isso remove de uma vez o problema que trava o lançamento de mercados novos em qualquer bolsa descentralizada.

O outro lado da moeda já apareceu: sem livro, sem provedor e sem índice, o preço não tem significado econômico fora da plataforma.

A volatilidade, nesse desenho, deixa de ser resultado da oferta e da procura e passa a ser um parâmetro escolhido por quem cria o mercado, distribuído nos cinco modos de velocidade que definem ao mesmo tempo a vida útil e o desvio-padrão do token. A própria documentação registra uma consequência matemática desse modelo que raramente aparece em material promocional: o arrasto de variância faz o caminho mediano cair mesmo quando a deriva é zero. Traduzindo, a maioria dos gráficos desce, e o lucro se concentra em caminhos raros de grande magnitude.

Há uma ponte com o mundo real, e ela é estreita: um token sintético que atinge 50.000 USD de volume pode ser implantado on-chain na Solana, com o pool de liquidez formado pelas taxas acumuladas durante a fase sintética. É o único momento em que o objeto negociado deixa de ser interno.

Por fim, um detalhe do sistema de recompensas que vale entender: ele está atrelado à atividade, não ao acerto. O progresso de rank usa o resultado acumulado em valor absoluto, de modo que perdas também fazem o usuário avançar.

A prova de imparcialidade cobre o gráfico, não o dinheiro depositado

A Catapult Trade publica uma prova de imparcialidade, e ela funciona assim: o caminho de preço inteiro é pré-calculado antes de o mercado abrir, misturado a um sal secreto e ao parâmetro de velocidade, e publicado como um hash antes de a primeira ordem ser aceita. No vencimento, o sal e o caminho completo são revelados, e qualquer pessoa pode recalcular o hash e conferir se bate.

É um mecanismo real e verificável. O que importa é entender exatamente o que ele cobre.

O que a prova estabelece

O gráfico não foi alterado

O caminho de preço revelado no vencimento é o mesmo que foi comprometido antes da primeira ordem. Qualquer pessoa pode recalcular o hash e confirmar.
O que ela não estabelece

Nada sobre o dinheiro depositado

A prova não diz nada sobre solvência, sobre a segurança da custódia nem sobre os parâmetros que foram escolhidos antes do compromisso.

Essa separação não é um detalhe técnico: imparcialidade comprovável e segurança dos fundos são duas afirmações diferentes, e uma não sustenta a outra em nenhuma direção.

Um contexto que ajuda a situar o mecanismo: esquemas de compromisso e revelação como esse são padrão em software de cassino on-line, e não em bolsa descentralizada de perpétuos. São usados aqui pela mesma razão que os tornam necessários lá — não existe referência externa contra a qual verificar o preço.

A validação externa se resume a um aporte de risco e a acordos de distribuição

Fora da operadora, o que existe de terceiro independente é pouco, e vale nomear com exatidão: duas auditorias de segurança com escopo no serviço de geração de preço, o aporte da KuCoin Ventures e parcerias de distribuição.

Do lado da distribuição: entrada na lista curada de dApps da Binance Wallet em 2026-06-25, campanha na KuCoin Web3 Wallet e campanha na Gate. Vale ler isso com honestidade — distribuição por carteira de corretora grande é alcance comercial. Não é verificação de dados, nem de solvência, nem chancela de ninguém sobre o funcionamento da plataforma.

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Sem licença em nenhum país, a plataforma exclui apenas os Estados Unidos e territórios sob sanção

A exclusão declarada pela plataforma alcança só os Estados Unidos e a lista da OFAC

O trecho que estabelece a exclusão está na Política de Privacidade, na seção de elegibilidade e localidade: os serviços não estão disponíveis a residentes, cidadãos ou entidades constituídas nos Estados Unidos, nem em território que apareça na lista de sanções da OFAC.

Repare no escopo real. Os territórios da OFAC entram por referência, não enumerados, então esse conjunto é dinâmico e muda quando a lista muda. A única exclusão nominal por país é a dos Estados Unidos.

Outra questão é como essa exclusão é aplicada. A operadora reserva-se o direito de bloquear tráfego ou negar acesso, sem descrever o mecanismo. Não há política de bloqueio por IP documentada, não há fornecedor de triagem nomeado e não há verificação de identidade que permitisse confirmar residência de quem quer que seja. O único meio técnico divulgado que poderia sustentar algum bloqueio geográfico é a Cloudflare, declarada como rede de distribuição de conteúdo e firewall de aplicação, que registra país ou região. Na venda do token, a aplicação foi por autodeclaração do participante.

A venda do token trouxe uma lista de restrições muito maior que a da plataforma

Antes de qualquer nome de país, um aviso de escopo: a lista a seguir governava a venda pública do $PULT, e não o acesso à plataforma. São coisas diferentes.

Como jurisdições sancionadas, a operadora listou Irã, Coreia do Norte, Cuba, Síria, Sudão, Sudão do Sul, Mianmar, Venezuela, Belarus, Rússia e as regiões da Ucrânia designadas pela OFAC. Como jurisdições restritas, listou Estados Unidos, China, Reino Unido, Canadá, Singapura, Coreia do Sul, Japão e Austrália.

A leitura que interessa é a comparação. Os mercados regulados que a operadora trata como sensíveis aparecem nessa lista de venda de token — e não na lista de acesso à plataforma, que menciona apenas os Estados Unidos. A venda encerrou em 2026-07-08, mas a lista permanece como o único conjunto de restrições por país que a operadora chegou a enumerar. A distância entre as duas listas é o principal ponto de tensão para o futuro em todo o registro regulatório desta plataforma.

Um bloqueio aqui encerra o acesso: não existe camada sem permissão por trás da interface

Quem acompanha o noticiário de cripto costuma trazer uma suposição razoável: se o site sair do ar ou for bloqueado, o protocolo continua lá, alcançável por outras vias. Para uma bolsa descentralizada de perpétuos on-chain, isso é verdade. Aqui, não é.

Sem camada alternativaMotor de preço, tratamento de ordens, livro-razão de saldos e cofre de liquidação são sistemas fora da blockchain, sob operação da empresa, alcançáveis apenas pelas interfaces dela. A API pública também não é rota alternativa: exige uma chave emitida pela própria conta.

As únicas superfícies genuinamente on-chain e independentes da operadora são as transações de depósito e saque e os pools de liquidez na Solana dos tokens graduados. A consequência para quem usa é direta: aqui um bloqueio é bloqueio duro de acesso, não um incômodo de interface.

Não há licença nem registro em nenhum país, e isso retira o recurso a uma entidade regulada

A operadora não afirma ter nenhuma licença ou autorização — financeira, de derivativos, de moeda eletrônica, de prestador de serviços de ativos virtuais ou de jogo — em nenhum documento: nem no site, nem na documentação, nem no litepaper, nem na política de privacidade, nem nos termos de uso, nem nos comunicados.

A entidade declarada é uma empresa comercial internacional em St. Vincent & the Grenadines, jurisdição cujo regulador não licencia nem supervisiona corretagem de câmbio ou derivativos e que não mantém registro público de executivos ou beneficiários.

O que essa ausência retira de quem usa, dito de forma concreta: nenhum recurso contra entidade licenciada, nenhuma exigência de segregação dos recursos de clientes, nenhum esquema de compensação em caso de quebra e nenhum canal regulado de reclamação. Vale enquadrar isso pelo que é. Para este modelo operacional, a ausência total de licenças é o estado esperado, não uma anomalia — é uma constatação sobre o que existe e o que não existe, e não uma acusação.

Nenhum regulador agiu contra a plataforma até aqui, num histórico de oito meses

Até 2026-08-15, em todo o registro público sobre a plataforma, não foi encontrada nenhuma advertência, restrição, ação judicial, acordo ou sanção de regulador financeiro ou de jogo nomeando Catapult Trade, catapult.trade ou Catapult LLC. A busca incluiu listas de alerta de reguladores.

O que isso prova e o que não prova precisa ser dito na mesma frase. A operação aberta começou em dezembro de 2025, então essa ausência reflete um histórico de cerca de oito meses. Não é uma liberação, nem uma avaliação favorável de ninguém: é o tempo que ainda não passou.

Há uma exposição estrutural que o registro ainda não reflete. A própria operadora descreve o produto como negociação revestida dos padrões afetivos e comportamentais do iGaming, com vantagem estrutural da casa, e não detém licença financeira nem de jogo em lugar nenhum. E a trajetória visível em fontes primárias aponta para mais alcance no varejo: trilhos em moeda fiduciária sem verificação de identidade desde 2026-06-20, distribuição por carteiras de grandes corretoras e um roteiro que aponta para negociação gamificada de ativos reais e mercados de previsão no segundo semestre de 2026 — territórios bem mais próximos de derivativos regulados e de apostas do que gráficos sintéticos.

No Brasil a plataforma está acessível e sem autorização, e a regra recai sobre a operadora

Brasil: o que já está resolvido e o que segue em aberto

Começando pelo alcance: o Brasil está ausente da lista de exclusão dos Termos de Uso e também das duas listas da venda do $PULT, tanto a de jurisdições sancionadas quanto a de restritas. O servidor de origem do site respondeu normalmente (HTTP 200) em 2026-08-15, e o domínio não aparece na lista de plataformas de mercados de previsão bloqueadas pela SPA/MF junto à Anatel em 2026-04-24.

Uma ressalva sobre o alcance dessa checagem, que preferimos declarar a deixar implícita: não foi possível testar a tela de cadastro a partir de um IP brasileiro, porque o desafio gerenciado da Cloudflare bloqueia navegador automatizado. O que está verificado é o texto dos próprios documentos da operadora, a resposta do servidor de origem e a ausência do domínio nas listas de bloqueio publicadas. O comportamento da tela vista de dentro do Brasil, não.

Do lado do registro, a resposta é curta: nenhum documento da operadora afirma qualquer autorização brasileira. Três regimes brasileiros poderiam alcançar esta operadora, e nenhum deles foi obtido.

Valores mobiliários

CVM — sem registro

Derivativo é valor mobiliário sob a Lei 6.385/76, art. 2, VIII, independentemente de o subjacente ser cripto. Ofertar ou intermediar a residentes no Brasil exige registro na autarquia.
Ativos virtuais

Banco Central — sem autorização

A Lei 14.478/2022, art. 2, e a Resolução BCB 520 exigem autorização. A caracterização de operar no país é estar constituída no Brasil, com sede e administração aqui, e o alcance do regime exclui valores mobiliários.
Apostas de quota fixa

SPA/MF — sem autorização

A Lei 14.790/2023, art. 6 e art. 7, reserva a exploração a operadoras previamente autorizadas e limita a elegibilidade a entidade constituída no Brasil com sede local.

Dois atos normativos definem o terreno em que a discussão se dá. O primeiro é o Parecer de Orientação CVM 40, de 2022-10-11, que consolidou o entendimento registrado no quadro acima e acrescentou o critério que mais interessa a quem está no Brasil: a oferta feita do exterior pela internet é avaliada por indícios de direcionamento ao público residente no país — entre eles o idioma da oferta e do atendimento e a existência ou não de medidas efetivas de prevenção de acesso.

O segundo é a Resolução CMN 5.298/2026, em vigor desde 2026-05-04. O art. 3, II e III, proíbe ofertar e negociar no Brasil derivativos cujo subjacente seja evento virtual de jogo on-line ou tema que a CVM não considere representativo de referência econômico-financeira. O art. 4 estende a proibição à oferta em território nacional de derivativos negociados no exterior.

E aqui está o ponto que segue em aberto, que não deve ser lido como mais do que é: a CVM não publicou ato aplicando a Resolução 5.298 a perpétuos de preço sintético desse tipo, e nenhum ato nomeia esta operadora. É uma exposição não resolvida — não uma constatação de ilegalidade, que só a autoridade competente poderia fazer.

Vale registrar o resultado da busca por atos que citem a empresa. Nenhuma autoridade brasileira publicou declaração, alerta, classificação ou ato nomeando Catapult Trade, Catapult LLC ou catapult.trade até 2026-08-15. Isso foi verificado nos canais de ofertas irregulares da CVM, em busca restrita ao domínio gov.br em CVM, Banco Central e Fazenda, e na lista das 27 plataformas bloqueadas em 2026-04-24.

Agora, a pergunta que provavelmente trouxe você até aqui: a quem essas regras obrigam. A resposta é que o dever de autorização e as sanções recaem sobre a operadora. Nenhuma regra brasileira proíbe o residente de usar plataforma estrangeira de negociação, e nenhuma penalidade é dirigida ao usuário. Isso vale para os três regimes citados acima, sem exceção.

Isso não significa que não haja consequência prática para quem está do lado de cá. Os instrumentos efetivamente usados contra operadoras não autorizadas são o bloqueio de sites em nível de provedor, por meio da Anatel, e a interrupção de canais financeiros. O efeito que importa é este: uma plataforma bloqueada pode deixar um saldo já depositado fora de alcance. Como vimos no capítulo anterior, aqui não existe caminho alternativo por trás da interface.

Um fato sobre o produto se conecta ao Parecer 40, e vale registrá-lo sem nenhuma caracterização jurídica: o aplicativo traz interface em português, com formas do português brasileiro e locale pt-BR, ainda que o seletor de idiomas exiba bandeira de Portugal. Não há marketing dirigido ao Brasil, nem integração com meios de pagamento locais.

Há também um prazo datado no horizonte. A Resolução BCB 520, art. 23, encerra em 2026-10-30 o período de 270 dias para que entidade estrangeira que exerça atividade de prestador de serviços de ativos virtuais no país transfira operação e clientes a instituição brasileira. Se esse dispositivo alcança ou não esta operadora não está decidido em nenhum ato publicado.

Por fim, o dever que continua sendo seu. A operadora não emite nenhum documento fiscal e não publica nada sobre tributação — nem para o Brasil, nem para qualquer outro país. Apuração e declaração ficam inteiramente com o usuário, sob a DeCripto instituída pela Instrução Normativa RFB 2.291/2025, que alinhou o Brasil ao padrão de reporte de criptoativos da OCDE no lugar do modelo da IN 1.888/2019. Não citamos alíquotas, faixas nem limites aqui porque não encontramos fonte primária para esses números, e vale registrar um ponto ainda sem resposta: a caracterização de ganhos obtidos em produto sintético liquidado contra o cofre da operadora não tem decisão publicada da Receita Federal. Se o seu caso envolve valores relevantes, é assunto para um contador.

Os depósitos ficam num cofre da operadora, que é também a contraparte de toda posição

Os depósitos ficam num cofre da operadora e não há prova de reservas

Começamos por aqui porque esta é a maior premissa de confiança não verificável da plataforma. Os depósitos de todos os usuários são agrupados num cofre controlado pela operadora — o mesmo cofre que é a contraparte direta de cada operação. O saldo que você vê é um saldo virtual numa carteira embutida, administrado pela plataforma.

Não há prova de reservas, não há atestação de reservas por terceiro e não há divulgação de solvência. Nenhum endereço de carteira é publicado, e o DeFiLlama acompanha o protocolo como “Off Chain”, sem TVL.

Não existe meio para o usuário, nem para um terceiro independente, verificar que os fundos depositados estão lastreados.

As duas auditorias cobrem o gerador de preços, e não a custódia

A plataforma passou por duas auditorias de segurança: a Hashlock em 2026-01 e a Halborn em 2026-05-05. Ambas são reais e os relatórios são públicos. E ambas têm o mesmo escopo estreito.

O que as duas auditorias cobrem
O serviço de backend que gera e compromete os caminhos de preço — o mesmo componente nas duas.
O que elas não cobrem
A custódia dos fundos, o fluxo de depósito e saque, o cofre que é contraparte das operações, o motor de liquidação e a contabilidade de saldos.

O próprio DeFiLlama, de forma independente, registra o número de auditorias deste protocolo como zero — porque a contagem dele considera auditorias de contratos inteligentes que guardem fundos, e não existe nenhuma. A conclusão a tirar é limitada e precisa: as auditorias sustentam que o gráfico não pode ser alterado depois do compromisso, e nada além disso. Não são base para nenhuma afirmação sobre segurança dos fundos.

Também não há fundo de seguro nem qualquer outro mecanismo de proteção cobrindo o produto em operação. O fundo descrito no litepaper pertence a um modo que ainda não foi lançado.

A configuração do motor muda do lado do servidor, e o código é fechado

Nenhuma estrutura de chaves administrativas, de atualização ou de governança é publicada — o que é coerente com uma plataforma majoritariamente fora da blockchain, já que não existe superfície on-chain onde essa estrutura pudesse existir. A configuração do motor muda do lado do servidor: a própria documentação da API diz que valores de alavancagem e de vida útil podem ser alterados assim.

Na prática, e sem eufemismo, isso significa controle unilateral e integral da operadora sobre o produto.

O código é fechado. A organização pública no GitHub tem um único repositório, e o repositório citado nas duas auditorias é privado. Existe ainda uma menção a programa de recompensa por falhas na política de privacidade, mas não há página, escopo, tabela de prêmios nem canal de submissão publicados em lugar nenhum — e a auditoria da Hashlock, de 2026-01, registra que sua classificação superior fica reservada justamente a projetos que mantêm um programa contínuo desse tipo.

A estrutura de taxas puxa o valor esperado para baixo

A operadora documenta que o motor de preço tem valor esperado neutro antes das taxas, com a deriva fixada em zero. Essa parte está no material dela e é verificável na descrição do modelo.

O que cria o arrasto é a estrutura de taxas. A taxa de 1% sobre a garantia encarece entrada e saída, e a taxa sobre o lucro reduz a magnitude líquida dos ganhos excepcionais — exatamente os ganhos raros em que o resultado se concentra, como a própria documentação reconhece ao falar do arrasto de variância.

Há uma diferença estrutural em relação a uma bolsa descentralizada de perpétuos que vale ter em mente: lá as taxas são pagas em operações contra outros traders. Aqui, o cofre da operadora é a contraparte direta de cada posição, então a taxa é receita da operadora sobre a posição do usuário. A própria empresa afirma que essa vantagem estrutural cresce com a volatilidade do modo do token, e que devolve metade dela por meio das recompensas de rank.

A liquidação pode disparar antes do nível calculado pela fórmula

Este risco decorre do desenho do produto, e não de uma falha. O caminho de preço avança em ticks discretos que podem saltar por cima do nível teórico de liquidação, e o amortecedor de margem antecipa o gatilho pelo salto médio esperado.

O efeito cresce nos modos mais rápidos, onde a volatilidade por tick chega a cerca de 9,3% no modo CRACK e cerca de 9,7% no MAYHEM. Nesses modos, o intervalo entre dois preços consecutivos é grande o bastante para que a posição encontre o gatilho antes do que a conta sugeriria.

Não há liquidação parcial nem mecanismo de redução automática documentado. Ao atingir -100% da margem, a margem inteira é perdida.

Os incidentes divulgados se concentram na fronteira de depósito e saque

Todos os incidentes abaixo foram divulgados pela própria operadora — o que, em si, é um fato sobre a fonte: não há registro independente com que confrontá-los.

2025-12-18
Atrasos em depósitos e saques em algumas redes, atribuídos a um prestador terceirizado e a problemas na rede Polygon. Resolvido no mesmo dia.
2025-12-26
Problemas de depósito e saque no período de fim de ano, com compensação creditada aos afetados. A causa não foi divulgada.
2026-01-19
Sobrecarga do sistema entre 13:30 e 15:40 UTC, com gráficos atrasados e lentidão para abrir e fechar posições. A operadora assumiu a responsabilidade e reembolsou 1.675 usuários com resultado negativo na janela.
2026-02-06
Falhas de saque na Solana, atribuídas à ponte de terceiros Relay, com orientação para usar os saques diretos.
2026-02-12
Depósitos pela Relay fora do ar e função de depósito desativada até a correção, anunciada no mesmo dia.
2026-07-07
Falhas na API da Relay durante a venda pública do $PULT, com transações processadas manualmente em lotes.

O padrão que se lê acima é claro e vale mais do que qualquer episódio isolado: um único incidente atingiu o motor de negociação em si, e a maioria se concentra na fronteira de depósito e saque, quase sempre na ponte de terceiros. É a mesma fronteira onde estão os dois caminhos documentados de perda permanente de fundos que descrevemos no capítulo do depósito — o endereço de uso único e o saque enviado direto para endereço de corretora.

A documentação descreve produtos que não existem mais, e não há canal de reclamação regulado

A documentação anda atrás do produto, e isso tem efeito prático. Tokens privados foram descontinuados em 2026-03-31 e continuam descritos nas páginas oficiais. As faixas da Temporada 1 dos pacotes de criadores seguem publicadas, com percentuais de retorno mensal, mesmo depois de novas compras terem sido desativadas em 2026-07-08. Na direção oposta, o modo que negocia ativos reais é descrito na documentação como se já existisse, mas não está no ar.

O efeito é simples de enunciar: quem se guiar pela documentação pode contar com um produto que não existe mais — ou que ainda não existe.

E se algo der errado? Sem verificação de identidade e sem licença em lugar nenhum, não há canal regulado de reclamação nem recurso contra entidade licenciada. O suporte da própria operadora é o único caminho disponível.

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Antes de abrir a conta: o código está ativo e só vale no primeiro cadastro

O código de indicação 4AL8G1IR foi verificado de primeira mão pela equipe editorial da chainhelm em 2026-08-14 e está ativo. Ele é aplicado pelo próprio link de cadastro, sem digitação.

A condição que decide tudo é uma só: ele precisa ser aplicado na criação da conta. Não existe forma de vincular a indicação a uma conta já criada. Se a janela de cadastro não mostrar “Referral code: 4AL8G1IR” antes de você concluir o cadastro, vale recomeçar pelo link.

Sobre alcance: a verificação da chainhelm abrangeu 20 países, e em dois deles a plataforma não está disponível — Estados Unidos e Cazaquistão. O Brasil não está entre esses dois. No caso dos Estados Unidos, é a própria operadora que declara que os serviços não estão disponíveis a residentes, cidadãos ou entidades constituídas no país.

E dois fatos da plataforma que pesam na decisão de abrir conta agora: o programa de pontos está em curso, e o token que aparece associado a ele ainda não foi emitido.