— Conteúdo 11 seções
  1. 01 O código de indicação da GRVT “L63XFCG” ainda está ativo?
  2. 02 Passo a passo do cadastro na GRVT com o código de indicação
  3. 03 O que fazer após se conectar à GRVT
  4. 04 O código de indicação da GRVT não pode ser adicionado após o cadastro
  5. 05 As temporadas de pontos fecharam no TGE: o que ficou valendo na GRVT
  6. 06 A GRVT por dentro: chain própria, livro de ordens fora da blockchain e o que custa operar
  7. 07 Onde a GRVT aparece entre os perpétuos: 5ª em contratos em aberto, 7ª em volume
  8. 08 Quem a GRVT barra, como aplica a barreira e o que sustenta a licença de Bermudas
  9. 09 GRVT no Brasil: plataforma aberta e sem autorização da CVM
  10. 10 Os riscos próprios da GRVT: dados fora da cadeia, atualização sem espera e liquidação total
  11. 11 Código ativo, aplicação única e uma plataforma sem autorização no Brasil

O código de indicação exclusivo da chainhelm para a GRVT é .

Em 2026-08-10, conectamos na prática uma nova carteira e confirmamos que o código de indicação é aplicado.

O código de indicação é aplicado uma única vez, na primeira conexão da carteira — depois disso, não vale mais.

Neste artigo, explicamos o passo a passo do cadastro (conexão da carteira) com o código de indicação da GRVT, além das características da GRVT, da disponibilidade no Brasil e dos riscos a considerar — com a conexão e a aplicação do código verificadas na prática pela equipe editorial da chainhelm.

O código de indicação da GRVT “L63XFCG” ainda está ativo?

A equipe editorial da chainhelm conectou-se à GRVT com uma nova carteira em 2026-08-10 e confirmou que o código de indicação “L63XFCG” ainda está ativo.

Esta é a tela real capturada durante a verificação.

— Figura 1
Código de convite aplicado
2026-08-10
Código de convite aplicado
A tela "GET THE MAXIMUM APY" mostra o código "L63XFCG" preenchido no campo, o indicador de "11.00%" em "Your interest rate" acima e o botão "Confirm" abaixo. Fonte: Editorial da chainhelm

A tela exibe o campo de convite preenchido com “L63XFCG”, o que confirma que o código de indicação ficou guardado ao acessar pelo link e será aplicado quando você conectar a carteira.

Um detalhe da captura pede contexto: o indicador de “11.00%” em “Your interest rate” é do regime do Earn on Equity que vigorava na data da imagem e foi substituído em 2026-08-11 — desde então, o padrão do programa é 3,5% ao ano.

A chainhelm verifica continuamente a validade do código e confirma que ele permanece utilizável.

O código chega até a conta por dois caminhos, e os dois estão documentados. O link de indicação carrega o código sozinho para o campo de convite, e esse mesmo campo aceita digitação manual no momento da conexão. Foi na tela final, “GET THE MAXIMUM APY”, que a nossa verificação registrou a aplicação.

Depois que o cadastro termina, não existe nenhuma tela que mostre o código aplicado. A confirmação existe só naquele instante e some em seguida. Voltamos a esse ponto mais adiante, porque é ele que torna o momento da conexão irrepetível.

Passo a passo do cadastro na GRVT com o código de indicação

Explicamos o processo de conexão separadamente para PC/navegador e para smartphone (celular).

Passo a passo da conexão no PC/navegador

  1. Primeiro, abra a página oficial da GRVT (o link já aplica o código de indicação). Ao abri-la, você verá uma tela como a mostrada abaixo.

2. Escolha como criar a conta

— Figura 2
Tela de cadastro da GRVT
2026-08-10
Tela de cadastro da GRVT
A tela "SIGN UP TO GRVT" traz o campo de e-mail vazio, os três botões de login social e a lista de carteiras, com o aviso dos "Terms and Conditions" no rodapé. Fonte: Editorial da chainhelm

Na tela “SIGN UP TO GRVT”, aberta pelo link de convite, clique na sua carteira na lista abaixo de “or continue with wallets” — “MetaMask”, “Binance Wallet”, “Rabby Wallet”, “Phantom”, “Coinbase Wallet” ou “More wallets with WalletConnect”. Neste guia seguimos com a “Rabby Wallet”.

Se preferir começar sem carteira, digite seu e-mail no campo “Enter email address” e clique em “Continue”, ou use as opções de login com Google, Apple e passkey logo abaixo do botão. Ao prosseguir por qualquer caminho, você aceita os “Terms and Conditions” indicados no rodapé do formulário.

3. Aprove a conexão da carteira

— Figura 3
Pedido de conexão
2026-08-10
Pedido de conexão
A janela "Connect to Dapp" da carteira exibe o endereço do site grvt.io, a rede Arbitrum e a conta escolhida em "Connect Address", com os botões "Connect" e "Cancel". Fonte: Editorial da chainhelm

Na janela “Connect to Dapp” que a carteira abre, confira que o site é https://grvt.io, que a rede indicada no alto é “Arbitrum” e que o endereço em “Connect Address” é o que você quer usar, e então clique em “Connect”.

Se algum desses dados não corresponder ao esperado, clique em “Cancel” e recomece a conexão pelo site.

4. Cadastre seu e-mail

— Figura 4
Vinculação do e-mail
2026-08-10
Vinculação do e-mail
A tela "STAY IN THE LOOP" mostra o campo já preenchido com o endereço de e-mail e o botão "Confirm" logo abaixo. Fonte: Editorial da chainhelm

Na tela “STAY IN THE LOOP”, digite no campo de e-mail o endereço que você quer vincular à conta e clique em “Confirm”.

Revise o endereço preenchido antes de confirmar: é para ele que a GRVT envia os avisos da conta e o código de verificação do passo seguinte.

5. Pegue o código no e-mail

— Figura 5
E-mail com o código
2026-08-10
E-mail com o código
A mensagem "Your login code for GRVT" mostra o código de seis dígitos em destaque e, abaixo dele, o aviso de validade de 10 minutos. Fonte: Editorial da chainhelm

Abra a caixa de entrada do endereço cadastrado e localize a mensagem “Your login code for GRVT”: o código de seis dígitos aparece em destaque abaixo de “Your code is”.

Copie o código assim que abrir a mensagem, porque o próprio e-mail avisa que ele vale por 10 minutos e não deve ser compartilhado com ninguém.

6. Digite o código de verificação

— Figura 6
Campo do código
2026-08-10
Campo do código
Na tela "Enter code", os seis campos aparecem preenchidos e o link "Resend code" exibe a contagem regressiva acima do botão "Confirm". Fonte: Editorial da chainhelm

Na tela “Enter code”, preencha os seis campos com o código recebido e clique em “Confirm” para validar o e-mail.

Se a mensagem não chegar, use o link “Resend code”, ao lado de “Didn’t receive the code?” — ele libera um novo envio quando a contagem regressiva exibida nele termina.

7. Assine a criação da conta

— Figura 7
Assinatura da conta
2026-08-10
Assinatura da conta
A janela da carteira exibe o conteúdo de "Sign Typed Data" com os dados da conta, a rede Arbitrum em "Chain" e os botões "Sign" e "Cancel". Fonte: Editorial da chainhelm

Quando a carteira abrir o pedido “Sign Typed Data”, confira que “Chain” está em “Arbitrum” e clique em “Sign” para autorizar a criação da conta.

Enquanto a assinatura não é confirmada, a página da GRVT fica em espera com “JUST A MOMENT” e “Waiting for Wallet”; ela avança sozinha assim que a carteira responde.

8. Se o pedido de assinatura não aparecer

— Figura 8
Carteira não abriu
2026-08-10
Carteira não abriu
A tela "WALLET DIDN'T POP UP?" lista os dois passos de verificação, numerados 1 e 2, com o botão "Try again" abaixo deles. Fonte: Editorial da chainhelm

Se a janela da carteira não abrir, a GRVT mostra a tela “WALLET DIDN’T POP UP?”: abra a extensão da carteira no navegador e assine manualmente as mensagens que ficaram pendentes, como indica “Check for pending signatures”.

Confirme também, em “Confirm your wallet address”, que a carteira conectada é a mesma da sua Signing SecureKey e clique em “Try again” para voltar à espera da assinatura.

9. Assine a chave de sessão

— Figura 9
Chave de sessão
2026-08-10
Chave de sessão
A janela "Sign Typed Data" exibe os campos "sessionKey" e "keyExpiry", a rede Arbitrum em "Chain" e os botões "Sign" e "Cancel". Fonte: Editorial da chainhelm

No segundo pedido “Sign Typed Data”, confira os campos “sessionKey” e “keyExpiry”, que definem a chave de sessão e o prazo de validade dela, e clique em “Sign”.

A rede continua indicada como “Arbitrum” e, com essa assinatura confirmada, o cadastro segue adiante no navegador.

10. Confirme o código de convite

— Figura 10
Código de convite aplicado
2026-08-10
Código de convite aplicado
A tela "GET THE MAXIMUM APY" mostra o código "L63XFCG" preenchido no campo, o indicador de "11.00%" em "Your interest rate" acima e o botão "Confirm" abaixo. Fonte: Editorial da chainhelm

Na tela “GET THE MAXIMUM APY”, confira o código de convite que o link já deixou preenchido no campo — “L63XFCG” — e clique em “Confirm” para aplicá-lo à conta.

Confirmado o código, o convite fica registrado e o cadastro está concluído.

Passo a passo da conexão no smartphone (iOS / Android)

  1. Primeiro, abra a página oficial da GRVT no navegador do celular ou no navegador integrado do aplicativo de carteira (o link já aplica o código de indicação). Ao abri-la, você verá uma tela como a mostrada abaixo.

2. Escolha como criar a conta

— Figura 2
Cadastro no celular
2026-08-10
Cadastro no celular
Na tela "SIGN UP TO GRVT" do celular, o campo de e-mail aparece vazio e a lista de carteiras ocupa a parte de baixo, acima do aviso dos "Terms and Conditions". Fonte: Editorial da chainhelm

Na tela “SIGN UP TO GRVT”, aberta pelo link de convite, toque na sua carteira na lista abaixo de “or continue with wallets” — “MetaMask”, “Binance Wallet”, “Rabby Wallet”, “Phantom”, “Coinbase Wallet” ou “More wallets with WalletConnect”. Neste guia seguimos com a “Rabby Wallet”.

Se preferir começar sem carteira, digite seu e-mail no campo “Enter email address” e toque em “Continue”, ou use as opções de login com Google, Apple e passkey logo abaixo do botão. Ao prosseguir por qualquer caminho, você aceita os “Terms and Conditions” indicados no rodapé do formulário.

3. Cadastre seu e-mail

— Figura 3
E-mail da conta
2026-08-10
E-mail da conta
Na tela "STAY IN THE LOOP" do celular, o endereço preenchido aparece no campo e o botão "Confirm" ocupa a largura da tela. Fonte: Editorial da chainhelm

Na tela “STAY IN THE LOOP”, digite no campo de e-mail o endereço que você quer vincular à conta e toque em “Confirm”.

Revise o endereço preenchido antes de confirmar: é para ele que a GRVT envia os avisos da conta e o código de verificação do passo seguinte.

4. Pegue o código no e-mail

— Figura 4
Código no celular
2026-08-10
Código no celular
No celular, a mensagem "Your login code for GRVT" aparece aberta com o código de seis dígitos em destaque e o aviso de validade de 10 minutos. Fonte: Editorial da chainhelm

No celular, abra a caixa de entrada do endereço cadastrado e toque na mensagem “Your login code for GRVT”: o código de seis dígitos aparece em destaque abaixo de “Your code is”.

Copie o código já nessa tela, porque o próprio e-mail avisa que ele vale por 10 minutos e não deve ser compartilhado com ninguém.

5. Digite o código de verificação

— Figura 5
Código no cadastro
2026-08-10
Código no cadastro
No celular, a tela "Enter code" mostra os seis campos preenchidos, a contagem regressiva de "Resend code" e o botão "Confirm". Fonte: Editorial da chainhelm

Na tela “Enter code”, preencha os seis campos com o código recebido e toque em “Confirm” para validar o e-mail.

Se a mensagem não chegar, use o link “Resend code”, ao lado de “Didn’t receive the code?” — ele libera um novo envio quando a contagem regressiva exibida nele termina.

6. Assine a criação da conta

— Figura 6
Espera da carteira
2026-08-10
Espera da carteira
A tela "JUST A MOMENT" mostra "Waiting for Wallet" e a barra com as três etapas do processo enquanto a assinatura é confirmada. Fonte: Editorial da chainhelm

Abra o app da carteira quando o pedido “Sign Typed Data” chegar, confira que a rede é “Arbitrum” e toque em “Sign” para autorizar a criação da conta.

Ao voltar para a GRVT, a tela “JUST A MOMENT” indica “Waiting for Wallet” até a assinatura ser confirmada.

7. Se o pedido de assinatura não aparecer

— Figura 7
Assinatura não chegou
2026-08-10
Assinatura não chegou
No celular, a tela "WALLET DIDN'T POP UP?" traz os dois passos de verificação empilhados e o botão "Try again" no fim da tela. Fonte: Editorial da chainhelm

Se o app da carteira não abrir sozinho, a GRVT mostra a tela “WALLET DIDN’T POP UP?”: abra a carteira e assine manualmente as mensagens que ficaram pendentes, como indica “Check for pending signatures”.

Confirme também, em “Confirm your wallet address”, que a carteira conectada é a mesma da sua Signing SecureKey e toque em “Try again” para voltar à espera da assinatura.

8. Confirme o código de convite

— Figura 8
Convite no celular
2026-08-10
Convite no celular
No celular, a tela "GET THE MAXIMUM APY" mostra o indicador de "11.00%" em "Your interest rate", o campo com "L63XFCG" e o botão "Confirm". Fonte: Editorial da chainhelm

Na tela “GET THE MAXIMUM APY”, confira o código de convite que o link já deixou preenchido no campo — “L63XFCG” — e toque em “Confirm” para aplicá-lo à conta.

Confirmado o código, o convite fica registrado e o cadastro está concluído.

O que fazer após se conectar à GRVT

Explicamos o depósito separadamente para PC/navegador e para smartphone (celular).

Depósito no PC/navegador

— Figura 1
Endereço de depósito
2026-08-10
Endereço de depósito
Com o cartão "Via exchange" ativo, a tela "Deposit" traz o QR code e o endereço ocultos nesta captura, o botão "Copy address" e os seletores "Arbitrum One" e "USDT". Fonte: Editorial da chainhelm

Na tela “Deposit”, mantenha o cartão “Via exchange” selecionado e clique em “Copy address” para copiar o endereço de depósito exibido junto ao QR code (ocultos nesta captura). Esse é o destino do envio feito a partir de outra corretora ou app.

Antes de enviar, confirme que “Deposit via” está em “Arbitrum One” e “Deposit in” em “USDT”: a mesma tela indica chegada normalmente em 5 minutos e limites de “0.5 USDT” a “10,000,000 USDT” por transação.

— Figura 2
Escolha da carteira
2026-08-10
Escolha da carteira
Aberta por cima da tela de depósito com "Via connected wallet" selecionado, a janela "Choose a wallet" lista as seis opções de conexão e o aviso sobre o WalletConnect. Fonte: Editorial da chainhelm

Para depositar direto da carteira, abra o cartão “Via connected wallet” e escolha a sua carteira na janela “Choose a wallet” — “MetaMask”, “Binance Wallet”, “Rabby Wallet”, “Phantom”, “Coinbase Wallet” ou “More wallets with WalletConnect”.

Se a sua carteira não estiver entre as listadas, o aviso ao pé da janela lembra que o WalletConnect cobre mais de 50 opções.

Depósito no smartphone (iOS / Android)

— Figura 1
Depósito no celular
2026-08-10
Depósito no celular
No celular, a aba "Deposit" mostra o cartão "Via exchange" ativo, o endereço e o QR code ocultos nesta captura e, abaixo, os seletores "Arbitrum One" e "USDT". Fonte: Editorial da chainhelm

Na tela “Deposit”, mantenha o cartão “Via exchange” selecionado e toque em “Copy address” para copiar o endereço de depósito exibido junto ao QR code (ocultos nesta captura). Esse é o destino do envio feito a partir de outra corretora ou app.

Logo abaixo, confirme “Deposit via” em “Arbitrum One” e “Deposit in” em “USDT”; role a tela para ver o prazo de chegada, normalmente em 5 minutos, e os limites de “0.5 USDT” a “10,000,000 USDT” por transação.

— Figura 2
Carteiras disponíveis
2026-08-10
Carteiras disponíveis
No celular, o painel "Choose a wallet" aparece por cima da tela de depósito com as seis opções de carteira e o aviso sobre o WalletConnect no fim. Fonte: Editorial da chainhelm

Para depositar direto da carteira, abra o cartão “Via connected wallet” e toque na sua carteira no painel “Choose a wallet” — “MetaMask”, “Binance Wallet”, “Rabby Wallet”, “Phantom”, “Coinbase Wallet” ou “More wallets with WalletConnect”.

Se a sua carteira não estiver entre as listadas, o aviso ao pé do painel lembra que o WalletConnect cobre mais de 50 opções.

Feito o depósito por transferência de outra corretora ou direto pela carteira conectada, sempre com “Arbitrum One” e “USDT” selecionados na tela, basta aguardar a entrada do saldo para começar a operar na GRVT.

O código de indicação da GRVT não pode ser adicionado após o cadastro

O código de indicação só pode ser aplicado uma única vez: na primeira conexão da carteira.

Se você concluir a conexão sem aplicar o código, não existe forma de vincular a indicação a essa mesma carteira depois — para aplicá-lo, seria preciso refazer a conexão com uma nova carteira.

  • O código de indicação L63XFCG está preenchido no campo de convite da última tela do cadastro, “GET THE MAXIMUM APY”? (o link preenche o campo automaticamente — confira o conteúdo antes de tocar em “Confirm”)
  • O único lugar onde a aplicação fica visível é esse campo de convite da última tela. Como não há tela para consultar depois do cadastro, confira enquanto ela estiver aberta

Se o campo não vier preenchido, ainda há saída no mesmo momento: o campo de convite aceita digitação manual. Quem não vir “L63XFCG” no lugar pode digitar o código ali, antes de confirmar.

Vale insistir no porquê: a superfície de verificação é passageira por natureza. Depois de “Confirm”, não sobra do lado de quem foi indicado nenhum registro consultável — por isso a conferência precisa ser feita com a tela ainda aberta, e não depois.

As temporadas de pontos fecharam no TGE: o que ficou valendo na GRVT

O estado do programa: duas temporadas encerradas e nenhuma sucessora anunciada

Se você chegou até aqui atrás de pontos ou de airdrop, a resposta curta é que essa fase da GRVT está encerrada. A Season 1.0 fechou em 2025-09-22 e a Season 2.0 desembocou no evento de geração do token, o TGE, em 2026-07-30. Até 2026-08-09, nenhuma temporada sucessora tinha sido anunciada.

O portal de recompensas continua no ar — é por ele que saem os saques do airdrop e que funcionam os programas em vigor —, mas o acúmulo de pontos por temporada acabou.

As regras que valeram: como os pontos eram emitidos e o que contava

Foram duas temporadas, com desenhos diferentes. A 1.0 distribuía Trader Points, Ecosystem Points e LP Points, com bônus por badge ao longo de epochs. A 2.0 emitia pontos toda terça-feira, e a emissão semanal crescia conforme o volume da exchange: algo perto de 100 mil pontos com 2 bilhões de USD de volume semanal e cerca de 125 mil com 4 bilhões de USD. Quando o TGE foi adiado, a alocação da Season 2 subiu de 12% para 18% do supply.

O peso de cada atividade na Season 2 era declarado: volume de negociação 50%, contratos em aberto 15%, atividade de indicação direta 20%, provisão de liquidez 5%, liquidações 5% e TVL parado na conta ou em Strategies 5%. Altcoins contavam em dobro — 1.000 USD de volume em altcoin valiam 2.000 USD de par principal. E só a atividade em perpétuos gerava pontos: operações de spot ficavam de fora. Tudo isso está no passado, inclusive o peso da indicação: nada dessa mecânica tem efeito hoje.

O airdrop do TGE: 280 milhões de GRVT, prazo de registro e regra de perda

O TGE aconteceu em 2026-07-30, às 13:00 UTC. Os números da distribuição estão abaixo, e o que ainda tem consequência prática vem logo depois deles.

280.000.000GRVT no pool comunitário28% do supply fixo de 1.000.000.000
100M / 180MDivisão do poolSeason 1 / Season 2
444.700.000Shares pós-multiplicadorsoma de todos os participantes
40%Liberado no TGEe 20% nos meses 4, 8 e 12

Registrar-se e aceitar os termos dentro da janela de registro era obrigatório, sob pena de perder a alocação. E aqui as próprias páginas oficiais não batem: das três páginas do help center que tratam do assunto, uma indica 2026-07-27 como prazo e duas indicam 2026-08-06. A GRVT não conciliou as versões publicamente, então o prazo segue em aberto nas fontes oficiais.

A distribuição só é feita para carteira auto-custodiada — conta GRVT, BSC ou Ethereum. Endereço de depósito de corretora centralizada não serve. Cada parcela liberada tem janela de saque de 30 dias e, passada a janela, aquela parcela não pode mais ser sacada, sem exceção.

A empresa também registrou a própria posição sobre o processo: disse ter revisado contas e ajustado a liberação onde os padrões sugeriam atividade desenhada para maximizar a alocação, e afirmou que a regra de perda por falta de registro vale igualmente para todos os usuários e não comporta exceção.

O que ficou no lugar: níveis por travamento do token e rendimento sobre o saldo

A estrutura de recompensa hoje é outra: o programa de membership. Travar GRVT dá um nível, e o nível melhora a faixa de taxas aplicada tanto em perpétuos quanto em spot, além de liberar uma parcela do cofre GLP.

Basic
1 GRVT travado, por no mínimo 1 semana. Leva à faixa 1 de taxas e não dá acesso ao GLP.
Silver
2.500 GRVT, por 1 mês. Faixa 2 de taxas e 25% de acesso ao GLP.
Gold
10.000 GRVT, por 3 meses. Faixa 3 de taxas e 50% de acesso ao GLP.
Platinum
50.000 GRVT, por 6 meses. Faixa 4 de taxas e 100% de acesso ao GLP.

As regras do programa são estritas: uma assinatura ativa por conta, sem resgate antecipado, com o upgrade reiniciando o período de travamento e 7 dias de carência depois do destravamento.

Ao lado disso existe o Earn on Equity, que paga juros sobre saldos em stablecoin que também servem de margem. Desde 2026-08-11 são 3,5% ao ano por padrão, sem precisar ativar nada e sem teto de saldo. O rendimento não é produzido pela GRVT: vem de protocolos externos, como a Aave, e de instrumentos de crédito de curto prazo. E a própria GRVT declara que o risco de perda do principal é do usuário — falha de contrato, exploit, insolvência e depeg.

A GRVT por dentro: chain própria, livro de ordens fora da blockchain e o que custa operar

A origem: fundadores, capital levantado e a empresa com quem você fecha contrato

A empresa foi cofundada em 2022 por Hong Yea, que passou mais de uma década em finanças tradicionais e foi executive director no Goldman Sachs e trader no Credit Suisse; Aaron Ong, ex-tech lead na Meta, que trabalhou com frameworks de privacidade de dados; e Matthew Quek, que liderou blockchain e pagamentos no DBS, em Singapura. A mainnet alpha abriu para todos em 2024-12-20 e os perpétuos estão em produção desde dezembro de 2024. Pelos padrões do setor, é uma plataforma jovem.

Na captação de recursos, a empresa declara 34 milhões de USD acumulados a um valuation de 540 milhões de USD, dos quais 19 milhões vieram da Série A fechada em 2025-09-18, co-liderada por ZKsync, Further Ventures, EigenCloud e 500 Global. Os dois números não se contradizem — um é acumulado, o outro é uma rodada —, mas não foi localizada confirmação auditada nem de registro público para nenhum dos dois.

O ponto que as fontes públicas deixam em aberto é outro, e é o que mais pesa: com qual empresa, afinal, o usuário fecha contrato. A licença de Bermudas está com a GRVT International Limited. A CoinGecko lista as Ilhas Virgens Britânicas como país da operação. E o User Agreement em vigor nomeia a Albatross Group Overseas S.A., do Panamá, como a única empresa operadora. É a informação mais recente e mais específica das três, e é ela que define a contraparte: a empresa panamenha é quem responde pelos direitos, pelas obrigações e por qualquer reparação ao usuário. Guarde esse nome, porque ele volta mais adiante, quando o assunto for o Brasil.

A infraestrutura: chain própria em validium e livro de ordens fora da blockchain

A GRVT não roda em cima de uma blockchain de terceiros: ela tem a sua própria, feita sob medida com o ZK Stack da ZKsync. É uma L2, isto é, uma rede que processa as transações por conta própria e depois entrega à Ethereum uma prova matemática de que tudo o que processou é válido. A liquidação final, portanto, é conferida na Ethereum.

O desenho específico se chama validium: as provas vão para a Ethereum, mas os dados das transações não são publicados na blockchain. Ficam fora dela, sob uma camada de disponibilidade de dados — a EigenDA, segundo a empresa. Para quem opera, isso significa privacidade: as posições não ficam visíveis publicamente, ao contrário do que acontece nas DEXs de livro transparente. Vale reter esse desenho: ele é a origem do risco mais grave descrito mais adiante.

O casamento de ordens é feito por um livro de ordens central, um CLOB — a mesma mecânica de uma corretora centralizada, em que compras e vendas se encontram num livro único. Esse casamento acontece fora da blockchain, o que explica por que operar na GRVT se parece com operar numa exchange comum. Depois disso, ordens casadas, liquidações, ações de gestão de conta e transferências de fundos são enviadas para a cadeia e publicadas como provas de conhecimento zero verificadas na Ethereum.

Sobre a custódia, o que a empresa afirma é o seguinte: o saque é autorizado pela assinatura de uma chave que só o usuário tem, e o contrato envia os fundos para a carteira dele. A GRVT declara não conseguir produzir essa assinatura e, por isso, não poder mover, redirecionar ou gastar fundos de usuário, nem inventar saldos. O limite dessa promessa é que casamento e sequenciamento continuam fora da blockchain e sob o operador, ou seja, a continuidade da operação segue dependendo da empresa. Até onde a auto-custódia vai é assunto para mais adiante.

Os mercados: perpétuos de cripto, commodities e ações, mais o spot

Na leitura de 2026-08-09 eram 171 pares de perpétuos e nenhum futuro com vencimento. A cobertura vai além de cripto: há commodities (ouro, prata, petróleo) e ações tokenizadas — 43 pares de ações, segundo carta do CEO de 2026-05-28.

O spot existe desde 2026-06-25, sem alavancagem, com ordem mínima de 1 USDC e valor mínimo de 5 USDT, e com liquidação instantânea na conta de funding. O volume de spot conta para os níveis de taxa, mas não gerava pontos e fica fora do cálculo de profit split.

A alavancagem é configurável de 1x a 50x por instrumento e só pode ser ajustada quando não há posição aberta naquele instrumento. Vale ler o número com cuidado: a tabela de margem inicial limita o tamanho da posição, então 50x não é atingível em qualquer tamanho, e o máximo configurável por par foi ajustado em 2026-07-01. Quem repete “50x” sem essa ressalva está descrevendo um teto que não vale para toda posição.

Há margem cruzada e margem isolada. Colateral e liquidação são em USDT, com USDC aceito como saldo elegível.

Os custos: taxas por nível, funding, gás e saques

Quem entra hoje cai no nível 1, e o que chama atenção ali é o sinal negativo do maker. Não é erro de digitação: é rebate, dinheiro pago a quem coloca ordem no livro, e ele existe em todos os nove níveis. O modelo está em vigor desde 2026-03-23, às 04:00 UTC.

NívelVolume de futuros em 30 diasMaker (perp)Taker (perp)
1a partir de 0-0,0001%0,045%
2a partir de 1M USD-0,0004%0,042%
5a partir de 50M USD-0,0015%0,034%
9a partir de 1B USD-0,003%0,024%

Os níveis sobem pelo volume de futuros dos últimos 30 dias e são atualizados diariamente às 08:00 UTC. Um detalhe confunde bastante gente: o modelo anterior, que também qualificava por volume de opções ou por patrimônio, expirou, mas o texto antigo ainda aparece na mesma página do help center.

O funding é cobrado a cada 1h, 4h ou 8h, conforme o mercado, com troca automática para 1h quando os prêmios estouram os limites do intervalo maior. O índice de prêmio sai do fair price, calculado a cada 5 segundos como a mediana de melhor compra, melhor venda e último negócio, com suavização, travas nos extremos e limites por instrumento. O mecanismo está em vigor desde 2025-10-15.

Gás por operação não existe para o usuário. Como o casamento roda fora da blockchain e a GRVT publica lotes com provas na Ethereum, o custo on-chain é da própria plataforma — a L2BEAT mede algo em torno de 596 USD por dia. O que o usuário paga é taxa fixa de saque, declarada como cobertura do gás: 2 USDT na Ethereum, 1,01 USDT na Arbitrum One e na BNB Smart Chain, 1,5 USDT na Solana e 1,4 USDT na Tron. Nenhuma taxa de depósito está documentada.

Existe ainda um caminho de desconto por travamento do token nativo, que melhora a faixa de taxas. É o mesmo programa de membership descrito mais atrás.

O cadastro e o depósito: carteira ou e-mail, redes e stablecoins aceitas

Dá para entrar por carteira — MetaMask, Coinbase Wallet e as demais suportadas por WalletConnect — ou por e-mail. Nesse segundo caminho, a GRVT cria uma carteira embutida via Privy, cuja chave privada o usuário pode exportar a qualquer momento e importar em outra carteira. No fim, todo usuário acaba com as duas credenciais: cada conta tem um e-mail e uma carteira. E toda ação que afete a propriedade de um ativo precisa da assinatura da carteira registrada.

Para depositar, a ponte nativa cobre Ethereum, Arbitrum One e BNB Smart Chain, só com USDT; Solana, Tron, Base e Kaia aparecem nas tabelas oficiais de depósito mínimo e de taxa de saque, e o USDC está documentado à parte. O mínimo é de 1 USDT ou 1 USDC na maioria das redes e de 5 USDT na TRC20 — abaixo do mínimo o depósito não é processado e pode ser perdido em definitivo. A tela de depósito reproduzida mais acima exibe “0.5 USDT” como limite inferior por transação, mas esse é o limite da própria transferência, e não o piso do depósito: o valor a respeitar continua sendo o mínimo oficial de 1 USDT.

Sobre verificação de identidade, as fontes públicas não fecham a questão, e vale dizer isso com todas as letras, porque páginas em português repetem “sem KYC” como se fosse fato estabelecido. De um lado, a GRVT não publica nenhum artigo dizendo que a verificação documental é obrigatória, e a documentação de API descreve cadastro apenas por e-mail ou por carteira. De outro, o User Agreement exige a declaração de que o usuário não reside em jurisdição restrita, prevê verificação de identidade em cláusula própria, a 4.3, e o programa de prevenção à lavagem de dinheiro pode bloquear contas depois de revisão de compliance. O que se pode afirmar, com as fontes na mão, é que o assunto está em aberto.

Onde a GRVT aparece entre os perpétuos: 5ª em contratos em aberto, 7ª em volume

O tamanho pelo livro: posições em aberto, volume e fatia do mercado

Nenhuma das duas frases prontas sobre uma corretora nova — “é enorme” ou “é irrelevante” — descreve a GRVT. Os números públicos, lidos em 2026-08-09, colocam a plataforma na primeira dezena do mercado de perpétuos.

Volume de perpétuos em 24hentre os protocolos da DeFiLlama, 2026-08-09
Contratos em aberto354.700.000 USD, DeFiLlama
3,27%Fatia do volume rastreado484,16 milhões de USD em 14,829 bilhões no dia

Repare na inversão: a plataforma aparece mais alta em contratos em aberto do que em volume, o oposto de vários concorrentes de giro maior. Pela régua do volume de 30 dias ela também sobe para a 5ª colocação, com 27,758 bilhões de USD. À sua frente em contratos em aberto estão Hyperliquid, Aster, Variational e Lighter.

Se você for guardar um número só, guarde o de contratos em aberto — o open interest dos rastreadores. É a métrica em que os dois concordam, com diferença em torno de 1% entre DeFiLlama e CoinGecko, e é por isso que é ela, e não o volume, que sustenta a afirmação de porte neste artigo.

O que os rastreadores não fecham: volume divergente e receita de protocolo ausente

Onde os dois rastreadores discordam, discordam feio. No volume de 24 horas, a diferença entre DeFiLlama e CoinGecko é de cerca de 1,6 vez: 484,16 milhões de USD contra 298,3 milhões convertidos. A razão é conhecida — janelas de captura e coberturas de instrumento diferentes. A GRVT lista perpétuos de ações e de commodities ao lado dos de cripto, e cada rastreador inclui ou exclui isso do seu jeito. A ordem de grandeza é o fato confiável; o número exato, não.

Falta ainda uma terceira régua, e ela simplesmente não existe em público. A GRVT não está na base de dados de taxas da DeFiLlama: uma varredura completa dos 2.541 protocolos em 2026-08-09 não encontrou nenhum registro da plataforma. O ranking de receita de protocolo, que normalmente completaria este quadro, não pode ser apresentado.

Na CoinGecko, que o próprio help center da GRVT indica como fonte pública de métricas, a plataforma é a 43ª entre 128 exchanges de derivativos por volume de 24 horas em BTC, com 171 pares perpétuos e nenhum futuro com vencimento. Essa comparação inclui exchanges centralizadas, e não só DEXs — por isso a posição cai tanto.

Os diferenciais: o que a GRVT faz diferente e a ressalva de cada ponto

Rebate de maker em todos os níveis. A empresa apresenta o rebate de -1 ponto-base para qualquer ordem maker como inédito no setor, já que em boa parte das concorrentes o rebate é privilégio de market maker designado ou de faixa alta de volume. A ressalva: na faixa de entrada o valor é pequeno em termos absolutos.

Rendimento sobre a margem. Pelo Earn on Equity, o colateral em stablecoin não fica parado enquanto sustenta uma posição. A ressalva: o rendimento vem de protocolos externos, como a Aave, e o risco de perda do principal é do usuário.

Privacidade por validium. Os dados de transação não são publicados na blockchain e as posições não ficam publicamente visíveis, ao contrário do que acontece nas DEXs de livro transparente. A ressalva: o mesmo desenho é a origem do risco crítico de disponibilidade de dados tratado adiante.

Entidade licenciada. A GRVT tem uma licença Class M de Bermudas, sob o DABA. A ressalva é longa: a entidade licenciada foi anunciada como ainda não operacional e voltada a clientes corporativos selecionados, e a própria empresa declara, em texto público, que não é uma entidade regulada e que os fundos do usuário não estão sujeitos a proteção regulatória.

Multiativos e RWA. Cripto, commodities e ações tokenizadas convivem com cofres de ativos do mundo real acessíveis a partir de 1 USD, sem exigência de investidor qualificado, e com tokens de cofre usáveis como colateral. A ressalva: as estratégias são desenvolvidas e geridas por terceiros, e a GRVT declara que o risco de perda do principal é de quem investe.

Quem a GRVT barra, como aplica a barreira e o que sustenta a licença de Bermudas

As jurisdições barradas: quem a GRVT proíbe e como a proibição é aplicada

A GRVT publica uma lista de jurisdições restritas, e ela é longa:

  • Estados Unidos, com todos os territórios: Porto Rico, Samoa Americana, Guam, Ilhas Marianas do Norte e Ilhas Virgens Americanas
  • Singapura, Hong Kong e Canadá
  • Rússia e Belarus
  • Coreia do Norte, Irã, Cuba, Síria, Mianmar, Afeganistão, Líbia, Somália, Sudão do Sul e Sudão
  • As subdivisões ucranianas ocupadas: Crimeia, Donetsk, Luhansk, Kherson, Zaporizhzhia e a cidade de Sevastopol

A página oficial trata a lista como a de países banidos de acessar a plataforma, e o banimento alcança quem reside ou está localizado nesses lugares. Para uma DEX de perpétuos, chamam atenção Singapura, Hong Kong e Canadá: é um recorte mais amplo do que o de plataformas comparáveis.

A aplicação da barreira tem camadas. Há a declaração contratual de que o usuário não reside habitualmente em jurisdição restrita; há bloqueio por IP na API; e há a triagem de compliance de carteira, com revisão de endereço de saque.

As duas listas que não coincidem: conta restrita, API bloqueada e o que fica em aberto

Só que as duas listas publicadas pela empresa não batem. A API bloqueia Estados Unidos, Reino Unido e China. A lista de jurisdições restritas traz os Estados Unidos, mas não o Reino Unido nem a China, e inclui Singapura, Hong Kong e Canadá, que a página da API não nomeia. A GRVT não concilia as duas publicamente.

A consequência é direta: nenhuma das duas pode ser apresentada como a declaração única de onde a plataforma está indisponível. Este artigo diz isso em vez de escolher uma.

Também não existe uma via paralela ao frontend operado pela empresa. O registro é obrigatório; o casamento de ordens, a gestão de risco e a gestão de conta rodam fora da blockchain sob controle da GRVT; e apenas contas em whitelist podem enfileirar transações forçadas a partir da L1. O acesso, em resumo, segue as regras do operador.

A licença de Bermudas: o que foi anunciado, o que não foi confirmado e o que a empresa diz de si

A licença existe e tem nome: Class M (Modified) de digital asset business, sob o DABA, concedida pela Bermuda Monetary Authority à GRVT International Limited e anunciada em 2024-12-06. O que costuma sumir quando ela é citada são as ressalvas do próprio anúncio: naquele momento a entidade ainda não tinha começado a operar, precisava cumprir condições pré-operacionais com a autoridade e atenderia inicialmente clientes corporativos selecionados. A empresa declarou intenção de obter a licença Class F completa, e nenhuma fonte primária confirma essa evolução.

Falta também verificação independente: a licença não pôde ser confirmada no registro da autoridade emissora, e a página de licença do próprio help center devolve HTTP 404. A consulta ao registro de entidades licenciadas da BMA feita em 2026-08-09 não localizou nenhuma entidade da GRVT. Isso é uma ausência na consulta feita, e não uma revogação: nenhuma fonte afirma que a licença tenha sido cancelada.

Por outro lado, até 2026-08-09 nenhuma autoridade, em nenhum país, tinha nomeado a GRVT em alerta, restrição, processo ou sanção. Isso é a ausência de evidência numa busca dirigida, não um certificado de ficha limpa.

A trajetória aponta para mais engajamento regulatório, não menos: licença buscada antes do lançamento da mainnet, programa de prevenção à lavagem de dinheiro com triagem de sanções e monitoramento de transações, lista de restrições ampla para o setor, expansão para ações tokenizadas e ativos do mundo real, que carregam exposição à lei de valores mobiliários. O contrapeso é que a entidade licenciada foi anunciada como não operacional para o varejo e a empresa se declara não regulada. A postura de compliance está à frente da substância.

GRVT no Brasil: plataforma aberta e sem autorização da CVM

Brasil fora da lista de restrições: o que isso significa na prática

Lista de restrições da GRVTBrasil ausenteconferido na lista e no contrato em 2026-08-09
Autorização da CVMNão possuifora do sistema de distribuição de valores mobiliários
Autorização do Banco CentralNão possuinão é prestadora de serviços de ativos virtuais autorizada
Uso por residente no BrasilSem proibição localizadao dever legal recai sobre o ofertante e o intermediário

A ausência do Brasil nessa lista foi verificada duas vezes: pela renderização ao vivo do artigo oficial em 2026-08-09 e por uma varredura do texto integral do User Agreement em PDF, no arquivo de 2026-08-05, onde as palavras “Brazil” e “Brasil” não ocorrem nenhuma vez.

Essa ausência não é decorativa. O User Agreement define “Banned Person” por referência à lista, e a cláusula 3.1(i) exige, como pré-requisito de uso, que o usuário não seja um Banned Person. A ausência do Brasil é, portanto, um fato contratual, e não uma frase de help center. Também é um fato revogável, e isso importa: o contrato delega a lista de países a uma página que a empresa pode alterar a seu exclusivo critério, sem aviso e sem emenda contratual. As versões arquivadas da página, de 2025-04-29, 2025-11-22 e 2026-07-01, mostram a composição da lista mudando — Reino Unido, Canadá, Macau e Singapura entrando e saindo — com o Brasil ausente em todos eles.

Um limite da verificação: o fluxo de cadastro não pôde ser renderizado a partir de um IP brasileiro, porque a página de cadastro devolve HTTP 403 a navegadores automatizados. A conclusão se apoia em evidência documental, não em teste de acesso feito do Brasil.

Como mostra o quadro acima, autorização brasileira a GRVT não tem de espécie alguma. Para uma plataforma offshore e não custodial de derivativos, essa é a condição esperada — é fato a registrar, não denúncia a fazer.

Quem seria o regulador competente é uma pergunta que as normas respondem. A Lei 14.478/2022 exclui do seu alcance os ativos representativos de valores mobiliários e preserva expressamente a competência da CVM. E o Parecer de Orientação CVM 40 sustenta que derivativos são necessariamente valores mobiliários, independentemente de o ativo subjacente ser ou não um criptoativo. Como o produto da GRVT é derivativo perpétuo, a autoridade competente sobre a oferta é a CVM, e não o Banco Central com o seu regime de prestadores de serviços de ativos virtuais.

É aqui que a leitura precisa ser exata, porque é onde mais se erra. A exigência de autorização prévia do art. 2 da Lei 14.478/2022 é dirigida ao prestador que pretende funcionar no País. A análise de oferta irregular do Parecer 40 é dirigida ao ofertante e ao intermediário. Nenhum instrumento brasileiro localizado proíbe o residente de abrir conta ou operar em plataforma estrangeira não autorizada — e a legislação brasileira reconhece o residente com aplicações no exterior, ao enquadrá-las para fins de imposto de renda. Dizer que a GRVT não é autorizada no Brasil está correto; dizer que é ilegal para brasileiros usar a GRVT não encontra respaldo em nenhuma fonte localizada. O que existe é a constatação de que nenhuma proibição foi encontrada — o que não é o mesmo que um parecer de que o uso é lícito.

O que sobra para o usuário é o outro lado da mesma moeda. Fora do perímetro autorizado, não há acesso à proteção que o investidor tem no Brasil. Pelo User Agreement, uma disputa corre em arbitragem SIAC com sede em Singapura, sob lei de Singapura, contra a Albatross Group Overseas S.A. — a empresa panamenha que o próprio contrato declara não ser licenciada, nem aprovada, nem regulada pela Superintendência do Mercado de Valores, pela Superintendência de Bancos do Panamá ou por qualquer outra autoridade panamenha.

Nenhuma menção da CVM à GRVT foi localizada, e a ressalva é a mesma de antes: trata-se de ausência de evidência numa busca dirigida, ainda mais porque a autarquia não publica todos os ofícios de alerta em formato pesquisável, de modo que uma medida de baixa visibilidade não pode ser descartada. A empresa não está entre as 24 plataformas do stop order de 2025-11-13 (Ato Declaratório 24.167, com multa diária de BRL 1.000) nem no portal de ofertas e atuações irregulares. Em 2026-07-03, porém, a autarquia afirmou, sem nomear empresas, que nenhuma companhia de cripto tem autorização para oferecer ações tokenizadas, derivativos ou futuros de cripto no Brasil, que autorização do Banco Central não substitui autorização da CVM e que seguirá emitindo stop orders contra ofertas irregulares de contratos derivativos feitas a investidores brasileiros por empresas sediadas no exterior. É declaração geral — e descreve exatamente a categoria em que a GRVT opera.

No dia a dia, quem acessa do Brasil encontra o site e o help center só em inglês: em 2026-08-09, os idiomas declarados pelo próprio site eram inglês, espanhol, japonês, russo e chinês — português não estava entre eles. A GRVT também não publica se aceita real ou Pix: a compra com moeda tradicional é delegada ao agregador Onramper, e a lista de moedas e países aceitos não é divulgada, de modo que não dá para afirmar nem que funciona nem que não funciona.

Por fim, a GRVT não emite documentação fiscal brasileira nem exportação de dados compatível com a DeCripto, e o próprio contrato só menciona tributos para encaminhar o usuário a um profissional. A apuração fica inteiramente com quem opera.

Os riscos próprios da GRVT: dados fora da cadeia, atualização sem espera e liquidação total

O protocolo: dados fora da cadeia e nenhuma saída forçada

A L2BEAT classifica a GRVT como “not even Stage 0” e a coloca no grupo “others” porque não há ponte de disponibilidade de dados. Na prática: os dados de transação ficam fora da cadeia, e o que vai para a blockchain são apenas hashes publicados pelo sequenciador centralizado.

Risco críticoA avaliação da L2BEAT registra que fundos podem ser perdidos se os dados mantidos fora da cadeia ficarem indisponíveis. É a mesma escolha de arquitetura que produz a privacidade descrita antes.

Não existe mecanismo para o usuário forçar a inclusão de uma transação se o sequenciador cair ou censurar transações. O operador roda um contrato TransactionFilterer que exige whitelist para enfileirar transações forçadas na L1, e apenas proposers em whitelist publicam state roots. A validação de estado usa provas STARK encapsuladas em SNARKs, pelo prover Boojum, que dependem de um trusted setup.

As atualizações: dias de espera pelo caminho normal, nenhuma pelo de emergência

Os contratos são atualizáveis. Pelo caminho normal há um atraso de 4 dias e 3 horas a 8 dias e 3 horas entre a decisão e a atualização. Pelo EmergencyUpgradeBoard não há atraso nenhum — na prática, a atualização é instantânea. A L2BEAT registra que fundos podem ser roubados se um contrato receber uma atualização maliciosa.

No caminho de emergência, por consequência, a janela de saída é avaliada como inexistente: não há intervalo para o usuário sair antes de uma atualização indesejada. E o operador central pode censurar transações de saque pelo TransactionFilterer, também sem atraso.

É exatamente aqui que a auto-custódia encontra o seu limite. A autorização de saque por assinatura é verdadeira no que promete: a GRVT não consegue assinar pelo usuário. Mas assinar não garante sair, se quem sequencia a transação puder não incluí-la. As duas afirmações convivem: a promessa de auto-custódia precisa ser lida junto com este limite.

A estrutura de negociação: liquidação total, fundo sem saldo público e um único índice

A liquidação é total, sem etapa parcial. Quando a conta cai abaixo da margem de manutenção, posições e saldos são transferidos para a conta do Fundo de Seguro, que fecha as posições e retém o resultado. Na margem cruzada, o patrimônio remanescente da conta vai para o fundo; na isolada, perde-se a margem alocada. Existe ainda um mecanismo de perda socializada, documentado à parte.

O Fundo de Seguro existe e tem uma função declarada — garantir que quem ganhou seja pago integralmente —, mas o saldo do fundo não é publicado em nenhum lugar da documentação pública. Não há como dimensionar a proteção.

O mark price se apoia em um único provedor de índice, e ele tem nome: a Block Scholes fornece o preço de índice e também um dos três insumos do mark price. Nenhuma rede de oráculo descentralizada independente, como Chainlink ou Pyth, é citada.

E os percentuais de margem de manutenção e a penalidade de liquidação existem apenas em PDFs de especificação de contrato para download, não em página web. Quem quiser conferir precisa baixar o documento.

A operação e a conta: falhas de prova, auditoria fina e revisão de compliance

A camada de liquidação registra falhas repetidas de submissão de provas, contra um intervalo típico de cerca de 4 minutos e 43 segundos entre uma submissão e a seguinte.

2026-07-15
Duas interrupções de submissão de provas no mesmo dia.
2026-07-16
Nova interrupção registrada na camada de liquidação.
2026-07-17
3 horas e 34 minutos sem nenhuma submissão de prova, entre 03:25 e 06:59 UTC.
2026-07-30
3 horas e 10 minutos sem nenhuma submissão de prova, entre 03:23 e 06:33 UTC.

A L2BEAT avaliou a disponibilidade dos 30 dias anteriores em 97%. É atraso de prova na camada de liquidação, não interrupção confirmada de negociação, e nenhum impacto a usuário foi divulgado.

A divulgação sobre auditorias é escassa. Spearbit DAO e NCC Group são nomeadas como parceiras de auditoria e de teste de invasão, sem datas, sem escopo e sem relatório para download. Não há como verificar o que foi auditado nem quando.

A revisão de compliance de carteira pode restringir ou bloquear em definitivo o acesso, a transferência, a negociação e o saque de uma conta. A empresa diz que procurará dar ao usuário uma oportunidade antes de um bloqueio permanente, e endereços de saque podem ser colocados sob revisão.

Por fim, quem operar perpétuos de ações encontra eventos que não existem em cripto. Deslistagens acontecem — a SPCX foi deslistada em 2026-06-10, com relistagem prevista como SPACEX — e há ajustes por evento societário, como o desdobramento de CRWD em 2026-07-02.

Código ativo, aplicação única e uma plataforma sem autorização no Brasil

O código L63XFCG estava ativo na verificação feita na prática em 2026-08-10, com uma carteira nova, pela equipe editorial da chainhelm. Ele vale para quem ainda não tem conta na plataforma.

A aplicação é única e acontece no momento em que a conta é criada. Não há como vincular o código depois à mesma carteira: quem perder esse momento precisa recomeçar, com uma carteira nova.

O resto da decisão não é sobre o código. O Brasil está fora da lista de restrições da GRVT, mas a lista muda por decisão unilateral da empresa. A contraparte contratual é a Albatross Group Overseas S.A., do Panamá, sob lei de Singapura. Não existe autorização brasileira. As duas temporadas de pontos fecharam no TGE. E os riscos de sequenciador, atualização instantânea e liquidação total continuam valendo depois que a conta existe: eles não têm relação com o código, mas têm com a plataforma onde a conta vai ficar.