— Conteúdo 8 seções
- 01 O código de indicação da Polymarket “chainhelm” ainda funciona?
- 02 Como criar conta na Polymarket e fazer o primeiro depósito
- 03 O que é a Polymarket?
- 04 Taxas da Polymarket: o que você realmente paga
- 05 Como a Polymarket se compara com outros mercados de previsão
- 06 O panorama regulatório global da Polymarket (no nível da plataforma)
- 07 Brasil: a Polymarket está disponível?
- 08 Os riscos a considerar antes de usar a Polymarket
O código de indicação da chainhelm para a Polymarket é .
Há duas formas de aplicá-lo: criar a conta pela página oficial de cadastro da Polymarket já com o código aplicado, ou digitar chainhelm no campo “Referral Code (Optional)” da tela de nome de usuário durante o cadastro. Pelo link, a indicação é aplicada automaticamente mesmo que esse campo continue vazio.
Em 2026-07-12, a equipe editorial da chainhelm criou contas novas das duas formas — pelo link, com o campo vazio, e digitando o código — e confirmou que a indicação foi atribuída nos dois casos.
O que este guia cobre: como funcionam o link de indicação e o campo do código, o passo a passo de cadastro e depósito no computador e no celular, as taxas da Polymarket, a comparação com outros mercados de previsão, a disponibilidade país a país e os riscos a considerar.
O código de indicação da Polymarket “chainhelm” ainda funciona?
Em 2026-07-12, a equipe editorial da chainhelm criou contas novas pelo link de indicação (com o campo em branco) e também digitando no campo “Referral Code (Optional)” na tela de cadastro. Nos dois casos, a atribuição a “chainhelm” foi confirmada.
Veja abaixo a tela real capturada durante a verificação.
Ao abrir o link de indicação, o código desaparece da URL na hora e o campo “Referral Code (Optional)” do formulário de cadastro continua vazio — isso é proposital. O navegador se lembra da indicação mesmo sem mostrá-la: você abre o link, conclui o cadastro e ela é aplicada. Foi o que confirmamos ao criar uma conta com o campo em branco.
O único ponto de atenção: a indicação fica no navegador em que você abriu o link, então conclua o cadastro nesse mesmo navegador. Para se cadastrar em outro navegador ou dispositivo, abra o link novamente por lá. E, se preferir, digitar chainhelm no campo “Referral Code (Optional)” da tela de nome de usuário também funciona — esse caminho também foi verificado.
A atribuição vale para o cadastro concluído em até 30 dias após o clique no link (janela de atribuição de 30 dias) e se aplica apenas a contas novas; depois que o cadastro é concluído, a indicação não pode ser adicionada nem alterada.
A chainhelm verifica periodicamente se o link e o código continuam ativos e atualiza esta página sempre que algo muda.
Como criar conta na Polymarket e fazer o primeiro depósito
O cadastro e o primeiro depósito são explicados separadamente para computador (navegador) e para celular.
Cadastro e depósito no computador (navegador)
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Acesse a página oficial de cadastro da Polymarket (o link já carrega o código de indicação “chainhelm”). Quando ela abrir, você verá uma tela como a que aparece abaixo.
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Acesse a Polymarket pelo link de indicação
Ao abrir a Polymarket pelo link de indicação da chainhelm, você chega à página inicial ainda sem estar logado. Se nenhum aviso do código de indicação aparecer, não tem problema: pelo link ele já fica aplicado de forma invisível.
Para começar o cadastro, clique em “Sign Up”, no canto superior direito da página. A janela de cadastro abre em seguida.
- Informe seu e-mail para criar a conta
Na janela “Welcome to Polymarket”, digite o seu e-mail no campo “Email address” e clique em “Continue”. A Polymarket envia um código de verificação para esse endereço e leva você à tela de confirmação.
Se preferir, você também pode se cadastrar com a sua conta Google ou com uma carteira de criptomoedas, usando as opções mostradas na mesma janela.
- Abra a caixa de entrada para pegar o código
Para conseguir o código de seis dígitos, abra a caixa de entrada do e-mail que você acabou de cadastrar. Os seis campos desta tela, logo abaixo da mensagem “Please enter the code sent to”, ficam vazios até você inserir o código.
Fique atento ao aviso de segurança da própria tela: a equipe da Polymarket nunca fornece um código para você digitar. Se alguém fizer isso, trata-se de tentativa de phishing e deve ser denunciada à Polymarket.
- Copie o código do e-mail e confirme
Abra o e-mail da Polymarket na sua caixa de entrada e localize o “Login code” de seis dígitos (no exemplo, 646111). Como ele expira em 20 minutos, use-o logo em seguida.
Volte para a tela anterior e digite o código nos seis campos. Ao confirmar, você avança para a etapa de escolha do nome de usuário.
O próprio e-mail reforça que você não deve compartilhar o código com ninguém — a Polymarket nunca pede que você o repasse.
- Escolha um nome de usuário
Na janela “Choose a username”, digite o nome de usuário que você quer usar no campo “@username” — ele pode ser alterado depois, como a própria tela indica.
Logo abaixo, a seção “Referral Code (Optional)” vem recolhida e vazia. Se você entrou pelo link de indicação da chainhelm, pode deixá-la exatamente assim: o código já está aplicado e confirmado, e o campo vazio ou recolhido não quer dizer que a indicação deixou de valer.
- Confirme os termos e conclua o cadastro
Com o nome de usuário preenchido e validado (o ícone verde ao lado confirma que ele está disponível), você pode, se quiser, abrir a seção “Referral Code (Optional)” e digitar “chainhelm”.
Esse preenchimento manual é opcional para quem chegou pelo link: o código do link já vale sozinho. Ainda assim, se você digitar “chainhelm” aqui, ele também é aplicado e confirmado — e deixar o campo vazio não significa que a indicação não conta.
Por fim, marque a caixa de concordância com os “Terms of Use” — que atesta, entre outros pontos, que você não é residente dos EUA nem de uma jurisdição restrita — e clique em “Continue”. O cadastro é concluído e surge o convite para adicionar saldo à conta.
- Conta criada: adicione saldo
Concluído o cadastro, a conta já está criada e surge o aviso “Fund Your Account”. Para adicionar saldo, clique em “Deposit Funds” e a janela de depósito abre na sequência.
Na janela “Deposit”, com o saldo ainda em “Polymarket Balance: $0.00”, mantenha a aba “Use Crypto” e escolha por onde enviar seus fundos em cripto. Vale reparar no aviso de que depósitos em USDC são creditados 1:1 na sua conta, em qualquer uma das redes.
Cada opção traz o seu limite e a sua velocidade: “Transfer Crypto” (sem limite, instantâneo), “Bitcoin Lightning” (até $10k, instantâneo) e “Connect Exchange” (sem limite, cerca de 2 minutos). Para depositar em moeda tradicional, você pode alternar para a aba “Use Cash”.
Na aba “Use Cash”, o depósito é feito em moeda tradicional. Em “Most popular” fica o “Card” (até $114k, instantâneo). Em “More options” estão o “Apple Pay” e o “Google Pay” (ambos até $114k e instantâneos), o “Cash App” (até $10k, instantâneo) e o “Bank Transfer” (até $1.1M, em 1 a 2 dias úteis).
Escolha o método que preferir de acordo com o limite e o prazo indicados em cada opção.
Cadastro e depósito no celular (iOS / Android)
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No navegador do celular (ou no aplicativo), acesse a página oficial de cadastro da Polymarket (o link já carrega o código de indicação “chainhelm”). Quando ela abrir, você verá uma tela como a que aparece abaixo.
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Acesse a Polymarket pelo link de indicação
Ao abrir a Polymarket pelo link de indicação da chainhelm, você chega à página inicial ainda sem estar logado. Se nenhum aviso do código de indicação aparecer, não tem problema: pelo link ele já fica aplicado de forma invisível.
Para começar o cadastro, clique em “Sign Up”, no canto superior direito da página. A janela de cadastro abre em seguida.
- Informe seu e-mail para criar a conta
Na janela “Welcome to Polymarket”, digite o seu e-mail no campo “Email address” e clique em “Continue”. A Polymarket envia um código de verificação para esse endereço e leva você à tela de confirmação.
Se preferir, você também pode se cadastrar com a sua conta Google ou com uma carteira de criptomoedas, usando as opções mostradas na mesma janela.
- Abra a caixa de entrada para pegar o código
Para conseguir o código de seis dígitos, abra a caixa de entrada do e-mail que você acabou de cadastrar. Os seis campos desta tela, logo abaixo da mensagem “Please enter the code sent to”, ficam vazios até você inserir o código.
Fique atento ao aviso de segurança da própria tela: a equipe da Polymarket nunca fornece um código para você digitar. Se alguém fizer isso, trata-se de tentativa de phishing e deve ser denunciada à Polymarket.
- Copie o código do e-mail e confirme
Abra o e-mail da Polymarket na sua caixa de entrada e localize o “Login code” de seis dígitos (no exemplo, 646111). Como ele expira em 20 minutos, use-o logo em seguida.
Volte para a tela anterior e digite o código nos seis campos. Ao confirmar, você avança para a etapa de escolha do nome de usuário.
O próprio e-mail reforça que você não deve compartilhar o código com ninguém — a Polymarket nunca pede que você o repasse.
- Escolha um nome de usuário
Na janela “Choose a username”, digite o nome de usuário que você quer usar no campo “@username” — ele pode ser alterado depois, como a própria tela indica.
Logo abaixo, a seção “Referral Code (Optional)” vem recolhida e vazia. Se você entrou pelo link de indicação da chainhelm, pode deixá-la exatamente assim: o código já está aplicado e confirmado, e o campo vazio ou recolhido não quer dizer que a indicação deixou de valer.
- Confirme os termos e conclua o cadastro
Com o nome de usuário preenchido e validado (o ícone verde ao lado confirma que ele está disponível), você pode, se quiser, abrir a seção “Referral Code (Optional)” e digitar “chainhelm”.
Esse preenchimento manual é opcional para quem chegou pelo link: o código do link já vale sozinho. Ainda assim, se você digitar “chainhelm” aqui, ele também é aplicado e confirmado — e deixar o campo vazio não significa que a indicação não conta.
Por fim, marque a caixa de concordância com os “Terms of Use” — que atesta, entre outros pontos, que você não é residente dos EUA nem de uma jurisdição restrita — e clique em “Continue”. O cadastro é concluído e surge o convite para adicionar saldo à conta.
- Conta criada: adicione saldo
Concluído o cadastro, a conta já está criada e surge o aviso “Fund Your Account”. Para adicionar saldo, clique em “Deposit Funds” e a janela de depósito abre na sequência.
Na janela “Deposit”, com o saldo ainda em “Polymarket Balance: $0.00”, mantenha a aba “Use Crypto” e escolha por onde enviar seus fundos em cripto. Vale reparar no aviso de que depósitos em USDC são creditados 1:1 na sua conta, em qualquer uma das redes.
Cada opção traz o seu limite e a sua velocidade: “Transfer Crypto” (sem limite, instantâneo), “Bitcoin Lightning” (até $10k, instantâneo) e “Connect Exchange” (sem limite, cerca de 2 minutos). Para depositar em moeda tradicional, você pode alternar para a aba “Use Cash”.
Na aba “Use Cash”, o depósito é feito em moeda tradicional. Em “Most popular” fica o “Card” (até $114k, instantâneo). Em “More options” estão o “Apple Pay” e o “Google Pay” (ambos até $114k e instantâneos), o “Cash App” (até $10k, instantâneo) e o “Bank Transfer” (até $1.1M, em 1 a 2 dias úteis).
Escolha o método que preferir de acordo com o limite e o prazo indicados em cada opção.
A Polymarket oferece dois caminhos para adicionar saldo — em cripto, com o USDC creditado 1:1, ou em dinheiro tradicional —, e escolher um deles é o que deixa a conta pronta para operar.
- ☐ Você abriu a página de cadastro pelo link de indicação? (É normal que, logo depois, o código desapareça da URL e o campo “Referral Code (Optional)” fique vazio — a indicação continua vinculada.)
- ☐ Conclua o cadastro no mesmo navegador em que você abriu o link. (Digitar chainhelm no campo “Referral Code (Optional)” funciona igualmente bem — confirmamos as duas formas.)
O que é a Polymarket?
O que é a Polymarket e como funciona o mercado de previsão
A Polymarket nasceu em junho de 2020, em Nova York, criada por Shayne Coplan (então com 22 anos), que redirecionou um projeto anterior de DeFi (a Union Market) durante a pandemia de COVID-19. O que ela é hoje: um exchange de contratos de eventos on-chain e não custodial, construído sobre a rede Polygon, que se autodescreve como “o maior mercado de previsão do mundo”.
Na prática, você negocia contratos de evento em vez de moedas. Cada mercado é uma pergunta de sim ou não, e os tokens de resultado — tokens ERC1155 emitidos sob um Conditional Token Framework — são liquidados em US$ 1 quando o evento se resolve. A negociação usa um livro de ofertas central (CLOB) com liquidação on-chain, e os temas vão de política, esportes e cripto a finanças, geopolítica, cultura, tecnologia e IA, clima, economia e e-sports. Há também um produto de Perps, cujo colateral é o pUSD — um wrapper ERC-20 que representa um direito de 1:1 sobre USDC na Polygon.
A escala ajuda a entender por que a plataforma domina a categoria. O volume mensal dos mercados de previsão saltou de cerca de US$ 1,2 bilhão por mês em 2025 para a faixa de US$ 10 a 20 bilhões por mês no primeiro semestre de 2026 — um salto de uma ordem de grandeza.
Por ser não custodial — cada usuário opera a partir de uma proxy wallet própria na Polygon —, a Polymarket não publica um número oficial de usuários registrados; o indicador que ela reporta é o de carteiras ativas, que mais que triplicaram em seis meses até o início de 2026. Para o leitor, a leitura é direta: é fundo de mercado real, não um projeto de nicho.
As duas entidades da Polymarket e a trajetória de crescimento
A sede operacional fica em Manhattan, mas a plataforma internacional tem domicílio legal no Panamá, sob a Adventure One QSS Inc. — e uma reportagem da NPR (maio de 2026) apurou que o endereço panamenho informado não pôde ser localizado fisicamente. Mais importante para o leitor: existem duas entidades distintas. De um lado, a plataforma global polymarket.com, offshore, que bloqueia residentes dos EUA; de outro, a Polymarket US (QCX LLC, que opera como Polymarket US), um mercado de contratos designado (DCM) regulado pela CFTC e lançado em dezembro de 2025. O código de indicação da chainhelm pertence à plataforma global offshore e não se aplica à Polymarket US.
Do lado do capital e das aquisições, os marcos se concentram em pouco mais de um ano:
Em resumo, é uma empresa que, em pouco mais de um ano, saiu de uma investigação federal para comprar uma licença e atrair um grande investidor do mercado tradicional — sem que nada disso altere o ponto que mais importa aqui: a versão que o leitor no Brasil encontraria é a global offshore, e é dela que este guia trata.
Taxas da Polymarket: o que você realmente paga
Taxas de negociação no mercado de previsão e nos Perps
No mercado de previsão, quem coloca ordem no livro (maker) nunca paga taxa: o maker é sempre zero. Quem tira liquidez do livro (taker) paga uma taxa que varia por categoria, calculada pela fórmula taxa = C × feeRate × p × (1 − p) — simétrica em torno de 50% de probabilidade, ponto em que ela é máxima, com cobrança mínima de 0,00001 USDC.
O feeRate é um coeficiente dentro dessa fórmula, não uma porcentagem fixa aplicada ao valor negociado. Ele muda conforme a categoria do mercado (valores de 10/07/2026):
- Cripto
- feeRate 0,07
- Economia, cultura, clima e outros
- feeRate 0,05
- Finanças, política, tecnologia e Mentions
- feeRate 0,04
- Esportes
- feeRate 0,03
- Geopolítica
- feeRate 0
Os Perps da Polymarket seguem outra lógica, com taxas fixas: maker de −0,00005 (−0,5 ponto-base, ou seja, o maker recebe) e taker de 0,0002 (2 pontos-base), com taxa = abs(preço × quantidade) × alíquota, em pUSD; não há uma escada de níveis por volume publicada. Vale um lembrete histórico: por muito tempo a Polymarket não cobrou nenhuma taxa de negociação — tanto a taxa de taker por categoria quanto as alíquotas de maker/taker dos Perps refletem uma mudança de 2025-2026.
Custos de depósito e saque e a ausência de token nativo
Além das taxas de negociação, o custo de mover dinheiro é modesto e pouco documentado. A Polymarket não publica uma tabela explícita de taxas de depósito, bridge ou saque além dos mínimos por rede — o que se paga, na prática, é o gás da rede de origem. Os depósitos mínimos por rede ficam em torno de US$ 2 na Polygon e na maioria das redes EVM, cerca de US$ 7 no Ethereum e cerca de US$ 9 em Bitcoin e Tron, com um mínimo geral de US$ 2. No saque, o pUSD é reconvertido (unwrap) em USDC por um contrato de off-ramp.
Um ponto que costuma gerar confusão merece ficar explícito: não existe token nativo que reduza as taxas.
Como a Polymarket se compara com outros mercados de previsão
Os principais concorrentes (Kalshi e outros) e o diferencial da Polymarket
O concorrente mais direto é a Kalshi (KalshiEX LLC), um mercado de contratos designado (DCM) regulado pela CFTC nos EUA — exatamente o nível de supervisão que falta à plataforma global polymarket.com — avaliada em cerca de US$ 11 bilhões.
Polymarket (global)
Kalshi
Fora esse par, a pesquisa regional traz outros nomes recorrentes: a Manifold Markets (com a moeda de brincadeira Mana, não resgatável e sem taxa de negociação), o Metaculus (previsão), o PredictIt e o ForecastEx da Robinhood / Interactive Brokers (contratos de evento regulados nos EUA). Para o leitor no Brasil, o nome mais familiar é a B3 Contratos de Eventos — contratos de evento listados na própria bolsa brasileira. O que separa a Polymarket desse grupo não é o tema, e sim a combinação de escala e estrutura: um livro de ofertas on-chain operando na casa dos bilhões por mês.
Quando outro mercado é mais indicado e para quem a Polymarket serve
Nenhuma plataforma serve a todos, e há situações claras em que outra opção é mais indicada. Quem mora nos EUA e quer um ambiente totalmente regulado no país não usa a versão global (ela bloqueia residentes dos EUA), e sim a Polymarket US ou a Kalshi. Quem está em uma jurisdição bloqueada precisa de um local licenciado no próprio país — e o leitor no Brasil se encaixa aqui, com o detalhamento da situação brasileira reservado para o capítulo sobre disponibilidade. E quem procura negociação convencional de cripto à vista ou de derivativos, staking ou produtos de rendimento não vai encontrar isso na Polymarket, que não lista pares de moedas nem oferece produtos de earn.
A Polymarket serve a quem quer negociar a probabilidade de eventos — não a quem procura uma corretora de cripto ou um ambiente regulado no próprio país.quando outra opção é mais indicada
O panorama regulatório global da Polymarket (no nível da plataforma)
A virada regulatória nos EUA e as licenças obtidas
No nível da plataforma, o mapa regulatório da Polymarket é, antes de tudo, uma história americana. Nos EUA, a empresa opera um mercado de contratos designado (DCM) para contratos de evento por meio da QCX LLC (que atua como Polymarket US), sob uma Ordem de Designação alterada (novembro de 2025) que habilitou o acesso intermediado ao mercado americano — enquanto a plataforma global polymarket.com segue offshore e sem registro para residentes dos EUA.
◆ ◇ ◆
Nem sempre foi assim. Os EUA foram uma saída forçada: pelo acordo com a CFTC de janeiro de 2022 (multa de US$ 1,4 milhão), a Polymarket bloqueou clientes americanos e encerrou os mercados não conformes, operando offshore até a reentrada via QCX/CFTC em 2025. É essa virada — de saída forçada a reentrada regulada — o episódio central do panorama.
Regiões excluídas e jurisdições em modo close-only
Fora dos EUA, o mapa se divide em camadas de restrição, do bloqueio total ao modo close-only.
O Brasil aparece nesse mapa mundial, na lista de regiões excluídas — mas o que isso significa para o leitor brasileiro, com a base legal e as datas, é tratado à parte no próximo capítulo, para não contar a mesma coisa duas vezes.
A direção da resposta regulatória e a entidade dos EUA
A direção geral é de formalização sob escrutínio, com sinais contraditórios. Partindo de uma postura offshore e banida nos EUA, a Polymarket passou pelas investigações do DOJ e da CFTC (julho de 2025), comprou um DCM licenciado pela CFTC, obteve a Ordem de Designação alterada (novembro de 2025) e relançou um aplicativo regulado nos EUA (dezembro de 2025), com o apoio da ICE. O contrapeso é uma nova investigação da CFTC em 2026 sobre alegações de publicidade enganosa, somada à pressão do Congresso.
Nesse mesmo panorama cabe registrar que a própria Polymarket mantém uma entidade regulada nos EUA — a Polymarket US (QCX LLC) —, mas isso é um fato sobre a versão americana da plataforma, e não um caminho sugerido ao leitor brasileiro; a disponibilidade país a país fica para o próximo capítulo.
Brasil: a Polymarket está disponível?
Residentes no Brasil não conseguem usar a Polymarket hoje (bloqueio em camadas — CMN, SPA, Anatel e close-only)
Se você chegou aqui procurando o “código de indicação”, a resposta honesta precisa vir antes de qualquer passo a passo: hoje, a partir do Brasil, a plataforma global da Polymarket não está disponível. O código existe e funciona (pelo link ou digitado à mão, como mostramos no início) — mas isso é uma coisa; conseguir usar a plataforma a partir do Brasil é outra, e é aqui que as duas realidades se encontram.
A indisponibilidade não vem de um único motivo, e sim de camadas que se somam (situação de 12/07/2026):
- Resolução CMN 5.298/2026
- o Conselho Monetário Nacional fechou o enquadramento da atividade no país.
- SPA — Secretaria de Prêmios e Apostas
- classifica a plataforma como aposta sem licença.
- Anatel
- determinou o bloqueio de acesso pelos provedores de internet.
- Polymarket (close-only)
- desde cerca de 07/07/2026, a própria plataforma restringiu o Brasil ao modo close-only: dá para encerrar posições existentes, mas não abrir novas.
Ou seja, o bloqueio se apoia tanto em decisões das autoridades brasileiras quanto em uma restrição imposta pela própria Polymarket. Este guia não indica formas de contornar esse bloqueio — a intenção aqui é informar, não driblar a regra.
Para quem quer entender o que existe de forma regulada no Brasil, há alguns instrumentos adjacentes, que vale citar como informação e não como substitutos equivalentes da Polymarket: os Contratos de Eventos da B3 (listados na bolsa brasileira), a Kalshi (acessível via XP International) e as casas de aposta licenciadas pela SPA. A escolha, se houver, é do leitor; o ponto deste capítulo é deixar claro o que é possível de forma legal.
Uma observação de método: diferentemente de países onde há registro de usuários processados, não há neste material notícia de usuários no Brasil respondendo criminalmente pelo uso da Polymarket. Por isso, a situação brasileira é apresentada como proibição no nível da plataforma, somada ao bloqueio de acesso e ao close-only da própria empresa — sem inventar um risco criminal individual que os dados não sustentam. Para qualquer decisão, o caminho é confirmar a situação atual junto aos canais oficiais e às autoridades.
Os riscos a considerar antes de usar a Polymarket
Riscos de resolução pelo oráculo e de custódia (incluindo o ataque de junho de 2026)
O maior risco sistêmico da Polymarket está em como os mercados se resolvem. A liquidação usa o Optimistic Oracle da UMA: propostas baseadas em caução, uma janela de contestação de cerca de duas horas e, em caso de disputa, escalada para o voto dos detentores do token DVM da UMA. O problema é que esse desenho pode falhar.
Em março de 2025, um mercado de cerca de US$ 7 milhões sobre um suposto “acordo de minerais da Ucrânia” foi resolvido como “Sim” mesmo sem acordo, depois que um único grande detentor de UMA lançou cerca de 5 milhões de UMA (cerca de 25% do voto da disputa). A Polymarket reconheceu que a UMA chegou a um resultado incorreto, mas recusou reembolsos — e uma análise do Wall Street Journal apontou que mercados em disputa costumam ser decididos por poucas carteiras grandes de UMA, algumas com interesse financeiro no resultado.
Do lado da custódia, o modelo é não custodial: os fundos ficam em proxy wallets por usuário na Polygon, e o pUSD é lastreado 1:1 em USDC on-chain, com o lastro garantido por contrato inteligente — mas sem uma empresa terceira de atestação de Proof-of-Reserves. Não há fundo permanente de proteção ou seguro ao usuário (nada como um fundo tipo SAFU), nem apólice de seguro de carteira.
Investigação regulatória em curso e riscos de bloqueio e de token
No plano regulatório, há uma investigação aberta. Em 26/06/2026, a CFTC iniciou uma apuração “em curso e ampla” (noticiada primeiro pelo Wall Street Journal) sobre alegações de publicidade enganosa: dos 1.105 vídeos promocionais revisados, cerca de 70% mostravam operações simuladas e cerca de US$ 1,9 milhão em apostas fabricadas (incluindo cerca de US$ 900 mil em ganhos falsos); criadores pagos teriam sido instruídos a não revelar o patrocínio, e dois senadores americanos pediram uma investigação federal. Até a data da pesquisa, não havia acusações formais nem conclusões.
Há ainda o risco de o acesso ser retirado ou reduzido. A lista de regiões excluídas ou em close-only cresceu ao longo de 2026 (com a adição de JP, AU, IN, VN, ID, AR, CO e BR, entre outros), de modo que uma jurisdição hoje utilizável pode ser bloqueada ou reclassificada, deixando eventuais posições em aberto no modo close-only. O próprio Brasil foi um dos casos dessa expansão em 2026 — o que conversa com o capítulo anterior, aqui visto como parte do perfil de risco da plataforma.
Por fim, uma ressalva sobre token: a posição oficial da Polymarket é que nenhum airdrop ou evento de geração de token foi anunciado. Um token POLY / airdrop é amplamente rumorado, mas qualquer menção precisa vir acompanhada do carimbo de oficialmente não anunciado — e não é motivo para alimentar expectativa de airdrop.