— Conteúdo 11 seções
  1. 01 O código de indicação da Antarctic “6LAP168t” ainda está ativo?
  2. 02 Passo a passo do cadastro na Antarctic com o código de indicação
  3. 03 O que fazer após se conectar à Antarctic
  4. 04 O código de indicação da Antarctic não pode ser adicionado após o cadastro
  5. 05 Os AX Points somam, encolhem e ainda não viraram token
  6. 06 Por dentro da Antarctic: operadora não identificada, liquidação em zk-rollup e 32 mercados perpétuos
  7. 07 Quanto a Antarctic movimenta e por que cada fonte dá um número diferente
  8. 08 Treze países excluídos pelo contrato e nenhuma licença nos documentos oficiais
  9. 09 No Brasil o acesso está liberado, mas a Antarctic não tem autorização da CVM nem do Banco Central
  10. 10 Sem auditoria publicada, preço de marcação fechado e saques sujeitos a revisão
  11. 11 Antes de conectar a carteira, o que decide se o código conta

O código de indicação exclusivo da chainhelm para a Antarctic é .

Em 2026-08-16, conectamos na prática uma nova carteira e confirmamos que o código de indicação é aplicado.

O código de indicação é aplicado uma única vez, na primeira conexão da carteira — depois disso, não vale mais.

Neste artigo, explicamos o passo a passo do cadastro (conexão da carteira) com o código de indicação da Antarctic, além das características da Antarctic, da disponibilidade no Brasil e dos riscos a considerar — com a conexão e a aplicação do código verificadas na prática pela equipe editorial da chainhelm.

O código de indicação da Antarctic “6LAP168t” ainda está ativo?

A equipe editorial da chainhelm conectou-se à Antarctic com uma nova carteira em 2026-08-16 e confirmou que o código de indicação “6LAP168t” ainda está ativo.

Esta é a tela real capturada durante a verificação.

— Figura 1
Janela de login com as carteiras
2026-08-16
Janela de login com as carteiras
A janela de login lista seis carteiras em "Connect Wallet" e traz "6LAP168t" preenchido em "Referral Code (Optional)". Fonte: Editorial da chainhelm

O par que responde à busca é este: o código 6LAP168t e o link de cadastro https://partner.antarctic.live/code/6LAP168t. O lugar exato em que o código aparece é o campo “Referral Code (Optional)”, dentro da janela de login. Quem chega pela nossa página encontra esse campo já preenchido com “6LAP168t”, e ele continua editável — por isso vale olhar para ele antes de escolher a carteira ou o método de login. Na mesma janela, a caixa de concordância com a “Privacy Policy” e o “User Agreement” já aparece marcada. No celular a tela é a mesma, com as carteiras dispostas em duas colunas; ela aparece no passo a passo mais adiante.

São dois os caminhos para o código entrar, com o mesmo resultado: abrir o link, que preenche o campo sozinho, ou digitar o código no campo da janela de login. Os dois valem para quem entra por carteira e também para quem entra por e-mail, telefone ou conta social — a janela e o campo são os mesmos.

É justo dizer também onde a nossa verificação para. O que confirmamos foi o campo preenchido antes da conexão: nenhuma tela posterior de confirmação — algo como um “indicado por” dentro da conta — foi verificada por nós. Não existe, portanto, um lugar no produto que possamos apontar para você conferir depois que a conexão terminou. É exatamente por isso que a conferência naquele instante é decisiva, e é a razão de o capítulo sobre o cadastro voltar a insistir nesse ponto. Vale registrar ainda o alcance do que testamos de primeira mão: o procedimento de cadastro e a aplicação do código. Regulação, disponibilidade por país e risco vêm de pesquisa documental, não da nossa conexão.

A chainhelm verifica continuamente a validade do código e confirma que ele permanece utilizável.

Passo a passo do cadastro na Antarctic com o código de indicação

Explicamos o processo de conexão separadamente para PC/navegador e para smartphone (celular).

Passo a passo da conexão no PC/navegador

  1. Primeiro, abra a página oficial da Antarctic (o link já aplica o código de indicação). Ao abri-la, você verá uma tela como a mostrada abaixo.

2. Acesse a página inicial pelo link de indicação

— Figura 2
Página inicial com o botão "Trade Now"
2026-08-16
Página inicial com o botão "Trade Now"
No centro da página inicial da Antarctic, o botão "Trade Now" aparece abaixo da marca e da frase de destaque. Fonte: Editorial da chainhelm

Abra o link de indicação no navegador e clique em “Trade Now”, no centro da página inicial da Antarctic.

A janela de login abre sobre a própria página inicial, que continua visível ao fundo.

3. Escolha a carteira na janela de login

— Figura 3
Janela de login com as carteiras
2026-08-16
Janela de login com as carteiras
A janela de login lista seis carteiras em "Connect Wallet" e traz "6LAP168t" preenchido em "Referral Code (Optional)". Fonte: Editorial da chainhelm

Na janela de login, em “Connect Wallet”, clique na carteira que você usa entre “MetaMask”, “OKX Wallet”, “Bitget Wallet”, “Gate Wallet”, “Wallet Connect” e “Binance Wallet”; a janela da carteira abre em seguida pedindo a aprovação da conexão.

Antes de clicar, confira que “Referral Code (Optional)” já traz “6LAP168t”, vindo do link de indicação, e deixe o código como está; a caixa de concordância com “Privacy Policy” e “User Agreement” também já aparece marcada.

Se preferir, você pode começar por e-mail ou telefone, ou ainda pelas contas do Twitter, do Discord e da Apple — o código de indicação vale para qualquer um desses caminhos.

4. Aprove a conexão na carteira

— Figura 4
Pedido de conexão da carteira
2026-08-16
Pedido de conexão da carteira
A janela "Connect to Dapp" mostra o site https://www.antarctic.exchange, a rede "Ethereum" e os botões "Connect" e "Cancel". Fonte: Editorial da chainhelm

Na janela da carteira, aberta com o título “Connect to Dapp”, clique em “Connect” para autorizar a conexão; o site passa então a pedir a assinatura.

Antes de aprovar, confira que o endereço solicitante é https://www.antarctic.exchange e que a rede indicada no alto da janela é “Ethereum”; se algo estiver diferente, clique em “Cancel”.

5. Responda ao pedido de assinatura

— Figura 5
Janela "Sign message" do site
2026-08-16
Janela "Sign message" do site
A janela "Sign message" mostra o endereço abreviado, o aviso de que assinar é gratuito e o pedido para conferir a carteira. Fonte: Editorial da chainhelm

Quando o site abrir a janela “Sign message”, que mostra o endereço conectado de forma abreviada, vá até a janela da carteira para responder ao pedido.

A própria janela avisa que assinar é gratuito e não envia nenhuma transação, e que quem entra pela primeira vez recebe dois pedidos de assinatura.

6. Assine o texto na carteira

— Figura 6
Pedido de assinatura na carteira
2026-08-16
Pedido de assinatura na carteira
A janela da carteira mostra em "Sign Text" o texto "Antarctic Login" com a sequência de uso único, acima de "Sign" e "Cancel". Fonte: Editorial da chainhelm

Na janela da carteira, confira em “Sign Text” que o texto começa com “Antarctic Login”, seguido de uma sequência de uso único, e clique em “Sign”.

O alto da janela repete a origem https://www.antarctic.exchange; depois da assinatura, o mesmo pedido passa para a etapa de confirmação.

7. Conclua com “Confirm”

— Figura 7
Confirmação da assinatura
2026-08-16
Confirmação da assinatura
O mesmo texto "Antarctic Login" segue na janela e o botão principal agora é "Confirm", ao lado de "Cancel". Fonte: Editorial da chainhelm

Na mesma janela, o texto de “Sign Text” continua igual e o botão principal passa a ser “Confirm”; clique nele para confirmar a assinatura.

Com isso, a assinatura é concluída e a carteira fica conectada à Antarctic.

O ponto de decisão do capítulo inteiro está no passo 3: conferir “6LAP168t” no campo “Referral Code (Optional)” antes de clicar na carteira. É o único momento em que o código entra.

Sobre as carteiras, vale separar duas coisas. A documentação da operadora lista MetaMask, OKX Wallet, Binance Wallet e Ledger como carteiras com suporte direto, e diz que qualquer outra carteira compatível se conecta por WalletConnect, lendo um QR code. A janela que observamos em 2026-08-16 não é idêntica a essa lista: nela aparecem seis carteiras, incluindo Bitget Wallet e Gate Wallet. Trate a janela como o que está no ar e a lista dos documentos como o que está documentado.

Há ainda o caminho sem carteira nenhuma. Entrar por e-mail, telefone ou conta social faz o sistema gerar automaticamente um endereço de carteira para você; a operadora não documenta quem custodia esse material de chave.

Passo a passo da conexão no smartphone (iOS / Android)

No celular o percurso é o mesmo, com uma diferença que costuma travar quem faz isso pela primeira vez: a tela do site e o aplicativo da carteira se revezam. Você toca no site, responde dentro do app da carteira e volta para o site — e é essa troca que os passos abaixo sinalizam.

  1. Primeiro, abra a página oficial da Antarctic no navegador do celular ou no navegador integrado do aplicativo de carteira (o link já aplica o código de indicação). Ao abri-la, você verá uma tela como a mostrada abaixo.

2. Abra a página inicial pelo link de indicação

— Figura 2
Página inicial aberta no celular
2026-08-16
Página inicial aberta no celular
Na tela do celular, o botão "Trade Now" aparece centralizado, abaixo da marca Antarctic e da frase de destaque. Fonte: Editorial da chainhelm

Abra o link de indicação no navegador do celular e toque em “Trade Now”, no centro da página inicial da Antarctic.

A tela de login abre em seguida, ocupando quase toda a área visível do celular.

3. Escolha a carteira na tela de login

— Figura 3
Tela de login no celular
2026-08-16
Tela de login no celular
As carteiras aparecem em duas colunas com "Wallet Connect" em uma linha inteira, e "6LAP168t" consta em "Referral Code (Optional)". Fonte: Editorial da chainhelm

Na tela de login, em “Connect Wallet”, toque na carteira que você usa entre “MetaMask”, “OKX Wallet”, “Bitget Wallet”, “Gate Wallet”, “Binance Wallet” e “Wallet Connect”; o app da carteira abre em seguida pedindo a aprovação da conexão.

Antes de tocar, confira que “Referral Code (Optional)” já traz “6LAP168t”, vindo do link de indicação, e deixe o código como está; a caixa de concordância com “Privacy Policy” e “User Agreement” também já aparece marcada.

Se preferir, você pode começar por e-mail ou telefone, ou ainda pelas contas do Twitter, do Discord e da Apple — o código de indicação vale para qualquer um desses caminhos.

4. Aprove a conexão no app da carteira

— Figura 4
Aprovação no app da carteira
2026-08-16
Aprovação no app da carteira
A solicitação "Connect to Dapp" traz o site https://www.antarctic.exchange, a rede "Ethereum" e os botões "Connect" e "Cancel". Fonte: Editorial da chainhelm

No app da carteira, a solicitação chega com o título “Connect to Dapp”; toque em “Connect” para autorizar a conexão e o site segue para o pedido de assinatura.

Antes de tocar, confira que o site solicitante é https://www.antarctic.exchange e que a rede indicada no alto é “Ethereum”; se algo estiver diferente, toque em “Cancel”.

5. Responda ao pedido de assinatura

— Figura 5
"Sign message" na tela do celular
2026-08-16
"Sign message" na tela do celular
Na tela do celular, "Sign message" ocupa a parte de baixo com o endereço abreviado e o aviso de que assinar é gratuito. Fonte: Editorial da chainhelm

Quando “Sign message” abrir na tela, mostrando o endereço conectado de forma abreviada, mude para o app da carteira para responder ao pedido.

A própria tela avisa que assinar é gratuito e não envia nenhuma transação, e que quem entra pela primeira vez recebe dois pedidos de assinatura.

6. Assine o texto no app da carteira

— Figura 6
Assinatura no app da carteira
2026-08-16
Assinatura no app da carteira
O pedido traz em "Sign Text" o texto "Antarctic Login" com a sequência de uso único, acima de "Sign" e "Cancel". Fonte: Editorial da chainhelm

No app da carteira, confira em “Sign Text” que o texto começa com “Antarctic Login”, seguido de uma sequência de uso único, e toque em “Sign”.

O alto da tela repete a origem https://www.antarctic.exchange; depois da assinatura, o mesmo pedido passa para a etapa de confirmação.

7. Toque em “Confirm” para concluir

— Figura 7
Confirmação no app da carteira
2026-08-16
Confirmação no app da carteira
O mesmo texto "Antarctic Login" segue na tela, com "Confirm" como botão principal ao lado de "Cancel". Fonte: Editorial da chainhelm

Na tela da carteira, o texto de “Sign Text” continua igual e o botão principal passa a ser “Confirm”; toque nele para confirmar a assinatura.

Com isso, a assinatura é concluída e a carteira fica conectada à Antarctic.

O ponto de decisão é o mesmo do navegador, e no passo 3: “6LAP168t” precisa estar em “Referral Code (Optional)” antes de você tocar na carteira. Na tela do celular as carteiras aparecem em duas colunas, com “Wallet Connect” ocupando uma linha inteira.

O caminho por e-mail, telefone ou conta social também vale no celular e gera um endereço automaticamente, sem que a operadora documente quem custodia esse material de chave.

O que fazer após se conectar à Antarctic

Explicamos o depósito separadamente para PC/navegador e para smartphone (celular).

Depósito no PC/navegador

— Figura 1
Tela "Add Collateral"
2026-08-16
Tela "Add Collateral"
A tela "Add Collateral" traz "USDT" como ativo, "Ethereum" selecionada em "Select Network" e o mínimo de 10.00 USDT acima de "Confirm". Fonte: Editorial da chainhelm

Em “Assets”, abra “Add Collateral”: o ativo já vem definido como “USDT” e, em “Select Network”, você escolhe a rede de onde o valor sai, entre “Arbitrum”, “BNB Smart Chain” e “Ethereum” — na captura, “Ethereum” está selecionada, com a estimativa da taxa de gas logo abaixo.

Com a aba “Wallet Deposit” ativa, ao lado de “Quick Add Collateral”, digite o valor em “Size” ou use “Maximum Amount”.

Antes de confirmar, confira o sentido do envio, de “User Wallet” para “Funding Account”, e o mínimo de “10.00 USDT” indicado em “Minimum Add Collateral Amount”; depois clique em “Confirm”.

Depósito no smartphone (iOS / Android)

— Figura 1
"Add Collateral" no celular
2026-08-16
"Add Collateral" no celular
No celular, "Add Collateral" mostra "USDT", a rede "Ethereum" selecionada e o campo "Size" com "Maximum Amount" ao lado. Fonte: Editorial da chainhelm

Pelo menu, abra “Assets” e depois “Add Collateral”: o ativo já vem definido como “USDT” e, em “Select Network”, você escolhe a rede de onde o valor sai, entre “Arbitrum”, “BNB Smart Chain” e “Ethereum” — na captura, “Ethereum” está selecionada, com a estimativa da taxa de gas logo abaixo.

Com a aba “Wallet Deposit” ativa, ao lado de “Quick Add Collateral”, digite o valor em “Size” ou toque em “Maximum Amount”.

Antes de confirmar, confira o sentido do envio, de “User Wallet” para “Funding Account”, e o mínimo de “10.00 USDT” indicado em “Minimum Add Collateral Amount”; depois role a tela e toque em “Confirm”.

Antes de enviar qualquer valor, pare um instante na rede escolhida — um primeiro depósito enviado pela rede errada é o erro mais caro disponível neste capítulo. O FAQ oficial e o endpoint de configuração da própria plataforma concordam em três redes: Arbitrum, Ethereum e BNB Chain. Só que a configuração de moedas publicada hoje traz um perfil de depósito e saque de USDT apenas para a ARBITRUM, e as tarefas do programa de pontos oferecem depósito em Arbitrum One e em Ethereum, mas não em BNB Chain. O próprio FAQ ainda carrega, em um dos exemplos, uma referência velha a uma rede “Core”. A conclusão prática que sobra é simples: trate a Arbitrum como rota principal e confirme dentro do produto se Ethereum ou BNB Chain estão mesmo disponíveis antes de apertar “Confirm”.

O USDT é o único ativo em todo o percurso: depósito, saque, margem, liquidação e aporte nos vaults de liquidez. A configuração de moedas registra um único ativo, com precisão máxima de quatro casas decimais e sem exigência de memo, e o depósito mínimo é de 10 USDT.

Não existe entrada em moeda fiduciária documentada — nem no site, nem nos documentos, nem no FAQ — e nenhum provedor de compra com moeda local é nomeado. Para quem parte de reais, isso muda o começo da história: é preciso comprar USDT em outro lugar e depois enviá-lo à Antarctic por uma das redes suportadas. O trajeto de entrada, portanto, não começa aqui, e o custo e o tempo dessa etapa anterior são seus.

Sobre gas, a operadora anuncia “0 Gas” e a documentação diz que não há gas para as ações de negociação — consequência de casar as ordens fora da cadeia e liquidar em rollup. Isso não vale para o envio: a transação que sai da sua carteira paga o gas normal da rede escolhida, e é por isso que a própria tela mostra uma estimativa antes da confirmação.

Por trás do depósito existem duas contas, e entender a divisão evita confusão na primeira ordem. A “funding account” é por rede e reflete o que chegou da carteira; a “trading account” é independente de rede e é a que serve de margem para os perpétuos. O valor depositado chega primeiro na conta de fundos, e é uma transferência interna que o leva até a conta de negociação.

Depois de “Confirm”, o valor sai da carteira conectada e entra na “Funding Account”, e com a garantia depositada você já pode começar a operar.

O código de indicação da Antarctic não pode ser adicionado após o cadastro

O código de indicação só pode ser aplicado uma única vez: na primeira conexão da carteira.

Se você concluir a conexão sem aplicar o código, não existe forma de vincular a indicação a essa mesma carteira depois — para aplicá-lo, seria preciso refazer a conexão com uma nova carteira.

O vínculo de indicação nasce no registro. A documentação da própria Antarctic descreve a relação como estabelecida quando quem chega usa o link do indicador ou digita o código de convite, e não há atribuição automática por endereço de carteira. Quem conecta sem o código conecta sem indicação, e não há como o sistema deduzir isso depois.

O detalhe que produz o erro está no próprio campo. Ele é rotulado como “Optional”, vem preenchido quando você chega pelo link e continua editável. Apagar o conteúdo, sobrescrevê-lo ou entrar por outro caminho com o campo vazio levam todos ao mesmo lugar.

A consequência prática é uma só, e é melhor dizê-la sem hesitação: para aplicar o código depois, só refazendo a conexão com uma carteira nova.

E, como nenhuma tela de confirmação posterior foi verificada — o ponto do primeiro capítulo —, a conferência antes de conectar é a única checagem que você tem.

◆ ◇ ◆

Os AX Points somam, encolhem e ainda não viraram token

Os AX Points entram por tarefas, por volume negociado e por liquidez

O programa de pontos da Antarctic está no ar agora, e é assim que ele deve ser lido: como regra em vigor hoje, não como histórico de distribuição. Ele se chama AX Points, aparece na navegação do site como “Points Season” e fica na página /mainnet-points. Não há temporadas numeradas — é um programa único e contínuo de mainnet. O FAQ do programa diz que ele começa com o lançamento na mainnet e que a data de término é “TBA”, ou seja, não anunciada. Quem participou da testnet mantém aquele saldo, exibido à parte e fora do mecanismo de queima descrito adiante.

Uma parte dos pontos é de entrada única, ligada a tarefas de configuração da conta.

50Vincular a conta do Xtarefa única
50Vincular a conta do Discordtarefa única
100Depositar USDT na Arbitrum Onetarefa única
100Depositar USDT na Ethereumtarefa única
200Adicionar liquideztarefa única
200Concluir a primeira operaçãotarefa única

O acúmulo recorrente vem do volume negociado, em faixas diárias e sem teto: 1 ponto por 100 USDT negociados até 500.000 USDT por dia; 1,5 ponto por 100 USDT na faixa entre 500.000 e 3.000.000 USDT por dia; e 2 pontos por 100 USDT acima de 3.000.000 USDT por dia, com as faixas inferiores continuando a render a própria taxa. Um detalhe muda a contagem de quem carrega posição aberta: os pontos de negociação só são creditados quando a posição é encerrada por inteiro.

O terceiro caminho é a liquidez, e ele cresce com o tempo de permanência: 2 pontos por dia a cada 100 USDT aplicados nos dias 1 a 7, 3 pontos dos dias 8 a 30 e 4 pontos a partir do dia 31. Retirar a liquidez devolve a contagem à faixa inicial.

O fechamento dos pontos é diário, às 08:00 UTC, e o teto diário de 1.000 pontos que existia antes foi removido. Além disso, a operadora se reserva o direito de aplicar multiplicadores de qualidade de contribuição, calculados sobre fatores de 30 dias descritos no lightpaper e ordenados por percentil — o número que sai da tabela publicada, portanto, não é necessariamente o número final.

Parar de operar custa pontos: 5% por semana e 50% queimados na quarta

Os pontos não ficam parados esperando por você. O saldo é uma função da atividade recente, e a regra que faz isso valer está publicada.

Ciclo de inatividade7 dias corridos sem atividade de negociação qualificada: decaimento de 5% por semana. Inatividade de 28 dias: 5% por semana nas três primeiras semanas e queima de 50% do saldo na quarta, repetindo a cada 28 dias. Os pontos de testnet ficam fora da queima.

Há ainda um conjunto de regras de conduta que a própria operadora batizou de Risk Control Rules, e cujo descumprimento pode reduzir, congelar ou anular o saldo: múltiplas contas relacionadas ou controladas, autoindicação, atividade de indicação falsa ou fraudulenta, wash trading e self-matching, hedge malicioso para explorar regras de campanha, ciclos de abertura e fechamento extremamente frequentes e negociação programática usada para exploração.

As medidas previstas para esses casos vão do ajuste ou dedução de recompensas e da mudança de nível até a restrição ou o congelamento temporário de fundos e a limitação, suspensão ou encerramento da conta. E residentes dos países proibidos ficam fora do serviço como um todo — a lista aparece no capítulo sobre jurisdições.

A documentação e a página do programa dizem coisas diferentes sobre o token

O token próprio da plataforma se chama ATTX e ainda não foi emitido: o TGE, o evento de geração do token, não foi executado; a Antarctic segue em pré-TGE e nenhuma data foi anunciada. O que está publicado sobre a reserva é isto: 8.000.000 ATTX, ou 8% de um total fixo de 100.000.000, reservados para airdrop, pré-minerados e representados pelos pontos acumulados, “released in batches gradually after TGE” — liberados aos poucos, em lotes, depois do TGE.

E aqui está o ponto que decide como ler o programa inteiro: os dois canais oficiais da Antarctic não dizem a mesma coisa sobre o destino dos pontos.

Documentação oficial

Os pontos não são um token

A documentação afirma que “AX Points are not a token” e que servem apenas para acompanhar a participação no ecossistema. Diz também que qualquer benefício futuro associado a eles é “not guaranteed”, pode depender de critérios de elegibilidade e variar por programa, e que regras, multiplicadores e atividades elegíveis podem mudar com o tempo.
FAQ da página do programa

Os pontos serão convertidos em token

O FAQ do programa afirma que os pontos “will be converted into native tokens at a specified ratio in the future”. Acrescenta que a razão de conversão diminui à medida que o total de pontos emitidos cresce e que ela é ajustada dinamicamente.

Diante da contradição exposta acima, este artigo se guia pela redação mais conservadora, a da documentação. A conversão de pontos em token não pode ser tratada como assegurada, e nada no material publicado permite dizer quando, em que proporção ou sob quais condições ela aconteceria. Quem acumula pontos hoje está acumulando um registro de participação cujo desfecho a própria operadora descreve como não garantido.

Por dentro da Antarctic: operadora não identificada, liquidação em zk-rollup e 32 mercados perpétuos

A operadora não se identifica nos documentos, e a plataforma negocia ao vivo desde 2025

Antes de qualquer número, uma delimitação: a plataforma tratada aqui é a DEX de futuros perpétuos que funciona em antarctic.exchange. O nome se repete em negócios sem relação alguma com cripto, e não é deles que este artigo trata.

Duas datas convivem no material da própria empresa, e a diferença importa. 2024 é o ano da fundação e da captação — o mesmo ano de fundação que a CoinGecko registra —, enquanto 2025 é o ano em que a plataforma passou a negociar ao vivo. Quem lê “desde 2024” está lendo a idade da empresa, não a do mercado em funcionamento; a cronologia abaixo separa as duas coisas.

2024
Rodada seed de USD 7.000.000, desenvolvimento do livro de ordens em ZK e teste alfa de perpétuos.
2025
Primeiro trimestre: testnet no ar, primeiros USD 100.000.000 de volume e implementação do AMLP. Segundo trimestre: beta com parceiros e opção de LP com hedge (AHLP). Terceiro trimestre: upgrade V2 de mainnet e sistema de pontos.
2025-05-10
Primeiro dia de volume de perpétuos registrado por terceiros, no adaptador da DefiLlama.
2025-11-20
App iOS publicado na App Store; o protocolo entra na DefiLlama no mesmo dia.
2026-02-02
Integração nativa com os gráficos do TradingView, sob o símbolo ANTARCTIC:BTCUSDT.P.
2026
Ainda listados como próximos no roadmap do primeiro e do segundo trimestres: a versão V3, integrações de empréstimo (lend/borrow) e acesso por API.

O ritmo é rápido, e a última linha da cronologia é a que mais diz sobre o presente: três itens do roadmap de 2026 continuam listados como próximos, ou seja, ainda não chegaram — inclusive o acesso por API, que costuma ser o primeiro item cobrado por quem opera com automação.

No papel, aparece pouca coisa. O User Agreement e a Privacy Policy trazem como parte contratante uma “Antarctic Trading Platform”. Quem publica e vende o app iOS, na ficha da App Store (ID 6748006610), é uma “ANTARCTIC EXCHANGE CORPORATION” — nome que não aparece em nenhum documento da própria operadora. Nenhum número de registro, sede ou endereço societário consta dos documentos legais. A CoinGecko atribui “Panama” como país de origem, sem nome de entidade e sem confirmação da operadora.

Nenhum indivíduo é nomeado em lugar nenhum. A página “Team” da documentação descreve o time apenas no agregado, a página inicial usa afirmações sem atribuição, e nenhum fundador ou executivo aparece no site, nos documentos, no registro da App Store, na CoinGecko ou na CoinMarketCap. O limite desse achado precisa vir junto com ele: a apuração não contou com busca aberta na web, então o correto é dizer “não encontrado”, e não “ausência confirmada”.

A página inicial também exibe “280.000+” Active Traders. Não há definição do que conta como “active”, não há data na própria página e não há verificação de terceiro — e nenhuma fonte independente publica contagem de usuários da Antarctic. O que falta ali é a metodologia, não o número.

As ordens são casadas fora da cadeia e liquidadas por zk-rollup

O desenho declarado é o de um livro de ordens central, com papéis de maker e taker, casamento fora da cadeia e operações agrupadas em lotes que são liquidados por zkRollup — uma raiz Merkle e uma prova zk-SNARK enviadas à cadeia.

Livro de ordens central
Compradores e vendedores entram em uma fila de preços, como em uma corretora tradicional. Quem deixa uma ordem esperando é maker; quem executa contra ela é taker.
Casamento fora da cadeia
O encontro entre as duas ordens acontece em servidores da operadora, não dentro de um contrato público. É daí que vem a velocidade, e é daí que vem a dependência.
Liquidação por zk-rollup
Os resultados são agrupados em lotes e registrados na cadeia como uma raiz Merkle mais uma prova criptográfica, em vez de uma transação por operação.

Para quem só quer operar, o resumo é este: a execução acontece nos servidores da empresa e a cadeia recebe o resultado. A promessa de verificabilidade desse desenho depende inteiramente de a prova poder ser conferida por alguém de fora — e é exatamente aí que ele trava.

Só que não dá para inspecionar. A camada de disponibilidade de dados, o chain ID, o contrato verificador e um explorador de blocos não são publicados. Os únicos contratos da Antarctic identificados em cadeia pública são os tokens AMLP e AHLP e seus contratos de staking, na Arbitrum. A DefiLlama atribui à Arbitrum 100% do TVL do protocolo — o total de valor depositado nele — e classifica os adaptadores de volume e de taxas como “Off Chain”.

Há ainda quem esteja do outro lado das suas operações. Vaults de liquidez sustentam o livro — o AMLP para market making, o AHLP para hedge — e o FAQ oficial afirma que quem fornece liquidez ao AMLP “become a counterparty to users’ trades”: ganha quando os traders perdem e perde quando os traders ganham. Não é uma crítica, é a mecânica da plataforma; o que ela significa para quem pensa em entrar no vault está no capítulo de riscos.

Os 32 mercados anunciam até 500x, mas a alavancagem cai por faixa de nocional

São 32 contratos, todos perpétuos, todos cotados e liquidados em USDT. Não há mercado à vista na plataforma.

Nove dos 32 não são cripto: GOLDUSDT e SILVERUSDT, mais perpétuos referenciados em NVDA, AAPL, TSLA, AMZN, GOOGL, SPY e QQQ. Todos têm liquidação financeira, sem entrega do ativo.

500xGOLDUSDTmaior alavancagem anunciada da plataforma
100xBTCUSDT e ETHUSDTteto anunciado
50xSILVERUSDT e demais mercados criptoteto anunciado
10xQQQ e SPYteto anunciado
8xAAPL, AMZN e GOOGLteto anunciado
5xNVDA e TSLAteto anunciado

O número anunciado, porém, não é o número alcançável, e essa é a diferença que muda a conta de quem dimensiona uma posição. A alavancagem é limitada por faixa de nocional, não é plana. No BTCUSDT, a API pública da operadora lista cinco faixas.

Faixa 1 (menor nocional)100x
Faixa 250x
Faixa 325x
Faixa 410x
Faixa 5 (maior nocional)5x

A margem de manutenção acompanha o movimento na direção oposta: 0,5% na menor faixa e 9,5% na maior. Na prática, os 100x do BTCUSDT existem enquanto a posição é pequena; conforme o nocional cresce, o teto cai sozinho e a margem exigida sobe. É essa escada, e não o número da vitrine, que determina o tamanho que você consegue montar.

Os dois modos de margem, CROSSED e ISOLATED, estão disponíveis em todos os mercados, e o padrão na abertura da conta é CROSSED. Alguns pares ainda impõem tamanho máximo de posição em alavancagem alta.

A taxa começa em 0,02% e 0,05%, e o funding não tem metodologia publicada

O ponto de partida é o VIP 0: 0,02% de maker e 0,05% de taker. São seis níveis, do VIP 0 ao VIP 5, definidos pelo volume nocional dos últimos 14 dias corridos somado em todos os mercados, recalculados diariamente às 07:00 UTC — e vale o nível em vigor no momento em que a ordem é colocada. As taxas saem em USDT do saldo disponível assim que a ordem é executada. A taxa de maker só chega a 0% no VIP 5, que exige 500.000.000 USDT de volume em 14 dias.

Uma ressalva impede a generalização: a tabela não é uniforme. Dos 32 mercados, 26 seguem 0,02% de maker e 0,05% de taker; uma minoria carrega 0,04% nos dois lados. Qualquer afirmação do tipo “a taxa é X” precisa ser limitada aos mercados principais.

O funding é a maior lacuna dessa divulgação. Nem o intervalo nem a metodologia são publicados: não há fórmula de índice de prêmio, componente de juros, limite ou teto em lugar nenhum da documentação ou do FAQ. A API pública expõe apenas a taxa atual e o horário da próxima cobrança, e o lightpaper lista “ajustes de funding” como parâmetro futuro de governança — o que indica uma taxa definida pela operadora. Para quem carrega posição por dias, esse é um custo recorrente cuja regra de formação não está escrita.

Sobre gas, a documentação afirma que não há cobrança para as ações de negociação, consequência do casamento fora da cadeia com liquidação em rollup. Depósitos, saques e interações com os contratos dos vaults de liquidez continuam pagando o gas normal da rede.

E o desconto por token nativo, comum nessa categoria, ainda não existe: o ATTX não foi emitido e nenhum percentual, limiar de staking ou requisito de posse foi publicado. Hoje a função é uma promessa para o lançamento, não uma linha a menos na sua fatura.

Abrir conta não exige KYC, mas o contrato reserva o direito de exigir

Não há nenhuma exigência de KYC documentada para conectar a carteira, depositar, negociar ou sacar. A configuração publicada iguala inclusive os limites: o teto diário de saque de uma conta sem KYC é o mesmo da conta comum, 200.000 USDT. Não existe, portanto, escalonamento entre verificado e não verificado.

A ressalva contratual é o que importa aqui. O User Agreement permite encerrar sem aviso prévio os serviços de contas que não completem a verificação de identidade; a Privacy Policy enumera conjuntos completos de dados de KYC e AML que podem ser coletados, inclusive biométricos; e a revisão de AML pode exigir comprovação da origem dos fundos antes de liberar um saque. Em uma frase: sem KYC para começar, verificação discricionária possível depois. O que isso significa na hora de tirar o dinheiro está no capítulo de riscos.

Quanto a Antarctic movimenta e por que cada fonte dá um número diferente

Os números de volume e de posições em aberto não fecham entre si

Quem procura o tamanho da Antarctic encontra respostas diferentes para a mesma pergunta, dependendo de quem publica. As quatro leituras do volume de 24 horas estão abaixo, cada uma com a sua origem.

API pública da operadora70.054.955 USDT
CoinMarketCap43.418.728 USD
DefiLlama (média de 30 dias)≈ 131.200.000 USD/dia
CoinGecko0

A primeira linha é a leitura de primeira mão e a referência deste artigo: a soma do giro de 24 horas nos 32 mercados na API pública da própria Antarctic, capturada em 2026-08-17T06:25:37Z — a mesma base que a interface de negociação exibe. A leitura da CoinMarketCap é outra janela da mesma ordem de grandeza. A da DefiLlama vem de um total de 30 dias, 3.936.000.000 USD, e implica quase o dobro do dia observado. E a da CoinGecko não é um número pequeno: é um feed que simplesmente não tem dados.

Com as posições em aberto, a divergência deixa de ser de janela e passa a ser de magnitude.

3.348.351 USDAPI da operadorasoma dos 32 mercados
265.881.598 USDDefiLlamacerca de 79 vezes a leitura da API
1.8B+Contador da página inicialcerca de 540 vezes a leitura da API

Nenhum dos três pode ser apresentado como “o” open interest da plataforma — e vale registrar que a leitura da API é a que bate com a tela: no maior mercado, o BTCUSDT aparece com 2.555.488 USD, o mesmo “Open Interest (USDT) 2.555M” exibido na interface de negociação.

Até onde a pesquisa alcançou, a explicação para a divergência esbarra em uma porta fechada. Os adaptadores da DefiLlama são alimentados por endpoints fornecidos pela própria operadora, em prod-openapi.antarctic.exchange, e esse endereço retornou HTTP 404 nas tentativas desta apuração. A metodologia por trás dos 265.881.598 USD, portanto, não pôde ser conciliada.

Duas armadilhas menores ficam no caminho de quem pesquisa sozinho. A primeira é confundir contador acumulado com número diário: o “Total Trading Volume $21.9B+” da página inicial é um acumulado desde o lançamento. A segunda são as lacunas das fontes que o leitor costuma consultar — a CoinGecko lista os 32 pares perpétuos, mas mostra volume 0.0, open interest nulo e nenhum trust score; a CoinMarketCap exibe open interest ”—”, sem posição em ranking, sem data de lançamento e sem jurisdição.

Nos rankings públicos a Antarctic é grande em fluxo e pequena em capital travado

Por posições em aberto, a DefiLlama coloca a Antarctic em 6ª entre 66 protocolos da categoria Derivatives que reportam open interest não nulo — 9ª entre 79 quando mercados de previsão entram na conta —, em cálculo feito em 2026-08-17. Essa posição se apoia exatamente nos 265.881.598 USD que não batem com a API da operadora, então herda a ressalva do trecho anterior.

Por receita de protocolo, a plataforma registra 1.141.539 USD de taxas em 30 dias, contra 13.596 USD nas últimas 24 horas — uma amostra fraca de um dia só, bem abaixo da média diária do período. Nos rankings, isso dá 9ª entre 65 protocolos de Derivatives por taxas de 24 horas, 9ª entre 82 por taxas de 30 dias e 186ª entre 1.475 protocolos com taxas não nulas em todas as categorias. A divisão documentada dessas taxas é de 60% para o lado provedor de liquidez e 40% para o protocolo.

Por liquidez travada, a escala muda: 9.640.000 USD segundo a DefiLlama e 9.720.000 USD na página oficial do AXLP, uma diferença de cerca de 1% explicada pelo momento da leitura. Por TVL, a própria DefiLlama coloca a Antarctic em 24ª na categoria, com 0,5% de um total de 1.892.000.000 USD.

A leitura a extrair, sem exagero para nenhum lado: alta em fluxo e em receita, pequena em capital travado — e com o próprio ato de medir dependendo de quem publica.

Dois vaults, perpétuos de ações e login sem carteira separam a Antarctic da maioria

O modelo é não custodial e liquidado por zkRollup: depósitos e saques passam por contratos e exigem transação assinada por você, enquanto as operações são agrupadas fora da cadeia e registradas nela em lotes. A ressalva vem junto com o elogio e vale repetir: contrato verificador, cadeia e explorador não são publicados.

A arquitetura de dois vaults é menos comum que o vault único de contraparte usado pela maioria das DEX de perpétuos: o AMLP faz market making, o AHLP faz hedge, ambos em USDT e ambos com trava de saída de 7 dias.

Perpétuos de ações e de commodities dentro de uma DEX são outra diferença — nove dos 32 mercados —, e o GOLDUSDT carrega a maior alavancagem anunciada da plataforma. Essa é também a parte do produto com maior exposição regulatória, e as duas coisas andam juntas: o capítulo seguinte trata exatamente disso.

Há ainda duas interfaces sobre o mesmo motor de casamento de ordens, CEX Mode e DEX Mode, o login Web2 que gera um endereço automaticamente e os gráficos nativos do TradingView, sob o símbolo ANTARCTIC:BTCUSDT.P. É um desenho voltado a quem vem de corretora centralizada e não quer aprender uma rotina nova de DeFi.

Por fim, a Antarctic opera um Trader Revival Account: depois de um período de apuração de 14 dias em que o usuário acumula perda líquida realizada elegível, a plataforma abre uma conta financiada à parte, equivalente a 50% dessa perda. O principal não pode ser sacado, só o lucro apurado é transferido para a conta real, e é preciso ter um e-mail vinculado.

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Treze países excluídos pelo contrato e nenhuma licença nos documentos oficiais

A lista de 13 países é um compromisso contratual, não um bloqueio técnico

O User Agreement publica uma cláusula de países proibidos com 13 jurisdições: Coreia do Norte, Cuba, Sudão, Síria, Irã, Crimeia, China continental, Hong Kong (China), Indonésia, Singapura, Venezuela, Estados Unidos e Canadá.

A própria cláusula se declara não exaustiva e sujeita a alteração a qualquer momento, a critério exclusivo da Antarctic. Isso impede tratar a ausência de um país na lista de hoje como compromisso para amanhã — e há um segundo motivo para não fazer isso.

Idade do documentoO User Agreement exibe 2024-09-17 como data da última atualização, mais de um ano antes do produto atual. O Risk Disclosure e a Privacy Policy estão datados de 2024-07-03, e a Privacy Policy ainda traz um campo de e-mail não preenchido. A lista de países pode estar atrasada em relação à prática.

Como a exclusão opera é uma pergunta separada. O que os documentos descrevem é um compromisso contratual do usuário: ao usar a plataforma, ele declara e garante que não reside, não está localizado e não acessa a partir de país proibido. Ao lado disso, a operadora se reserva o direito de investigar e de agir quando suspeita que uma conta está conectada a país ou região proibida. Nenhum bloqueio técnico — por IP, triagem de carteira ou atestação — é descrito nos documentos legais, e nenhum foi testado nesta pesquisa.

Um sinal contraditório vem da própria operadora: o app iOS está listado na loja dos Estados Unidos, país que consta da lista de proibidos.

A autocustódia não impede a operadora de restringir acesso ou atrasar saques

A separação entre frontend e protocolo — comum em DEX totalmente on-chain, onde o site é apenas uma janela para contratos públicos — só se aplica em parte aqui. Casamento de ordens, formação do preço de marcação, funding e o livro-razão das contas são operados pela empresa e ficam fora da cadeia.

A consequência é direta: não existe frontend alternativo que qualquer um possa colocar no ar, nem interface pública de contrato que leve ao mesmo livro de ordens. A presença on-chain identificada se limita aos fluxos de depósito e saque e aos contratos do AMLP e do AHLP na Arbitrum.

Vale então dizer com todas as letras o que autocustódia significa e o que não significa neste desenho. Significa que a movimentação de fundos é assinada por você e que os vaults são contratos não custodiais. Não significa que a operadora esteja impedida de restringir o seu acesso, congelar fundos ou atrasar um saque: o User Agreement e a política de gestão de risco reservam esses poderes de forma expressa. Quem chega à palavra “DEX” esperando que ninguém possa segurar o seu dinheiro está trazendo uma suposição que não se sustenta aqui.

Os documentos oficiais não declaram licença, e as fichas das lojas de apps dizem outra coisa

Nos documentos da operadora — site, User Agreement e docs — não há declaração de licença, registro ou autorização em nenhuma jurisdição, o que é o estado normal de uma DEX de perpétuos.

O que é específico desta plataforma merece parágrafo próprio: a descrição do app na App Store chama a Antarctic de “a compliant crypto derivatives exchange”, uma exchange de derivativos de cripto em conformidade. É uma afirmação de conformidade que nenhum documento da operadora sustenta com licença ou regulador nomeado.

Há ainda um registro que a própria Antarctic alega, e ele também está fora dos documentos: a ficha do aplicativo Android na Google Play diz que a plataforma é operada pela “Antarctic Exchange Corporation” e registrada no FinCEN, nos Estados Unidos, como Money Services Business, sob o número 31000294120669. Três ressalvas andam junto com esse dado. A chainhelm não conferiu esse número na base de registrados do FinCEN. O registro de MSB é um cadastro de prevenção à lavagem de dinheiro, não uma autorização para oferecer derivativos, e não vale como autorização em nenhum outro país. E os Estados Unidos estão na própria lista de países proibidos da Antarctic.

Nenhuma ação regulatória, entrada em lista de alerta ou processo nomeando a Antarctic foi identificada até 2026-08-17 — com o limite declarado no mesmo fôlego: a apuração sobre a empresa não contou com busca aberta na web, e a triagem por país está no capítulo seguinte. Ausência de registro não é prova de ausência de investigação.

A maior exposição regulatória do produto, no entanto, é outra. Perpétuos referenciados em ações e ETFs — NVDA, AAPL, TSLA, AMZN, GOOGL, SPY e QQQ — e em commodities, com ouro e prata, são tratados em várias jurisdições como securities-based swaps, ou seja, derivativos referenciados em valores mobiliários, e costumam ficar restritos a participantes elegíveis. A operadora não publica licença, isenção nem qualquer informação sobre isso, e o único controle relacionado que mantém é a lista de países proibidos. A plataforma também lista XMRUSDT e ZECUSDT, mercados de privacy coins removidos ou restritos em muitas plataformas reguladas.

Sobre direção regulatória, nada é declarado. O único movimento observável no produto é a adição de mercados de ações e commodities, que amplia — em vez de reduzir — a exposição regulatória.

No Brasil o acesso está liberado, mas a Antarctic não tem autorização da CVM nem do Banco Central

Brasil: a regra recai sobre a plataforma, o imposto recai sobre você

O Brasil não está entre as 13 jurisdições da cláusula de países proibidos. O mesmo texto da cláusula foi confirmado dentro do pacote do aplicativo publicado — a página e o app carregam a mesma lista — e o site carrega normalmente, o que verificamos em 2026-08-17. A tabela de códigos telefônicos do aplicativo inclui +55 e “BR”. Do lado do contrato e do lado do produto, portanto, o acesso está liberado.

O limite dessa verificação vem junto, sem rodeios: nenhum acesso a partir de um IP brasileiro foi testado, então um bloqueio no lado do servidor não pode ser descartado por essas evidências. E, como a lista é declaradamente não exaustiva e alterável a critério da operadora, a ausência do Brasil hoje não é um compromisso para depois.

O idioma é um fato com dois efeitos. O seletor de idiomas do aplicativo oferece apenas en-US, zh-MY, zh-TW, vi-VN, ru-RU e fa-IR — não há português. No dia a dia, isso significa que as telas chegam em inglês, como mostram as capturas do passo a passo mais acima, e que ler o produto exige um mínimo de inglês. Na leitura regulatória, o mesmo fato pesa em outro lugar: a ausência do português é um dos critérios que a CVM usa para avaliar se uma oferta é dirigida a residentes no Brasil.

Sobre autorização, a Antarctic não declara licença nem registro no Brasil — de novo, o esperado para uma DEX de perpétuos; e o registro de MSB que a ficha da Google Play alega, tratado no capítulo anterior, é dos Estados Unidos e não autoriza nada aqui. O que se acrescenta aqui é a checagem pelo nome: uma consulta por “ANTARCTIC” na base da CVM de pessoas e entidades com determinação de suspensão por intermediação irregular retornou “NENHUM REGISTRO ENCONTRADO” em 2026-08-17, e nenhuma manifestação do Banco Central nomeando a Antarctic foi localizada. Um limite a declarar: o cadastro geral de participantes regulados da CVM exige CAPTCHA e não foi consultado.

Duas vias de autorização não podem ser confundidas, e é nelas que a maioria dos textos sobre o assunto se perde. A via do Banco Central, prevista na Lei 14.478/2022 e nas Resoluções BCB 519, 520 e 521, cobre prestadoras de serviços de ativos virtuais; só que o art. 1º, parágrafo único, da mesma lei exclui os ativos que sejam valores mobiliários, e o art. 3º, IV, exclui representações cuja emissão e negociação estejam previstas em lei. A via da CVM cobre valores mobiliários — e, como o Parecer de Orientação 40 sustenta que derivativos são valores mobiliários independentemente do ativo subjacente, o produto central da Antarctic cai na via da CVM. A consequência prática dessa divisão: uma eventual autorização do Banco Central no futuro não autorizaria, por si só, oferecer derivativos de cripto a residentes no Brasil.

2020-07-06
CVM determina a suspensão imediata da oferta pública de serviços de intermediação de valores mobiliários por uma corretora estrangeira de derivativos de cripto que atraía clientes residentes no Brasil, com base no art. 15 da Lei 6.385/1976 e multa diária de BRL 1.000.
2022-10-11
CVM publica o Parecer de Orientação 40: derivativos são valores mobiliários, qualquer que seja o ativo subjacente.
2022-12-21
Lei 14.478/2022 exige autorização prévia de órgão federal para prestadoras de serviços de ativos virtuais e deixa os valores mobiliários fora do seu alcance, preservando a competência da CVM.
2023-06-13
Decreto 11.563/2023 designa o Banco Central como autoridade para regular, autorizar e supervisionar essas prestadoras, sem alterar a competência da CVM.
2024-09-22
CVM publica o alerta sobre CFD e Forex: instituição estrangeira não pode intermediar nem captar investidores no Brasil sem autorização, e o residente pode investir no exterior por iniciativa própria.
2025-11-10
Banco Central edita as Resoluções BCB 519, 520 e 521, com as regras de autorização e funcionamento das prestadoras de serviços de ativos virtuais.
2025-11-13
CVM emite determinação de suspensão contra 24 plataformas digitais que buscavam clientes residentes no Brasil sem autorização. A Antarctic não está entre elas.
2026-02-02
Entra em vigor a Resolução BCB 520/2025.
2026-10-30
Vence o prazo de 270 dias do art. 23 e começa a vedação do art. 91 da Resolução BCB 520/2025.

Dois documentos dessa cronologia fazem o trabalho pesado no caso da Antarctic. O primeiro é o Parecer de Orientação 40. A seção 4 enquadra derivativos como valores mobiliários pelo art. 2º, VIII, da Lei 6.385/1976. A seção 4.4 trata especificamente de ofertas feitas do exterior pela internet e lista os critérios relevantes: o uso de meios de comunicação dirigidos ao público residente no Brasil, a presença de texto que atraia investidores residentes ainda que em língua estrangeira, e o uso de medidas efetivas — como o geoblocking — para impedir o acesso a partir do Brasil. O parecer acrescenta dois pontos que costumam surpreender: o uso do português na oferta e no atendimento pode, por si só, caracterizar oferta pública, e exigir login e senha não torna a oferta privada.

Aplicando isso ao caso concreto em 2026-08-17: a Antarctic não bloqueia o Brasil, o que pesa do lado da acessibilidade, e não oferece português, o que pesa contra a caracterização de oferta dirigida ao Brasil. A CVM avalia esses fatores caso a caso. O que este artigo registra são os fatores, não um veredito.

O segundo é a postura demonstrada da autarquia, e aqui é preciso um cuidado para não confundir plataformas. Em 2020 a CVM determinou a suspensão imediata da oferta pública de serviços de intermediação por uma corretora estrangeira de derivativos de cripto que atraía clientes residentes no Brasil; em 2025 emitiu determinação semelhante contra 24 plataformas digitais. A Antarctic não figura em nenhuma das duas. O que os dois casos mostram é a disposição da CVM de agir contra o ofertante estrangeiro.

O item futuro de maior peso é a Resolução BCB 520/2025, publicada em 2025-11-10 e em vigor desde 2026-02-02. O art. 1º, parágrafo único, define que atuar no país exige constituição no Brasil, com sede e administração em território nacional. O art. 23 dá 270 dias — até 2026-10-30 — para que entidade constituída no exterior que atuava no mercado brasileiro transfira operações e clientes para instituição autorizada aqui, sob pena de encerrar a atividade. E o art. 91 proíbe, a partir de 2026-10-30, que instituições financeiras, de pagamento e demais autorizadas pelo Banco Central realizem ou viabilizem operações do mercado de ativos virtuais cujas contrapartes sejam prestadoras não autorizadas e fora do processo de autorização. A vedação alcança negociação, intermediação, custódia, câmbio, abertura e manutenção de contas de pagamento e as transações de pagamento que viabilizem essas operações.

Como ler esse item sem inventar desfecho: ele mira os canais financeiros brasileiros usados para entrar e sair de uma plataforma estrangeira, e não a plataforma em si. Sua aplicação a um protocolo não custodial de futuros perpétuos não está resolvida, já que a Lei 14.478/2022 exclui valores mobiliários do regime do Banco Central. É uma data no calendário com efeito indefinido, e é assim que ela fica registrada aqui.

E o residente, onde fica? O alerta da CVM sobre CFD e Forex, na seção 3.a, afirma que instituições estrangeiras não podem intermediar operações no Brasil nem captar investidores sem autorização da CVM; que autorização concedida por regulador estrangeiro não confere direito de intermediar no mercado brasileiro; e que residentes no Brasil podem investir no exterior por iniciativa própria, observadas as regras da Receita Federal e do Banco Central sobre envio e recebimento de recursos e sobre tributação. Em resumo: a proibição corre contra a instituição estrangeira, não contra o investidor individual.

O escopo dessa afirmação precisa vir junto com ela. Essa redação está em um alerta sobre CFD e Forex, não sobre futuros perpétuos de cripto, e nenhuma fonte primária brasileira revisada diz, nessas palavras, que um residente pode operar perpétuos em plataforma estrangeira não autorizada. O que está documentado é a estrutura de quem a norma alcança.

O que se perde, por outro lado, está documentado: a supervisão da CVM, as regras de segregação de ativos e de atuação por profissionais certificados do sistema brasileiro, e o acesso ao Mecanismo de Ressarcimento de Prejuízos da B3. A própria CVM registra que o registro do intermediário em um regulador estrangeiro não assegura que aquele regulador vá atuar em defesa do investidor brasileiro.

A alavancagem é o ponto em que o fato da plataforma e o fato do país se encontram. Não há teto legal geral de alavancagem para o varejo que alcance plataformas estrangeiras: o Brasil controla alavancagem pelo mercado autorizado, com a CVM exigindo que corretoras e a B3 cumpram regras de controle via margem mínima em contratos de índice, dólar e bitcoin, em um ambiente em que a B3 atua como contraparte central e garante a liquidação. A Antarctic não é intermediária autorizada nem é a B3. Por isso os 100x anunciados no BTCUSDT e os 500x do ouro, que a escada de faixas do capítulo anterior reduz conforme a posição cresce, ficam disponíveis sem nenhuma regra brasileira no caminho — e sem garantia de liquidação de uma contraparte central.

Imposto e declaração fecham o quadro, e essa parte recai inteiramente sobre você. Quem é residente ou domiciliado no Brasil deve informar à Receita Federal as operações com criptoativos realizadas em exchange domiciliada no exterior ou sem exchange. A entrega é mensal, até as 23h59min59s do último dia útil do mês seguinte ao das operações, com multa por atraso (MAED). A IN RFB 1888/2019 foi editada em 2019-05-03; a IN RFB 2291/2025, de 2025-11-14, cria o DeCripto, alinhado ao padrão CARF da OCDE, revoga a anterior a partir de 2026-07-01 e inicia a entrega mensal do DeCripto em julho de 2026, com os procedimentos antigos valendo até 2026-06-30. A fronteira dessa transição cai dentro do período que você pode estar declarando agora, e o procedimento aplicável depende do mês a que a entrega se refere.

Duas notas completam o quadro tributário. A Medida Provisória 1.303/2025 caducou em 2025-10-08 sem votação, então as regras anteriores continuaram valendo. E a Antarctic não emite documento fiscal nenhum: o Risk Disclosure atribui ao usuário determinar, declarar e pagar os tributos. O registro das operações fica inteiramente do lado de quem opera.

TributaçãoEste artigo não afirma qual regime de imposto de renda se aplica aos ganhos com futuros perpétuos negociados em plataforma estrangeira não custodial, nem alíquotas ou limites mensais de isenção: nenhuma fonte primária revisada resolveu esse ponto, e os valores citados com frequência na imprensa não foram confirmados contra o texto normativo. Para o seu caso individual, procure um profissional de tributação no Brasil.

O quadro final é um estado de coisas, não um conselho: plataforma acessível, sem autorização brasileira, sem supervisão de um regulador daqui e sem garantia de contraparte central, com a obrigação mensal de declaração inteiramente do lado do usuário.

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Sem auditoria publicada, preço de marcação fechado e saques sujeitos a revisão

Nenhuma auditoria de contrato inteligente é divulgada

Nenhuma auditoria de contrato inteligente é divulgada, e isso precisa ser dito nesses termos, não como “situação desconhecida”. O índice completo da documentação, com 39 páginas, não tem página de auditoria, nome de auditor nem link de relatório, e o registro da DefiLlama não aponta nenhuma auditoria nem link de relatório.

O peso disso aqui é específico: a plataforma mantém a garantia do usuário em contratos e em contas operadas por ela. Em uma estrutura assim, a ausência de auditoria não é um detalhe de documentação.

Ao lado disso, não há repositório público de código — nenhuma organização no GitHub é vinculada pelo site ou pelos documentos — nem programa de bug bounty publicado. O único código legível publicamente é o de integração, escrito por terceiros.

Uma única conta externa controla o upgrade dos contratos de staking

Os contratos de staking do AMLP e do AHLP, na Arbitrum, são proxies ERC-1967 com o slot de implementação preenchido: a lógica pode ser trocada. O slot de admin está zerado e a função admin() reverte em ambos, padrão compatível com UUPS, em que a autoridade de upgrade acompanha o owner do contrato.

Os dois proxies retornam o mesmo owner(), o endereço 0x63730113bd32b7f9a34157bf8b70f066b3d4d2c6, e esse endereço não tem código: é uma conta externa, não um multisig.Leitura direta na RPC pública da Arbitrum, 2026-08-17

As chamadas típicas de um contrato multiassinatura Safe retornam vazio, e a operadora não publica nada sobre gestão de chaves ou conjunto de signatários. Em termos práticos, quem detiver essa chave pode trocar a lógica dos contratos em que a liquidez está depositada, sem que exista um segundo assinante no caminho.

Sobre timelock, a documentação afirma que mudanças críticas de parâmetro passam por controles com atraso temporal. Nenhum endereço de contrato de timelock, duração de atraso ou fila de mudanças é publicado, e nenhum timelock foi observado à frente dos proxies de staking. O único atraso concreto documentado para o usuário é a espera de 7 dias na saída dos vaults de liquidez.

O preço que liquida a sua posição é formado pela operadora

Nenhum provedor de oráculo é divulgado, e não existe página de metodologia de preço de índice ou de marcação em toda a documentação. A plataforma publica o preço de índice e o preço de marcação na própria API, mas as fontes que compõem esse preço, os pesos, a cadência de atualização e as salvaguardas contra manipulação não são publicados.

Traduzindo para o que isso significa na sua conta: quem determina a liquidação é o preço de marcação. Quando a margem da posição encolhe até o limite, quem decide que o limite foi atingido é um preço formado pela operadora e que ninguém de fora consegue conferir. Em uma plataforma que publica a metodologia, dá para discutir o número; aqui não há com o que discutir.

A escada da liquidação, essa sim, está documentada. A margem de manutenção varia por faixa de nocional — de 0,5% na menor faixa do BTCUSDT a 9,5% na maior —, a liquidação é cobrada sempre à taxa de taker mais conservadora, 0,05%, independentemente do nível VIP do usuário, e o motor de liquidação forçada assume a posição restante.

Depois disso vem o fundo de seguro. Se ele se esgotar e a posição não puder ser encerrada acima do preço de falência, entra o auto-deleveraging: posições de traders do lado oposto são reduzidas, por ordem de alavancagem e de lucro, e cada conta enxerga um indicador de fila em incrementos de 20%. Em cross margin, só a posição líquida entra na fila; em isolated, cada direção é tratada em separado.

O fundo de seguro existe e a operadora o descreve, mas não publica saldo, endereço, histórico, painel nem política de recomposição, e nenhum rastreador independente publica esses dados. A peça que absorve o prejuízo é justamente a que não tem número.

A saída passa por revisão de AML e por tetos que limitam a velocidade

A operadora declara usar um sistema antifraude e de AML de terceiros, monitorando fluxos on-chain 24 horas por dia. Os gatilhos citados são depósitos ou saques rápidos ou incomumente grandes, movimentação com pouca ou nenhuma negociação, transferências entre cadeias em ciclo curto após negociação mínima e fundos sinalizados como de alto risco.

O que isso produz para o usuário também está escrito: transações sinalizadas podem sofrer atrasos temporários e pode ser exigida comprovação da origem dos fundos. A operadora avisa ainda que tentar interferir na revisão — inclusive divulgando informação não verificada ou criando pressão pública — pode ser tratado como comportamento de alto risco e prolongar a análise. E o User Agreement se reserva o direito de encerrar contas que não completem a verificação de identidade e de congelar fundos sem aviso em circunstâncias definidas.

5.000 USDTSaque máximo por transação
200.000 USDTSaque máximo por 24 horaso mesmo teto vale para conta sem KYC
20.000 USDTTransferência da conta de negociação para a conta de fundos, por 24 horas
200Confirmações de bloco exigidas no saque

Esses tetos respondem a uma pergunta que quase nenhum texto sobre a Antarctic responde: quão rápido dá para sair. Um saldo relevante não sai de uma vez; sai em várias transações, distribuídas ao longo de dias, e ainda pode passar pela revisão descrita acima. Vale medir a sua tolerância a isso antes do depósito, não depois.

Há também uma concentração fácil de não perceber: o USDT é o único ativo de garantia, de cotação, de depósito e de saque nos 32 mercados. Não existe opção de USDC, de moeda fiduciária ou de qualquer outra stablecoin, e a operadora não publica nenhuma informação específica sobre o regime dessa stablecoin. O risco do emissor único acompanha tudo o que estiver na conta.

Quem entra nos vaults vira contraparte dos traders e espera 7 dias para sair

Quem aporta nos vaults de liquidez assume a posição de contraparte do fluxo dos traders: o retorno é inversamente relacionado ao resultado agregado deles, e a metodologia registrada pela DefiLlama atribui 60% das taxas de negociação ao lado provedor de liquidez.

A saída não é imediata. O pedido de retirada entra em uma espera de 7 dias e, passado o prazo, é preciso autorizar uma assinatura on-chain e confirmar em 24 horas — ou refazer o pedido do início.

A ligação com o cadastro é direta: as tarefas e o acúmulo de pontos descritos antes empurram justamente para aportar liquidez. Dá para chegar a esse produto pela porta dos pontos, sem perceber a trava que vem junto.

Os números publicados não fecham entre si, e o que não foi encontrado não é o mesmo que inexistente

As métricas publicadas sobre esta plataforma não fecham entre si, e isso é um risco de informação, não uma curiosidade de pesquisador: as posições em aberto aparecem como 3.348.351 USD na API da operadora, 265.881.598 USD na DefiLlama e “1.8B+” no contador da página inicial. Quem dimensiona a plataforma por um único desses números dimensiona errado, e o capítulo sobre o tamanho da Antarctic mostra de onde vem cada leitura.

Não ter encontrado incidentes também não é o mesmo que não ter havido incidentes. Nenhuma exploração, manipulação de oráculo, ataque de governança, indisponibilidade, depeg ou incidente de frontend foi identificado até 2026-08-17 — mas o blog da operadora respondeu com erro 522 durante toda a pesquisa, o canal no Medium estava bloqueado por uma verificação anti-robô e não houve busca aberta na web. A limitação precisa ser lida junto com o achado.

A mesma regra se aplica ao histórico jurídico: nenhum litígio, acordo, sanção ou alerta regulatório nomeando a Antarctic foi encontrado nas fontes alcançadas, com exatamente a mesma limitação de cobertura.

Antes de conectar a carteira, o que decide se o código conta

O par que você veio buscar é este: o código 6LAP168t e o link de cadastro que já o aplica, conferidos pela equipe editorial da chainhelm em 2026-08-16 com uma carteira nova.

A condição que decide tudo é uma só. O código precisa estar no campo da janela de login no instante em que a carteira é conectada pela primeira vez. Ele vale uma única vez, e não há como acrescentá-lo depois à mesma carteira.

Some a isso o detalhe do produto que apareceu no primeiro capítulo: o campo vem marcado como “Optional” e continua editável, e nenhuma tela de confirmação posterior foi verificada. É por isso que olhar para o campo antes de conectar é a última checagem disponível.

Há ainda o caso em que essa pergunta nem chega a existir: o contrato da própria Antarctic exclui 13 jurisdições, e para quem está em uma delas a discussão termina aí. O Brasil não está nessa lista — o que muda a pergunta, mas não a responde, e os dois capítulos sobre regulação mostram o que continua do lado do usuário.

O resto é decisão sua. Este artigo entrega o estado verificado e as condições; o que fazer com eles é com você.